sábado, 24 de novembro de 2012
Dicas para cuidar do nosso planeta
1. Compre somente o necessário – O primeiro passo para combater o excesso de lixo é combater o excesso de luxo. Evite fazer compras por impulso e não consuma além de suas possibilidades, para não desperdiçar (e não se endividar). Planeje bem antes de ir ao mercado e evite comprar grandes volumes para estoque. Quanto menos você comprar, menos vai jogar fora.
2. Evite mercadorias com muitas embalagens – Procure não adquirir produtos “superembalados” e, sempre que possível, prefira os bens não embalados (como os alimentos frescos). Embalagens do tipo “caixinha-dentro-de-um-saquinho-dentro-da-sacola-dentro-do-sacolão” geram uma quantidade enorme de lixo. Compre produtos em embalagens que tragam quantidades adequadas para sua família. Por exemplo: se a sua família é grande, compre as bebidas nas embalagens maiores; se for pequena, evite as embalagens grandes e, conseqüentemente, o desperdício. Não adquira embalagens descartáveis de refrigerantes ou bebidas quando houver a opção por embalagens retornáveis.
3. Compre produtos ambientalmente corretos – Dê preferência a produtos concebidos nas bases do ecodesign, que considera os impactos ambientais em todos os estágios do desenvolvimento do produto, como planejamento, produção, embalagem, distribuição e descarte.
4. Evite adquirir produtos de materiais descartáveis, que, embora práticos, geram lixo desnecessário. Prefira produtos duráveis e resistentes ou que permitam o aumento da vida útil por meio de recargas e refis, como cartuchos de impressão, pilhas e baterias recarregáveis. Reutilizar é muito importante.
5. Separe corretamente o lixo para reciclagem – A reciclagem é um processo que começa em casa, mas continua fora dela e depende de muitos agentes. O consumidor só participa do primeiro passo da reciclagem, que é a separação do lixo, mas, se ele não der esse passo, dificultará todo o resto da tarefa. A forma mais simples de fazer essa separação é isolar o lixo seco do molhado. O lixo seco consiste, sobretudo, em embalagens, papéis, revistas e jornais. O lixo úmido ou orgânico é basicamente composto pelos restos de alimentos e folhas. Um detalhe muito importante é a contaminação dos materiais envolvidos. Um material reciclável (uma embalagem de plástico, por exemplo), em contato com contaminantes (óleos, graxas, colantes, solventes, etc.), deixa de ser reciclável (não vale a pena pela dificuldade de remoção dos contaminantes). Portanto, a correta separação dos materiais é vital para que a cadeia de reciclagem seja bem-sucedida.
6. Economize papel – Procure usar os dois lados da folha, produto que exige grande quantidade de água e de energia para ser feito. Antes de imprimir um documento, revise-o com cuidado, para não gastar papel à toa. Reutilize envelopes, mas dê preferência ao e-mail.
7. Não jogue no lixo o que você pode doar – Em vez de jogar fora roupas, livros, móveis, brinquedos e outras coisas, doe a entidades beneficentes, a lojas de usados – como brechós e sebos – ou a alguém que você acha que poderia usá-los.
8. Compacte o lixo antes de jogá-lo fora – Amasse latinhas de alumínio, garrafas plásticas (não se esqueça de tirar as tampas) e outros tipos de lixo, para que ocupem menos espaço.
9. Leve sua própria sacola ao fazer compras – Com essa atitude, você deixará de usar (e, posteriormente, descartar) vários sacos plásticos. Se não for possível, procure encher bem os saquinhos para reduzir a quantidade dos que você leva para casa e que vão parar no lixo.
10. Evite a troca desnecessária de um celular, computador ou televisão – A maioria desses aparelhos possui em sua composição metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio. Se manuseados de maneira inadequada ou dispostos de forma irregular no solo, oferecem riscos à saúde pública e ao meio ambiente, com perigo de contaminação do ar, do solo e da água.
11. Escolha produtos feitos localmente, em vez de importados ou trazidos de um local distante, de forma a reduzir a necessidade de transporte.
12. Alimente-se com produtos orgânicos.
Fonte : http://curapelanatureza.blogspot.com.br/2008/09/dicas-para-cuidar-do-nosso-planeta.html
Dieta e purificação: sopa de arroz do Pai José
Esta
receita – que leva arroz integral, alho, cebola, alho-poró, aipo
(salsão), bertalha e verdinhos frescos – limpa, emagrece e não dá fome.
O arroz integral cozido longamente, às vezes a noite inteira, é o alimento mais medicinal que existe: fácil de digerir, fortalece o princípio vital e o sangue, harmoniza o sistema de aquecimento do corpo, suaviza os intestinos e ajuda a eliminação de toxinas através da urina (por isso quem urina muito não deve tomar esta sopa).
O arroz integral cozido longamente, às vezes a noite inteira, é o alimento mais medicinal que existe: fácil de digerir, fortalece o princípio vital e o sangue, harmoniza o sistema de aquecimento do corpo, suaviza os intestinos e ajuda a eliminação de toxinas através da urina (por isso quem urina muito não deve tomar esta sopa).
O alho espanta vírus, fungos e outros hóspedes indesejáveis, desengordura, tonifica, relaxa, faz bem ao fígado e às glândulas, limpa o sangue.
A cebola também é anti-séptica, limpa e regulariza os rins e a bexiga, baixa a taxa de glicose no sangue, ajuda a absorver oxigênio.
O alho-poró reforça o alho e a cebola e dá um sabor especial.
O aipo estimula a digestão e os intestinos, limpa os rins, alivia o reumatismo, acalma, nutre e tonifica; suas folhas têm um tipo natural de insulina.
E as folhas de bertalha são riquíssimas em cálcio, ferro, magnésio, clorofila e outras preciosidades, e ainda lubrificam os intestinos (se não encontrar bertalha, use chicória).
A sopa
Ingredientes
uma xícara de arroz cru
16 xícaras de água
6 dentes de alho
3 cebolas médias
6 talos de aipo com as folhas
um alho-poró também com as folhas
12 ou mais folhas de bertalha
hortelã, cebolinha, salsinha ou coentro
Modo de fazer
Ponha
o arroz para cozinhar na água, de preferência em panela grossa, de
pedra-sabão, barro ou ferro esmaltado; quando ferver abaixe o fogo,
tampe e deixe cozinhar por três horas, mexendo de vez em quando.
Corte a cebola em gomos, o aipo e o alho-poró em fatias grossas diagonais, descasque os dentes de alho e ponha tudo na panela. Deixe o fogo alto até ferver e depois abaixe. Junte mais água se precisar. Deixe ferver por 40 minutos, misture as folhas de bertalha, apague o fogo e tampe.
Sirva com uma colher (chá) de missô em cada porção e verdinhos frescos por cima. Pode comer à vontade. Substitui ao menos uma refeição por dia e com resultados maravilhosos.
Este texto foi adaptado do livro “Deixa sair”, de Sonia Hirsch, editora Correcotia (www.correcotia.com.br)
Fonte : http://curapelanatureza.blogspot.com.br
Tempestade solar atinge a Terra nesta sexta e sábado
do site Painel Global

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Fonte; http://anjodeluz.org/
O
nível da atividade geomagnética do planeta deverá ficar bastante
elevado nas próximas 24 horas devido à chegada de duas ejeções de massa
coronal originadas na mancha solar AR1618. De acordo com as previsões,
há 65% de chances de intensas auroras boreais nas latitudes elevadas.

