quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A CIÊNCIA DO AMOR



“Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.”

Fernando Pessoa


A esperança, o otimismo e a fé estão ligados diretamente à crença de que existe um reencontro após  a morte, em um outro plano. Aqueles que crêem em algo ou possuem uma religiosidade, vivem e dirigem suas vidas com mais tranquilidade e bem-estar. A religiosidade oferece um grande apoio em situações difíceis, embora sua presença não deve nos tornar seres passivos e, sim, criaturas atuantes que lutam na tentativa de mudar os cenários desfavoráveis de suas vidas.

Mesmo o fato de acreditar que a separação entre quem morreu e os que vivem seja momentânea, não deve ser um impeditivo para que a pessoa possa viver seu luto. No entanto, a dor poderá ser abreviada se a pessoa se sentir confortada diante das explicações que encontra nos ensinamentos da sua religião.
Sabe-se, também, que sofrer faz parte de um processo de cura. Aqueles que se permitem sentir a dor da perda ou da fatalidade, tendem a conseguir retomar sua vida, após algum tempo do acontecido.

A Doutrina Espírita nos ensina que é necessário cuidar tanto da alma quanto do corpo, uma vez que este abriga nosso espírito, servindo como se fosse o casulo que guarda a lagarta até que a mesma se desenvolva por completo para, então, sair como uma linda e livre borboleta.
O ser humano, enquanto ocupa seu corpo de carne, deve exercitar a consciência com vistas a ações que o levem a praticar o bem, na expectativa de alcançar uma plenitude espiritual que aspire ao progresso e evolução.

Estamos todos aqui em situação de igualdade, no que se refere à busca da realização pessoal e afetiva com nossos semelhantes. Viemos, por determinação divina, mas fomos nós que escolhemos onde e como deveríamos nascer. Assim, fazemos nossa jornada sempre levando em consideração aquilo que deixamos de fazer em nossa última encarnação. Onde, com quem e como falhamos, deve ser a tônica preponderante de nossa caminhada, embora não nos seja dado  lembrar o que tenha ocorrido  em vidas pretéritas. Na medida em que elegemos o bem, a caridade, o amor ao próximo, o respeito, a benevolência, o carinho, e tantas outras maneiras de ser que só elevam nossa alma, estaremos limpando as máculas do passado, mesmo sem o saber.

Nossa consciência deve ser nosso juiz. É dela que emanam nossos melhores e piores atos. Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, embora simples e ignorantes. São nas tribulações da vida corporal que conseguimos aprender e progredir. Contamos muitas existências corporais, tantas quantas forem necessárias para nosso real aprendizado e crescimento espiritual. 

Nada ocorre sem a permissão divina, tendo sido Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Dessa forma, quando aqui estamos, temos a liberdade de escolher os caminhos que quisermos, mas também estamos sujeitos à inteira responsabilidade pelos atos por nós cometidos, bem como as consequencias advindas desses atos. Portanto, abertos se encontram tanto os caminhos do bem quanto os do mal.

Devemos evitar que nosso coração abrigue  sentimentos adversos à sabedoria e à bondade. Bons pensamentos desviam-nos das sendas do mal, protegendo-nos  no sentido de neutralizar a influência dos maus espíritos, que agem levando-nos a praticar atos os quais, mais cedo ou mais tarde, iremos nos arrepender, às vezes até amargamente. Sentimentos como o ódio, o rancor, a inveja, o ciúme, devem ser arrancados de nossas condutas. Só assim conseguiremos de fato, encontrar a paz e a felicidade que deve existir entre os homens de boa vontade.

Que assim seja!

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