
Porque pergunto que género de perdoador é você? porque na verdade existem vários, bem diferentes uns dos outros, como iremos ver já a seguir.
O AUTO-PERDOADOR
Por capacidade espontanea ou adquirida, por maturidade espiritual ou psicológica, sabe perdoar a si mesmo. Ainda bem! Para que se entenda, o auto-perdão não é fácil, em muitas pessoas ele é o mais difícil, ou até impossível, de alcançar. São muitos os seres humanos que vivem e morrem sem nunca se perdoarem a si mesmos. Esta atitude envolve um sofrimento intimo atroz, que é transportado após o desencarne para a vida astral e que pode retornar com a mesma pessoa na sua reencarnação posterior. Por tudo isto, a capacidade e a sabedoria do auto-perdão é essencial, sendo uma atitude que demonstra auto-amor e auto- compaixão, tão essenciais á alegria do ser e da própria alma, pois tão importante quanto amar os outros é amarmo-nos a nós mesmos também.
O NÃO PERDOADOR
Aconteça o que acontecer, ele, pura e simplesmente, não perdoa. Muitas vezes frontal e sincero, é capaz de o dizer, de o assumir, sem qualquer embaraço ou complexo. Por vezes, o não perdoador orgulha-se da sua atitude de não perdoar, outras vezes nem tanto, e em certos casos pode até sofrer pela sua incapacidade de perdoar. No entanto, existe nele como que um ódio latente, uma revolta edipiana, uma defesa de animal ferido. Então, consciente e assumido, pura e simplemente ele não perdoa, nem que "Cristo volte á terra".
Estas pessoas têm muitas vezes vidas cheias de sucesso material, mas vazias de amor e afetos. Na verdade, vêm inimigos em todo o lado, numa projeção mental quase paranóica.
Movem-se muito bem no mundo da matéria mas são um desastre no mundo dos afetos.
Saem deste mundo com uma bagagem bem pesada por resolver. No astral, as suas almas movimentam-se em sofrimento. Reencarnam, muitas vezes, quase que só para perdoar tudo (ou parte) do que se recuzaram na vida anterior. Pelo menos reencarnam para começarem a aprendizagem do perdão.
O PERDOADOR ESPONTANEO
Ele sofre ofensas e humilhações, vive tragédias, injustiças, traições, mas perdoa. Depressa e bem, perdoa! São seres que não conseguem já viver fora da energia do perdão. Sofrem as suas dores, não ignoram a maldade alheia, não são tolos nem ingénuos. São, isso sim, almas já antigas, lapidádas, para quem o perdão é uma atitude essencial e inquestionável, como amar, partilhar, socorrer, doar.
O mundo é muitas vezes cruel com estes seres, tende a abusar deles. O mundo e os outros não sabem que eles são almas em ascensão, a caminho de paraisos celestiais, conquistados em grande parte pelo dom do perdão.
O PERDOADOR DUAL (OU AMBÍGUO)
Na maioria das vezes, mais tarde ou mais cedo, ele acaba por perdoar o outro, por entender as ofensas, por seguir em frente sem mágoa ou ressentimento. Perdoa de forma simples, sem grandes questionamentos ou filosofias. Mas, por paradoxo, jamais se perdoa a si mesmo. Precisará de trabalhar o auto-amor e entender que a dádiva que oferece aos outros deve ofertar a si mesmo também. Por norma consegue encontrar este equilibrio sem grandes dramas. - esse é o perfil de um dos perdoadores ambíguos. Vamos ver agora o outro:
Perdoa a si mesmo com uma facilidade extrema, mas jamais perdoa aos outros, jamais esquece, jamais dá uma segunda oportunidade.
Tem imensas justificações, quer para se perdoar a si, quer para não perdoar aos outros. Vive tudo isto de forma aparentemente muito pacifica, racional, tranquila. O drama começa depois, quando o desencarne se faz. Ai, o ser é confrontado com o facto de que o seu auto-perdão foi quase sempre egoismo e arrogância, e que o culto do não perdão aos outros foi o exercício tremendo da sua crueldade, do seu rancor e da sua ausência de amor. Retornará, para aprender a praticar o auto-perdão de forma não egoista, ser mais exigente consigo mesmo e mais benevolente com os outros.
Agora, faça uma reflexão, veja que perdoador é você e entenda o que tem que equilibrar, se for esse o caso.
Descomheço o autor
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