As
recentes ejeções de massa coronal (CME) ocorreram entre os dias 20 e 22
de novembro, quando fortes explosões foram registradas no Sol na região
ativa AR1618, praticamente no centro da estrela.
A primeira erupção ocorreu no dia 20, após a ruptura de um filamento e
as partículas ejetadas deverão chegar à Terra no sábado. A segunda,
responsável por um flare de intensidade M3 atingirá a Terra nesta
sexta-feira próximo às 12h00 BRST (Horário de Verão brasileiro). De
acordo com modelos de deslocamento e densidade de partículas solares, o
índice KP, que mede a instabilidade ionosférica deverá oscilar entre 5 e
7.

O
índice KP=7 pode causar problemas intermitentes na navegação e
orientação por satélites ou sinais baixa frequência, como beacons, ILS,
etc, além de comprometer as comunicações transatlânticas entre 5 e 30
MHz. Auroras podem ser vistas em latitudes baixas ao redor de 50º.
Explosão Solar
Também chamada de erupção, flare ou rajada, a explosão solar acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada. Os flares produzem forte emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama.
Como consequência das explosões solares temos as chamadas Ejeções de Massa Coronal ou CME, enormes bolhas de gás ionizado com mais 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.
Artes: No topo, imagem registrada pelo satélite Observatório de Dinâmica Solar, SDO, mostra a região ativa AR1618, responsável pelas ejeções de massa coronal. Na sequência, gráfico de fluxo de raios-x mostra o momento em que os flares foram registrados na superfície do Sol. Acima, vídeo mostra a propagação das partículas carregadas que devem atingir a Terra entre 23 e 24 de novembro de 2012. No vídeo, a Terra é a bolinha amarela. Créditos: Nasa/SDO, NOAA/GOES, WSA, Apolo11.com.
Explosão Solar
Também chamada de erupção, flare ou rajada, a explosão solar acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada. Os flares produzem forte emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama.
Como consequência das explosões solares temos as chamadas Ejeções de Massa Coronal ou CME, enormes bolhas de gás ionizado com mais 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.
Artes: No topo, imagem registrada pelo satélite Observatório de Dinâmica Solar, SDO, mostra a região ativa AR1618, responsável pelas ejeções de massa coronal. Na sequência, gráfico de fluxo de raios-x mostra o momento em que os flares foram registrados na superfície do Sol. Acima, vídeo mostra a propagação das partículas carregadas que devem atingir a Terra entre 23 e 24 de novembro de 2012. No vídeo, a Terra é a bolinha amarela. Créditos: Nasa/SDO, NOAA/GOES, WSA, Apolo11.com.
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Fonte; http://anjodeluz.org/
A RESPIRAÇÃO Por Eckhart Tolle
Podemos descobrir o espaço interior criando lacunas no fluxo de pensamentos.
Sem elas, o pensamento se torna repetitivo, desprovido de inspiração, sem nenhuma centelha criativa - e é assim que ele é para a maioria das pessoas. Não precisamos nos preocupar com a duração dessas lacunas. Alguns segundos bastam. Aos poucos, elas irão aumentar por si mesmas, sem nenhum esforço de nossa parte. Mais importante do que fazer com que sejam longas é criá-las com frequencia para que nossas atividades diárias e nosso fluxo de pensamento sejam entremeados por espaços.
Certa ocasião alguém me mostrou a programação anual de uma grande organização espiritual. Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica seleção de seminários e palestras interessantes. A pessoa me perguntou se eu poderia recomendar uma ou duas atividades. "Não sei, não. Todas elas me parecem muito interessantes. Mas eu conheço esta: tome consciência da sua respiração sempre que puder, toda vez que se lembrar. Faça isso durante um ano e terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça."
Tomar consciência da respiração faz com que a atenção se afaste do pensamento e produz espaço. É uma maneira de gerar consciência. Embora a plenitude da consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos aqui para levar a consciência a essa dimensão.
Tome consciência da sua respiração. Observe a sensação do ato de respirar. Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo. Veja como o peito e o abdômen se expande e se contrai ligeiramente quando você inspira e expira. Basta uma respiração consciente para produzir espaço onde antes havia a sucessão ininterrupta de pensamentos.
Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira excelente de criar espaços em sua vida. Mesmo que você medite sobre sua respiração por duas horas ou mais, o que é uma prática adotada por algumas pessoas, uma respiração basta para deixá-lo consciente. O resto são lembranças ou expectativas, isto é, pensamentos.
Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos. A respiração acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo. Portanto, basta observá-la. Essa atividade não envolve nem tensão nem esforço. Além disso, note a breve suspensão do fôlego - sobretudo no ponto de parada no fim da expiração - antes de começar a inspirar de novo. Muitas pessoas têm a respiração curta, o que não é natural. Quanto mais tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se estabelece sozinha.
Como a respiração não tem forma própria, ela tem sido equiparada ao espírito - a Vida sem uma forma específica - desde tempos ancestrais. "O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida; e o homem se tornou um ser vivente." A palavra alemã para respiração - atmen - tem origem no termo sânscrito Atman, que significa o espírito divino que nos habita, ou o Deus interior.
O fato de a respiração não ter forma é uma das razões pelas quais a consciência da respiração é uma maneira eficaz de criar espaços na nossa vida, de produzir consciência. Ela é um excelente objeto de meditação justamente porque não é um objeto, não tem contorno nem forma.
O outro motivo é que a respiração é um dos mais sutis e aparentemente insignificantes fenômenos, a "menor coisa", que, segundo Nietzsche, constitui a "melhor felicidade". Cabe a você decidir se vai ou não praticar a consciência da respiração como verdadeira meditação formal. No entanto, a meditação formal não substitui o empenho em criar a consciência do espaço na sua vida cotidiana.
Ao tomarmos consciência da respiração, nos vemos forçados a nos concentrar no momento presente - o segredo de toda a transformação interior, espiritual. Sempre que nos tornamos conscientes da respiração, estamos absolutamente no presente. Percebemos também que não conseguimos pensar e nos manter conscientes da respiração ao mesmo tempo.
A respiração consciente suspende a atividade mental. No entanto, longe de estarmos em transe ou semi-despertos, permanecemos acordados e alerta. Não ficamos abaixo do nível do pensamento, e sim acima dele. E, se observarmos com mais atenção, veremos que essas duas coisas - nosso pleno estado de presença e a interrupção do pensamento sem a perda da consciência - são, na verdade a mesma coisa: o surgimento da consciência do espaço.
(pg. 211 do livro O Despertar de uma Nova Consciência de Eckhart Tolle - Ed. Sextante)
Fonte : http://stelalecocq.blogspot.com.br/p/respiracao.html
MENSAGEM DE MATIAS DE STEFANO
MENSAGEM DE MATIAS DE STEFANO
Nos dias entre hoje e 9 de dezembro de 2012, você vai sentir, de forma cada vez mais potente, o culminar de aderência energético e a aceleração do tempo durante a travessia da Terra por uma ponte de Einstein-Rossen.
Você vai notar, também, o chamado do coração para a sua vida se desenrolar conforme os seguintes parâmetros e percepções:
Vida simples, focada no Aqui e Agora, desconectado do velho mundo e experienciada na Liberdade
A) Prática de uma vida simples:
Segure em seu coração as sábias palavras de Francisco de Assis:
preciso de pouco e o pouco que eu preciso, eu preciso pouco.
Para isso, retarde o seu ritmo de vida, alivie sua agenda, coloque em seu dia espaços de silêncio e encontro interior, reduz os seus pertences, modera seus níveis de consumo e calibra bem as suas reais necessidades, alimente-se saudável e comedidamente e, na medida do possível, reduza gradualmente suas tarefas e deveres (também os de natureza "consciencial" e "espiritual") e tudo o que suponha esforço.
Coloque-se no Aqui e Agora: Reduza o quanto possa as "viagens no tempo" (do passado para o futuro e vice-versa), com que você gasta uma energia preciosa que você precisa para a sua metamorfose.
Em sua vida diária, desengancha-te dessa droga chamada futuro que dirige para amanhã a Felicidade e a Liberdade que você pode desfrutar hoje e, cada vez mais, se concentre no momento presente: quando mastigar nas refeições, quando escovar os dentes, andando pela rua, dirigindo ...
Desconecte-se do colapso do velho mundo: Desengancha-te de todo o velho que ainda rodeia a sua vida, sem permitir que a inevitável deterioração do exterior crispe seu humor e sua paz interior. O mundo exterior é como um furacão cuja intensidade e magnitude serão cada vez maiores.
Ponha-se no seu "olho", no olho do furacão, onde você poderá desfrutar de quietude, calma e serenidade, mesmo no meio do tumulto. E, a partir deste estado de paz, dirige suas energias para lutar contra o que já expirou e se tornou obsoleto em seu coração, mas para criar todo o novo que nele bate.
Por isso é muito importante que você coloque um fim tanto à sua conexão aos chamados meios de comunicação (informativos de televisão, de rádio, jornais, ...) assim como das discussões e distrações com aqueles que te rodeiam sobre o que acontece no mundo exterior (conflitos, crises, as mil polêmicas da “atualidade" ...).
Assumir o desafio da Liberdade: É hora de parar de exigir melhores condições carcerárias para, em vez disso, sair da cadeia. Suas grades são virtuais e geraram-se com seus medos, cargas, culpa e pesos, com teu cuidado e com a suas auto-limitações mentais, julgamentos, conforto e controle e com a necessidade de segurança, reconhecimento e proteção.
Marca bem isto em seu coração: Chegou o momento da Liberdade!
E a liberdade não é o que a humanidade tem ideologicamente na mente, mas a absoluta ausência de medo, que no seu coração vai ser substituído por uma enorme Confiança na Providência, na Vida, na Perfeição do que És e na Sabedoria inata que se acumulam dentro de todos nós.
B) Interioriza que nada tem de mudar, porque tudo é Perfeito!
A Terceira Dimensão tem a sua razão de ser e sempre vai existir na Criação (como qualquer nota musical, como por exemplo "Mi", na escala musical).
No livre-arbítrio, sempre haverá dimensões espirituais que querem encarnar para vivenciar as experiências própria do nível vibracional tridimensional. Então não tente removê-las ou altera-las uma vez que, para você, em seu processo consciencial, tal tipo de experiência já é notícia velha.
Pratica a Aceitação e internaliza fortemente que nada tem de mudar, porque tudo é Perfeito!
O que você está começando a viver não é uma mudança, mas uma Metamorfose evolutiva que nasce dentro de você e compartilhas esse momento com a Mãe Terra e muitas outras dimensões espirituais encarnadas em seres humanos.
Capta a diferença entre mudança e Metamorfose e foca na última.
Se lhe parece difícil, siga o exemplo da lagarta que vai se transformar em uma borboleta. A lagarta não planeja, com a sua metamorfose, mudar nada em seu ambiente nem em qualquer coisa que ela não gosta ou não aceita , mas, naturalmente, sente o chamado interior para recolher-se em silêncio (na crisálida ou casulo), ativar os componentes dormentes de seu DNA e se tornar uma borboleta para começar uma Nova Vida.
Se você esperar mudanças, esta expectativa descentrará e desorientará você.
E se você espera, é porque seu coração ainda não aprendeu a Aceitação, neste caso, a Aceitação do velho mundo e de sua antiga vida.
Sublinha o seguinte: o velho mundo é tão perfeito quanto o novo.
Tudo se encaixa e tem seu lugar no Cosmos e na Criação, mesmo a Terceira Dimensão e o mundo que leva milhares de anos construindo suas experiências vitais e conscienciais.
A Vida e Consciência são UNA, mas são utilizados em livre arbítrio e em uma diversidade vital e consciencial que são fruto do Amor, do que na Vida e na Consciência são manifestações.
A única diferença entre o velho mundo e o Novo Mundo é que existe alguma coisa em você que o impulsiona a viver e vibrar de forma diferente: a Metamorfose não deriva da necessidade de mudança na Terceira Dimensão, mas dentro de sua exigência interior de Evolução e de experimentar uma Nova Vida.
Não vais assistir a mudança alguma, mas que em livre arbítrio, você irá experimentar em primeira mão, ou seja, em você e desde você, uma Metamorfose Evolutiva tão profunda quanto natural.
Reforça essa percepção dentro de você até 9 de Dezembro, como você vai precisar dela para o que está por vir.
Namastê
Nota - Matias de Stefano é um jovem argentino, nascido em agosto de 1987.
É um jovem "índigo"- e, como ele mesmo diz, veio para trazer a clareza da Nova Consciência.
Mensagem enviada por Sonia Brilha.
Grata Sonia!
LUZ!
STELA
Fonte : http://stelalecocq.blogspot.com.br/2012/11/mensagem-de-matias-de-stefano.html
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
UMA AMOSTRA DE DEZEMBRO DE 2012 - A CONVERGÊNCIA HARMÔNICA DE 1987
UMA AMOSTRA DE DEZEMBRO DE 2012
A Convergência Harmônica de 1987
Por Leslie Temple-Thurston
Baixe o artigo em pdf
A convergência harmônica de 1987 foi um evento que mudou o nível geral de vibração do mundo e impulsionou meu próprio despertar. Quando foi publicamente proposta pela primeira vez, por Jose Arguelhes, ele a apresentou como uma ‘amostra’ da grande mudança de 21 de dezembro de 2012. Você recorda-se deste evento? Bem, continue a leitura.
Aqui está minha história sobre este grande acontecimento. Sinto que devo compartilhá-lo agora porque acredito que ele contém uma mensagem significativa para todos sobre a importância de estar preparado para o que está por vir.
Inicialmente, fiquei bastante cética sobre o que o autor Jose Arguelhes dizia sobre o fim do Calendário Maia em 21 de dezembro de 2012 e o significado disto para o mundo. Na época, 2012 parecia realmente algo bem distante. Também fiquei igualmente reticente sobre a publicidade que foi montada para um evento em agosto de 1987; algo chamado “Convergência Harmônica”, o início da mudança global que, segundo Arguelhes, aconteceria em 2012. Entretanto, passei a acreditar na mensagem de Arguelhes sobre 2012, com base na profunda experiência transformadora que havia tido em 1987, na época da Convergência Harmônica. Espero que, ao compartilhar minha experiência, você também se inspire.
Tinha sido guiada para olhar para a estrutura do ego de maneira profunda, e este conhecimento havia me ajudado a encontrar os portões para alêm do ego-que me conduziram ao despertar em 1988.
Ela ocorreu há 21anos e coincidiu aproximadamente com o ponto médio de minha experiência de caverna, um período em que estava muito sintonizada com o Espírito, meditando muito e parcialmente desperta para estar preparada para obter o máximo dela. De forma retrospectiva, devo dizer que fui e ainda sou extremamente grata por ter decidido participar dela. Eis a minha história.
Desde que comecei a ensinar, descobri que a mensagem sobre a mudança de 2012 foi recebida pelas pessoas ao longo dos anos com uma variedade de reações. Enquanto alguns me ouviam, outros expressavam ceticismo, dúvidas, negação, julgamentos, indolência e muito mais. Muitos me ouviam, quando eu dissertava sobre o tema, e muitos podem ter acreditado em mim, mas como tínhamos ainda tantos anos para nos preparar, foram adiando.
Em meados de 1980, os trabalhadores new age da luz, de todo o mundo, estavam começando a receber mensagens sobre este tempo futuro através dos Mestres Ascensionados. Eu estava consciente de todo este movimento, aceitando como verdadeiro o que eles diziam, porque eu mesma tinha uma profunda conexão com os Mestres Ascensionados. No entanto, estava ensinando uma espiritualidade mais tradicional, baseada nos ensinamentos orientais e associada a uma abordagem psicológica ocidental, que trazia o conceito junguiano de trabalhar a sombra como parte integral da compreensão e liberação do ego humano.
A compreensão e a liberação do ego são um caminho rápido e infalível para o despertar e, na época, muitos dos trabalhadores new age da luz não estavam trabalhando com o ego. Aqui, então, nossos caminhos divergiram. Tinha sido guiada para olhar para a estrutura do ego de maneira profunda, e este conhecimento havia me ajudado a encontrar os portões para além do ego – que me conduziram ao despertar em 1988.
Entretanto, gostaria de retomar o assunto da Convergência Harmônica e compartilhar o que aconteceu comigo durante estes três ou quatro dias em 1987. Foi uma experiência muito valiosa e ‘iluminada’, para dizer o mínimo, e quero compartilhá-la porque é uma prelibação da mudança que, dizem, acontecerá em 21 de dezembro de 2012, e todos vão querer estar totalmente preparados para ela.
Minha experiência em 1987 certamente solidificou a legitimidade das alegações feitas por Jose Arguelhes sobre o potencial que a convergência ofereceria ao mundo.
A Convergência Harmônica ocorreu durante minha “experiência de caverna” em 1987. Estava a meio caminho de completar o período de dois anos de completa reclusão, que me conduziu ao salto final na consciência e que me libertou do ego, permitindo-me compreender quem eu sou e aprofundar a consciência de Unidade e o entendimento da verdadeira natureza do mundo no qual vivemos. Na verdade, ela pavimentou o caminho para o meu despertar final, que ocorreu oito meses mais tarde, em abril de 1988.
Isso aconteceu da seguinte forma:
Certo dia, no final de julho de 1987, enquanto fazia uma de minhas raras excursões a um supermercado em Los Angeles, apanhei um dos jornais new age, de distribuição gratuita, normalmente disponíveis em locais de alimentação. Senti-me atraída pelo evento da Convergência Harmônica, anunciado na primeira página. Reconheci o nome do autor, Jose Arguelhes, pois tinha lido e apreciado um de seus livros sobre arte sagrada.
Ele estava convidando as pessoas a se reunirem, meditarem e celebrarem cerimônias durante alguns dias (se minha memória estiver correta, nos dias 16 e 17 de agosto de 1987), durante o qual aconteceria um raro alinhamento planetário e que criaria um poderoso portal na consciência. Ele alegava que qualquer indivíduo que participasse seria abençoado com uma mudança energética, dentre outras coisas. Isto me pareceu uma ideia interessante, já que passara os últimos 18 meses meditando quase o dia todo e estava bem familiarizada com as mudanças de energia!
Perguntava-me como ele podia garantir tal coisa e continuei a ler. Ele profetizava que os Mestres Ascensionados dariam às pessoas que participassem do evento uma "prelibação de 2012".
Argueles baseou sua expertise e autoridade no antigo "calendário Maia", das mudanças energéticas que ocorreriam no mundo durante o fim do Calendário Maia em 21 de dezembro, do qual nunca tinha ouvido falar e que me pareceu um tanto complicado na época, portanto, deixei de lado meu julgamento sobre o assunto naquele momento. Ele explicava que o evento para o qual ele estava convidando as pessoas, a Convergência Harmônica, precederia em 25 anos o grande evento do calendário Maia.
Desde então aprendi que os antigos maias tinham muitos calendários como parte de sua cultura. Hoje em dia, quando as pessoas falam sobre “o calendário maia”, eles se referem ao calendário maia de contagem longa, que é um ciclo de aproximadamente 5.125 anos. O fim do atual calendário de contagem longa é em 21 de dezembro de 2012. Este é o momento de solstício de inverno no hemisfério norte e o solstício de verão no hemisfério sul.
Nessa data, um evento extremamente raro acontecerá: a Terra, o Sol e o centro de nossa galáxia, a Via Láctea, estarão em alinhamento preciso. Como a Convergência Harmônica, é previsto que um portal na consciência será aberto neste momento.
Arguelles prosseguia explicando quem foram os Maias – que foram e ainda são uma tribo indígena que vive na península Yukatán, no México. A ascendência deste povo ocorreu há centenas de anos, com uma próspera civilização. Eles eram construtores de pirâmides de tempos antigos e foram e ainda são os mantenedores de registros sobre o tempo, com seu impressionante e complexo calendário. Esta foi uma descoberta bem interessante para mim. Eu havia visto fotos das pirâmides, mas nunca tinha visitado a península Yukatán, para vê-las pessoalmente.
Arguelhes enfatizava que o antigo calendário Maia terminaria em 21 de dezembro de 2012, e que este fato seria de grande importância para a humanidade. Imediatamente compreendi que existiam correlações entre esta data e outras datas-chaves que me haviam sido transmitidas no início dos anos 80 e que aguardavam algum tipo de explicação lógica sobre seu propósito.
…este novo “Eu” ficava sentada em Samadhi, completamente serena e de olhos abertos. Eu me fundia com o Cosmos, com a paisagem, sons e visuais ao meu redor…. Eu me sentia completamente em unidade com o todo.
Certamente, era uma informação interessante e, enquanto eu a lia, os pontos internos começaram a se conectar com minha psique. Porém, apesar de Arguelles ter captado minha atenção, algo em mim reagia com ceticismo, embora eu não compreendesse o que pudesse ser.
Um ou dois dias mais tarde, enquanto eu meditava, meus guias internos conversaram comigo telepaticamente e sugeriram que eu talvez quisesse participar do evento que estava sendo planejado. Eles não ofereceram nada específico, embora indicassem que, para mim, pudesse ser vantajoso. Chegaram mesmo a sugerir que eu fosse para um lugar de força durante aqueles dias, como Jose Arguelhes havia recomendado. Eles deixaram a decisão comigo, e meu ceticismo me impediu de fazer quaisquer planos sobre ir a algum lugar. Estava em minha caverna solitária há vários meses e sentia que tinha tudo de que necessitava espiritualmente, simplesmente ficando em casa.
A leitura do artigo certamente provocou algum nível de excitação em minha consciência, que eu observei cuidadosamente e com interesse. Mas, mesmo percebendo que o artigo era interessante e que tinha me ajudado a compreender algumas mensagens e dicas importantes do Espírito sobre o futuro, ainda não conseguia captar a importância dessas mensagens sobre o futuro que a humanidade está enfrentando agora.
Eu hesitava porque meu treinamento spiritual nunca tinha sido New Age – pelo contrário, era mais tradicional; uma mistura eclética de meditação indiana com yoga e a psicologia espiritual.
Tudo isto somado ao fato de eu viver de forma totalmente solitária, em minha experiência de caverna durante esse período de reclusão. Não tinha interesse em cerimônias que envolvessem outras pessoas. Para uma alma reclusa como a minha, naqueles dias, pareceu-me muito esforço ter de me deslocar rapidamente pelo tráfego de Los Angeles rumo a um lugar de força durante três dias.
Uma vez mais, decidi que tinha tudo de que necessitava exatamente onde estava, meditando por várias horas diariamente e tendo experiências surpreendentes e progressivas. Por que iria querer juntar-me aos outros? Não conseguia ver o que existia lá para mim. Apesar disso, estava curiosa e decidi participar do evento sem sair de minha casa e observar o que aconteceria.
Com o passar dos dias, uma grande clareza e expansão foi se desenvolvendo em minha consciência e, à medida que nos aproximávamos de meados de agosto, próximo ao meu aniversário (dia 12), descobri que, surpreendentemente, eu podia “ver” meu próprio corpo. Foi como se o corpo físico ficasse transparente e conseguisse ver sua anatomia espiritual! Especificamente, eu era capaz de ver aspectos de meu corpo sutil, sobre o qual eu apenas havia lido e que tinha sido capaz de sentir e entender a nível mental.
Os aspectos da anatomia espiritual que fui capaz de ver são conhecidos no antigo Sanscrito como Ida, Pingala e Shushumna. Shushumna é o centro reluzente da iluminação dentro de cada um de nós. Ela corresponde aproximadamente à coluna vertebral e é a fonte de todos os chacras no corpo humano. Quando nos canalizamos para dentro dele em profunda meditação, conectamo-nos com o centro de nosso ser, nossa essência, e experienciamos um estado de consciência transcendental, iluminada e extasiante, que no sânscrito é conhecido como samadhi. Na terminologia judaica-cristã, esse estado é chamado de “a paz que excede toda a compreensão”.
A ida e a pingala forman uma dupla hélice que circunda o shushumna e no meu novo estado de consciência eu era capaz de ver claramente a sua espiral e fluxo em torno da shushumna, os quais obscureciam a shushumna. Eu podia sentir a energia luminosa de shushumna fluindo verticalmente a partir da raiz chakra até a coroa chakra, abrilhantando de certa forma a minha consciência, apesar de não poder ver a shushumna visualmente na forma como conseguia ver a ida e a pingala.
Alguns dias mais tarde, de repente, fiquei plenamente consciente do que parecia ser o modo como a hélice espiralada destes dois fluxos de energia estavam mantendo a minha consciência em um estado de separação. Esta foi uma observação emocional dolorosa, e lutei contra ela durante vários dias, rezando e implorando para ser libertada do que parecia ser uma gaiola na qual minha consciência estava aprisionada.
Uma parte do artigo de Jose Arguelhes sobre a Convergência Harmônica dizia respeito a seres que ele chamava de “Os Senhores de Luz”, um termo que nunca tinha ouvido antes. Reli o artigo. Se me lembro corretamente, ele dizia que estes seres iriam abrir as portas da percepção e levantar os véus que mantêm as pessoas na separação aqui na Terra, mas somente para aqueles que escolhessem participar do evento, e somente durante aqueles três dias.
Meu estilo de vida, com minhas práticas espirituais diárias e rigorosas havia silenciado os pensamentos e aberto a consciência. Assim, como resultado de vários meses de silêncio, processando sombras e meditando, comecei a sentir os efeitos desta mudança vários dias antes do início oficial de evento. Os véus começavam a se levantar.
Um ou dois dias antes da Convergência Harmônica, fui capaz de testemunhar visualmente, a hélice dupla de Ida e Pingala, a qual estava tentando liberar, começarem a se dissolver bem diante de meus olhos. Esta visão estava acontecendo com o que parecia ser meus olhos físicos; olhos que agora tinham a habilidade de ver através da transparência de meu corpo físico-sutil! E a medida que gradualmente e facilmente a hélice dupla começava a se dissolver, tive a experiência maravilhosa de ser conduzida à consciência, passo a passo, lentamente por várias horas, na vastidão do cosmos.
Meu desejo tinha sido atendido!
Oh, Deus, que sensação maravilhosa!
Silêncio! Liberdade!
A vasta atemporalidade eterna!
Era um campo como nunca havia vivenciado anteriormente – um campo de imensidão. Todas as experiências passadas de Unidade empalideceram em comparação a esta. Tão doce! Verbalizá-la não lhe faz justiça, mas enquanto estava acontecendo, era uma alegria tão grande estar fora do que parecia ser uma espécie de camisa de força. Eu estava fora da insanidade do limitado espaço egóico da separação humana. Estava fora da prisão!
Que alívio!
Acredito que quando uma pessoa morre ela passa por essa experiência, quando deixa os confinamentos do corpo físico.
A única correlação energética que posso oferecer àqueles que ainda não tiveram esta experiência é uma cena do filme ‘Contato’ (Contact). É a cena na qual a personagem principal, estrelada por Jodie Foster, que ao atravessar os chamados ‘buracos de minhoca’, finalmente chega ao que parece ser o centro da galáxia e vive um momento de eternidade. Ela faz isto de uma maneira própria no filme. Eu não tive os mesmos visuais com este primeiro sabor de eternidade, eles vieram alguns meses mais tarde. Mas existe uma similaridade com o sentimento que ela expressou no filme.
A similaridade é que ela alcança um conhecimento muito além de si mesma e que ela não consegue explicar claramente a ninguém, mas que a deixa com uma certeza inabalável sobre este ‘algo’ que encontrara e que não pode negar. Mesmo quando fala sobre isso para outros, e estes a tratam com desdém e permanecem incrédulos.
De qualquer forma, existe mais e a história continua. Um dia antes do início oficial da Convergência Harmônica, enquanto meditava meus guias me perguntaram novamente se eu não gostaria de ir a um lugar de força. Depois de vacilar por uma agonizante hora, decidi dirigir até Sedona, Arizona.
Já era relativamente tarde, e Sedona ficava no mínimo seis horas de Los Angeles, de carro. Rapidamente fiz uma reserva em um hotel em Sedona, arrumei uma pequena mala e com crescente excitação peguei a rodovia (a Interstate 10) para a longa viagem pela frente. Meu plano, soltamente articulado, era chegar a tempo para a cerimônia do nascer do sol, que aconteceria no aeroporto Mesa, em Sedona.
Era quase noite, quando meu pequeno e confiável carro deixou os limites da cidade e se dirigiu rumo ao deserto. Parecia uma peregrinação. Sentia-me em êxtase ao admirar o pôr-do-sol gradualmente desenrolando suas cores dramáticas e vívidas ao encontro da escuridão crescente. Havia uma nova energia no ar, e eu estava feliz de pegar esta onda e ser parte da abertura de novos portais na consciência, durante minha jornada rumo à totalidade.
Ao pegar o que no mapa parecia ser um atalho, mas que na verdade não era, fui parar em uma estrada empoeirada, em algum lugar no Arizona e, depois de um tempo indeterminado na escuridão da noite, sem luar, precisei parar em algum lugar em uma colina. A energia era tão meditativa e eu estava tão expandida que não conseguia mais dirigir. Finalmente cai inconsciente, dissolvendo-me na eternidade.
Acordei com a luz do sol no meu rosto, no meio do nada, quando um carro parou ao lado do meu para verificar se eu estava bem – o primeiro a passar em várias horas. Estava me sentindo incrivelmente expandida e livre, então sentei e fiquei a comtemplar por um momento o vasto vale na paisagem desértica que se desdobrava abaixo, em um infinito imaculado.
A paisagem espelhava minha consciência, expansiva e bela em sua vestimenta de final de verão. Cores sutis fluíam como um rio por entre cactos e fileiras de choupos. A sensação era sublime e evocava a sensação de ter nascido em um novo mundo.
A gratidão tomou conta de mim e agradeci meus guias que, desta vez, tinham se excedido. Seus presentes eram sempre surpreendentes. Ao me encorajar a deixar meu pequeno e seguro ninho na cidade e a me aventurar nesta paisagem de eternidade, eles me levaram a uma jornada interna que espelhava exatamente a beleza desta viagem externa. Mas este foi apenas o começo; tem mais.
Ao perceber que certamente havia perdido a cerimônia do nascer do sol no aeroporto Mesa, e sentindo a perfeição desta minha experiência, continuei rumo a Sedona, onde cheguei uma ou duas horas depois. O hotel recomendado por um amigo era perfeito, com exuberantes jardins ao longo de um rio cheio de vida, que fluía, cantando, por entre as rochas, ladeado por choupos. Minha alma reagiu imediatamente ao lugar. Havia uma vibração perfeita para mim. Como ainda era muito cedo para ir para meu quarto, aconcheguei-me em uma poltrona grande e confortável em um canto recluso do vazio salão de espera e, imediatamente, voltei ao estado meditativo.
Depois de derreter na poltrona, meu chacra da coroa (imediatamente acima de minha cabeça), transformou-se em um vórtice espiralado e começou a ascender rumo aos céus iluminados. Lentamente, minha consciência foi sendo conduzida cada vez mais para o alto, rumo ao infinito, e se me lembro corretamente, havia um tipo de som sutil que acompanhava a energia espiralada; acordes cósmicos de um leve tilintar, de natureza eletrônica e de grande beleza. Ou estava passando por um buraco de minhoca ou toda minha estrutura egóica estava sendo liberada; talvez ambas as coisas.
É quase impossível descrever o estado em que mergulhei, por ser tão abstrato. Mas realmente perdi toda a consciência do salão de espera ao meu redor e me movi muito facilmente rumo à vastidão cósmica. A experiência continuou por pelo menos uma hora e, uma vez mais, estava na Unidade, dissolvida e serena. Nenhum pensamento perturbava minha mente. Tudo era a vasta e eterna atemporalidade.
Em uma perfeita sincronicidade, um sinal certo de que o Divino está presente, sai da experiência no exato momento em que um jovem funcionário da recepção dirigiu-se até a mim para avisar que meu quarto já estava pronto.
Os três dias que passei em Sedona foram uma espécie de ferias cósmicas, como nenhuma outra, tudo por causa das energias disponíveis e de minha receptividade para elas. Fiquei todo o tempo em um estado extremamente alterado – um estado melhor descrito como um arrebatamento espiritual.
Em nenhum momento deixei os limites do hotel, nem tampouco entrei em contato com os grupos. Sentava o dia todo às margens do rio, em um estado extasiante de samadhi. Havia bancos no gramado sob as árvores ao longo das margens do rio, e este novo “Eu” ficava sentada em samadhi, completamente serena e presente, de olhos abertos. Eu me fundia simultaneamente com o cosmos, com a paisagem, com os sons e visuais ao meu redor. A água cintilava, fluía aos borbotões e movia-se ruidosamente sobre as rochas. Eu estava completamente unida a tudo.
Na suavidade lânguida das tardes de verão, as cigarras nas árvores entoavam seus cantos, como ondas, ao longo do rio, atingindo um crescendo por um minuto, até que silenciavam, e o som transportava-me completamente. Não havia diferença entre o fluxo da corrente sonora, interna e os sons externos das cigarras.
O restaurante do hotel era uma pequena e aconchegante construção de madeira, ao lado do rio, sob a sombra dos choupos. Fazia apenas uma refeição por dia, o almoço, em estado de samadhi. Nunca havia mantido um estado de samadhi enquanto me alimentava. A comida era soberba, e eu me sentia plenamente alimentada. A doce experiência de comer no terraço particular do restaurante, contemplando as águas, era absolutamente gratificante. Estava no paraíso.
Já havia tido lampejos de samadhi no passado, aqui e acolá, ao longo dos anos de prática espiritual, mas estes três dias de Convergência Harmônica trouxeram samadhi para minha vida de forma mais permanente.
Após deixar Sedona, no término dos três dias, o estado exaltado que me fora concedido perdeu um pouco de sua força. Mas não foi perdido completamente, e eu nunca mais fui a mesma pessoa.
Logo depois de retornar à minha ‘caverna’ em Los Angeles, compreendi que havia adquirido a habilidade de entrar em samadhi por vontade própria, ao invés de esperar que ele chegasse aleatoriamente. Em outras palavras, samadhi estava disponível, caso eu escolhesse acessá-lo; algo que nunca acontecera anteriormente. Este foi o início de uma mudança de direção em minha vida.
A Convergência Harmônica mudou tudo. Sentia-me bem diferente e uma nova fase na jornada espiritual se iniciou. Sentia-me muito mais próxima à iluminação, embora soubesse que ainda não a alcançara. A natureza da nova direção mudou de maneira sutil e ocorreu uma limpeza mais profunda do ego pessoal. As coisas tornaram-se mais fáceis enquanto em determinados momentos, eram mais desafiadoras, meu humor era quase sempre de êxtase.
Eu me descobri com a missão direcionada ao mundo com mais assiduidade do que antes da Convergência Harmônica, embora não tão frequentemente, se comparado aos padrões humanos ‘habituais’. Às vezes almoçava em um restaurante japonês, saia para caminhadas em um parque próximo ou em um shopping center aberto, em Santa Mônica. Não fazia nada que meus guias desaprovassem. Eles estavam me mostrando o caminho para a iluminação porque eu sabia que não poderia alcançá-lo sozinha. Eu desconhecia o caminho.
Não me incomodava nem um pouco em me ‘entregar’ a eles, e fazia isto com alegria – embora no início do processo de iluminação, eu tivesse resistido algumas vezes. Agora, entregar-me à orientação deles tornou-se um modo de vida, e eu já fazia isto há alguns anos, na época da Convergência.
Permitir que a orientação indicasse o caminho a ser tomado sempre funcionara, e eu não tinha escolha a não ser confiar totalmente, já que meus guias nunca me decepcionaram. E, mesmo que nos dias iniciais de ‘entrega’ eles tenham me conduzido por alguns percursos mais desordenados, as experiências sempre se mostraram totalmente frutíferas, de uma forma ou de outra. Mas gostaria de salientar que não agia como uma ‘vaquinha de presépio’ com eles. Sempre usei meu próprio discernimento e intuição, e meu coração precisava sancionar o que eles pediam de mim. Algumas vezes, parecia arriscado, mas se meu coração dissesse que o pedido era genuíno e eu podia intuir que seria produtivo, mergulhava nele.
A Convergência Harmônica mostrou ser extremamente benéfica para meu avanço rumo à iluminação, juntamente com o contínuo de vários anos. Creio que não teria progredido tão rapidamente sem ela.
As passagens finais que instituíram a ‘iluminação’ desdobraram-se nos oito meses seguintes, com uma consumação final, em abril de 1988, em outra experiência sobre a qual escreverei em outra oportunidade – dando à luz um estado que nunca mais desapareceu.
Ofereço esta história para lembrar o leitor de que a Convergência Harmônica foi prometida como uma amostra do que vamos potencialmente enfrentar em uma escala muito maior em 2012. Quero ressaltar que os tempos atuais estão nos conduzindo rumo a uma época que pode oferecer a cada um de nós muito mais do que aconteceu em agosto de 1987. No entanto, a prontidão de cada um é de fundamental importância.
Vejo que as mudanças energéticas que precedem 2012 estão nos envolvendo, exatamente agora, juntamente com um contínuo de despertar, mas a força da experiência que cada pessoa tem depende da prontidão de cada um. Para o iniciante, a data de 21 de dezembro de 2012, será meramente uma iniciação. Mas para o estudante mais avançado pode ser o término da jornada rumo à iluminação.
A Convergência Harmônica trouxe iniciação para inúmeras almas, novas no caminho da prática espiritual. Muitos dos meus estudantes tiveram seu primeiro contato com o Espírito em uma das cerimônias ou encontros em lugares de força, que foram recomendados. Outros relataram mais tarde que, mesmo não sabendo muito sobre a Convergência Harmônica e não estando no caminho espiritual, eles se lembram terem passado por uma mudança de vida significativa na época. Embora não tenha sido meu destino ser parte de um grupo naquela época, a Convergência beneficiou muitas e muitas pessoas.
O Dr. David Hawkins, como descreveu no livro “Poder versus Força” (Power versus Force), foi capaz de medir, com sua técnica de cinesiologia, a vibração da população mundial. Ele descobriu que, após a Convergência Harmônica, a vibração global aumentou acima de qualquer nível previamente conhecido em nossa civilização. Esta mudança, resultante dos três dias em 1987, afetou a vibração de todo o planeta de tal forma que, logo após, grandes mudanças aconteceram.
Inúmeros acontecimentos ocorreram no mundo não muito depois de agosto de 1987. Houve a queda do Muro de Berlim; o Brasil saiu da ditadura para a democracia; Nelson Mandela foi libertado da prisão e o sistema de apartheid na África do Sul chegou ao fim, culminando com a primeira eleição democrática; e o regime comunista da Federação russa desintegrou-se no clima da Glasnost. As pessoas surpreendiam-se com a extensão dos eventos positivos que se desencadeou em todo o mundo.
Este é o material do qual os seus sonhos de iluminação são compostos. Minha mensagem é potente e simples: se você se trabalhar e intensificar sua dedicação, sua jornada pessoal renderá frutos, e todos no planeta, inclusive o próprio planeta, irão se beneficiar. Deus sabe que nossa Terra mãe precisa de um milagre agora! 21 de Dezembro de 2012 pode ser o portal que ajudará a criar um momento crucial na consciência humana que criará o milagre!
Aqueles que não acreditam e que não dão a mínima para isto não irão experienciar muito de tudo isto. É assim que as coisas funcionam. Isto não significa que as coisas sobre as quais narrei não aconteçam; simplesmente significa que as pessoas que não acreditam e não estão abertas para elas não as vivenciarão. Obtemos o que escolhemos – não há realidade objetiva.
Recentemente alguém me disse que 2012 seria uma simples imagem na tela. Para tal pessoa, é exatamente o que será. Talvez sem saber, o que ela está escolhendo é o que será e, assim, vai descobrir que ela está certa sobre ser apenas uma imagem – simplesmente porque é o que ela está criando.
Todos os seres de luz estão fortemente presentes para apoiar aqueles que escolheram avançar e vão ajudar as pessoas a avançar profundamente, se elas permitirem o avanço.
O último lembrete é: quanto mais preparado você estiver, maior o avanço que irá vivenciar.
Vejo você lá!
Vamos todos nos juntar em meditação em 21 de dezembro de 2012, onde quer que você esteja – e ajudar a criar o momento crucial na consciência que pode criar um milagre para a Terra e a humanidade!
©2008 Leslie Temple-Thurston, Santa Fe, New Mexico, USA.
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Fonte: CoreLight
Mensagem enviada por Suparni
LUZ!!
STELA
fonte : http://stelalecocq.blogspot.com.br/2012/08/uma-amostra-de-dezembro-de-2012.html
A CIÊNCIA DA FELICIDADE Por Pedro Tornaghi Astrólogo e professor de meditação
Aos vinte e poucos anos eu morava no Posto 6, em Copacabana, e costumava passar todo dia, no caminho de casa, por um mesmo mendigo que, sempre, de maneira renovada, me impressionava. Era um homem-toco que, a cada sinal fechado, deslizava em um rudimentar carrinho de rolimã entre os automóveis parados enquanto pedia dinheiro aos motoristas.
O que me desnorteava naquele rapaz era o constate sorriso, talvez o mais generoso que eu tenha visto até hoje. Ele disparava para cada motorista seus dentes arreganhados, desprovidos de vergonha e com franqueza ímpar; fosse após uma contribuição espontânea, recusa de atenção, indiferença ou até mesmo desprezo.
Um dia, depois de meses de cumprimentos cordiais entre nós, como que atraído por um ímã, me aproximei para tentar desvendar minha crescente curiosidade sobre o enigma: de onde vinha aquela felicidade? Foi o que perguntei. Olhando de baixo para cima ele, desenvolto, me respondeu: “eu não tenho nada a perder”.
Naqueles dias, um outro sorriso parecido, também passou a me chamar a atenção. Tratava-se de mais um mendigo. Eu morava no segundo andar de um tradicional edifício e a janela de meu quarto dava visão frontal para o Clube de Bridge de Copacabana, cuja atividade se estendia sempre por toda a noite. Eu que era leitor apaixonado de Dostoievski e acabara de ler “O Jogador”, gostava de me debruçar na janela e observar os tipos curiosos que entravam no clube para dedicar noitadas insones aos prazeres do jogo.
Havia uma escada estreita na entrada do clube por onde mulheres luxuosamente vestidas e homens de aparência bem-cuidada e distinta encolhiam suas poses e vestes para adentrar no templo do deus das sortes e azares. E, justo nessa escada estreita, todas as noites, independente de chuva ou estrelas no céu, se instalava, como um diligente e fiel cão de guarda, o mendigo de idade avançada.
Eu era músico em inicio de carreira e costumava chegar em casa tarde. Às vezes tinha o que comer, às vezes não. Numa noite de muito frio, em que cheguei e fiz uma omelete, fui à janela comer e devorei avidamente a iguaria enquanto admirava mais uma vez o incansável e plácido mendigo à porta do clube.
Ao acabar de comer, corri à cozinha, ansioso, para preparar outra omelete, agora para o velho e cansado homem. Imaginava sua fome maior e mais desesperada que a minha. Desci com o prato na mão feliz por, naquela noite, ter o que compartilhar e o ofereci ao homem imaginando, claro, que teria o prazer de assisti-lo devorando o mesmo prato que, minutos antes, aplacara o desespero de meu estômago.
Foi aí que veio a surpresa. O atento senhor aceitou o prato com os olhos, pegou-o em seguida com a mão e o colocou sobre o colo, com uma solenidade de quem desconhecia a pressa, me fitou os olhos e agradeceu num sorriso, quase similar ao do homem-toco.
Subi para minha janela achando que minha presença o inibia de comer e, observador solitário, fiquei esperando que ele começasse a comê-lo. Esperei por intermináveis minutos até que ele, contemplativo, levasse a primeira garfada à boca. A cena era curiosa, eu, escutando Mozart enquanto refletia sobre os atos daquele homem que provavelmente nem sabia quem era Mozart, mas se mostrava mais digno de ser sua platéia do que eu.
Essas duas experiências me levaram a me perguntar o que seria a felicidade. Onde moraria ela? Dentro ou fora de nós? Esses dois sorrisos eu tenho conservado dentro de mim como um troféu e como uma pergunta constante para a qual não quero uma resposta definitiva, mas, quero usá-la para investigar mais e mais as possibilidades e as verdades e mentiras sobre a felicidade.
Como na época eu era flautista e professor de yoga, comecei – movido pelo hábito – por observar a respiração de meus dois personagens casuais. Era impressionante como ambos respiravam com desenvoltura e sem esforço. Mesmo o homem-toco, com todo o esforço cotidiano dos braços para compensar a falta de pernas, respirava com uma fluência e mobilidade nas costelas que eu não via nem nos meninos da academia de yoga nem em meus treinados colegas de flauta.
Fiquei pensando então que, se houvesse uma ciência ou uma arte da felicidade, essa devia passar pela respiração e, como os dois se colocavam sempre na posição de observadores desidentificados de tudo que os cercava, essa ciência deveria passar também por algo muito próximo da meditação. Valia à pena perguntar: se o estado de espírito diferenciado daqueles dois homens os levou a respirar de maneira tão incomum, será que se mudássemos nossa respiração também poderíamos, por via oposta, alcançar um estado de espírito incomum?
Aqueles dois homens me possibilitaram uma compreensão diferenciada dos processos de inteiração entre respiração e estado emocional e, por toda a minha vida, vêm me inspirando a atentar para o que é essencial e o que é supérfluo na utilização de técnicas respiratórias e na pratica de meditação.
Pensar na respiração deles me trouxe respostas interessantes para o milenar dilema do quanto a felicidade depende de fatores externos ou de atitudes internas. Respirar é algo que envolve e integra os universos interno e externo. A respiração é uma ponte natural, sutil e palpável, entre os dois. Talvez a resposta estivesse na liberdade e na inteligência com que nos permitimos integrar essas duas realidades. E talvez a respiração fosse o meio mais indicado para realizarmos essa integração.
O olhar daqueles dois homens me possibilitou entender de maneira diferente todas as – boas – técnicas de respiração e meditação que vim a conhecer mais tarde. Dois olhares totalmente desprovidos de mágoa, cobrança ou expectativa, vindos de homens alijados de acesso às fontes de prazer mais disputadas pelas pessoas comuns. Aqueles dois olhares me ensinaram a valorizar, mas sem superestimar, o alcance das técnicas de autoconhecimento que aprendi.
Sim, as técnicas de respiração podem nos levar muito longe, mas desprovidas de uma certa postura, por mais longe que nos levem, elas jamais nos levarão ao grande e definitivo salto. Ao salto para a liberdade e a inteligência que os dois professores informais encarnavam.
Com o homem-toco, aprendi o segredo do como fazer força sem fazer esforço. Notando como ele remava vigorosamente sua pequena plataforma sobre rodas pelo chão e, mesmo assim, continuava respirando livremente, percebi que ele exercitava uma das mais interessantes artes disponíveis ao homem, a de estar em um ritmo interno e outro externo ao mesmo tempo.
Ele podia correr com o carrinho e continuar perfeitamente calmo por dentro. E observando como ele, a todo momento, levantava os braços em diagonal para acomodar sua pequena bolsa a tiracolo, percebi com que sutileza ele desenhava uma dança mágica e natural, que alongava os músculos intercostais. Ele me revelou algumas das chaves que uso até hoje para desbloquear caixas torácicas de amigos e alunos.
Já com o senhor do clube de bridge aprendi os segredos da calma trazida pela respiração lenta e sem esforço. A maneira gaiata com que ele cumprimentava os jogadores de bridge noturnos, batendo continência com a palma da mão para cima, servia para descontrair e aproximar os bem-vestidos.
Era uma espécie de gesto assinatura, que lhe dava uma aura de inocência e de inofensividade. Ele fazia menção de bater continência e, quando sua mão chegava à testa, ele virava a palma para o céu e continuava o gesto como se fosse uma coreografia pessoal, passando a mão sobre toda a cabeça enquanto sorria largamente. Como quem dissesse: te pequei, hein. O gesto, engraçado, nunca falhava em descontrair as pessoas.
Imitando o gesto de minha janela, senti uma imediata e inédita ventilação na parte alta do pulmão e eu, que estudara com tantos professores de flauta, diversas e eficientes maneiras de controlar a saída do ar dessa região para que houvesse uma reserva extra de ar que permitisse maior fôlego em frases musicais longas, percebi que aquele homem ali, naquele momento, me dava o caminho, que mais tarde vim a desenvolver, de como prolongar o fôlego nessa região.
Os movimentos aparentemente ingênuos que os dois faziam escondiam em si as bases de um verdadeiro balé iniciático capaz de dissolver resistentes tensões crônicas da caixa torácica e desenvolver estados de espírito preciosos e raros.
Fonte: Pedro Tornaghi
LUZ!
STELA
fonte : http://stelalecocq.blogspot.com.br/2012/10/a-ciencia-da-felicidade.html
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