quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Espírito Santo - A Mãe Universal


O Espírito Santo - A Mãe Universal
:: Vera Helena Tanze :: 

O Espirito Santo (ES) poderia ser definido, muito singelamente, como O Sopro Divino, que move toda a Criação.
Também é uma das denominações do Terceiro Aspecto Divino.
Esta energia da atividade inteligente em seus aspectos superiores, eleva o homem à condição de criatura divina, o que inclui o delicado processo de transformação da matéria, da adaptação do eu consciente e do alinhamento do ser. As emanações grosseiras devem ser absorvidas e transformadas. Uma Hierarquia atua como pólo magnético, mantendo as condições necessárias a esta cura, sendo, portanto, a fonte que mantém todo este processo.

A Energia Crística, que se manifestou neste mundo por intermédio de Jesus, desempenhou esta função de pólo magnético por quarenta dias após a Ressurreição de Jesus. Sua atuação, (a do ES), portanto, não se limitou aos Apóstolos, embora em certos momentos tenha se concentrado neles, levando-os a assumirem atividades evolutivas. Naquele prazo se confirmaram vários destinos planetários, bem como a realidade da matéria refletir realidades transcendentes.
Cumpriu-se o preparo necessário para que se desse à consagração da matriz substancial do planeta, pelo ES, ou MÃE UNIVERSAL, como também é chamada esta energia, pois ela introduz nova vida que será alimentada em seu seio.
Essa consagração está em via de consumar-se após a depuração das energias que não mais condizem com este momento planetário em que nos encontramos, passando para a 4ª dimensão.

Por isso, hoje, o interior de muitos indivíduos está sendo profundamente transformado, acompanhando o desenvolvimento planetário.
A Hierarquia Divina poderá então, se aproximar da humanidade terrestre.
Ao falarmos de Mãe Universal, estamos falando da Matriz Cósmica, a Matér Virgo. É uma das três energias básicas do Universo. Em nível planetário, rege a vida da matéria e é parte do alto escalão da Hierarquia planetária. Provê a substância que permite à vida manifestar-se e à matéria liberar seu corpo de luz, que é o que estamos iniciando hoje: assumirmos num corpo físico a transcendência cósmica.

A Mãe Universal ou o ES irradia principalmente a energia criativa, a da inteligência que confere adaptabilidade à matéria, permitindo-lhe cumprir o propósito da existência. Contudo, tanto nos ciclos em que a vida se adensa como nos que se sutiliza, usa outras energias para desempenhar seu papel. Na energia que se adensa propicia a compactação da matéria: o poder da vontade é dirigido para a definição de formas de acordo com o padrão arquetípico que lhes corresponde. O magnetismo do amor possibilita a agregação de partículas que irão constituí-las. O movimento das formas concretizado ruma à evolução.

Ao final do processo de densificação, começa o de sutilização: o poder da vontade desencadeia a descompactação da matéria e rompe estruturas em todos os níveis da existência. O amor servirá de ponte entre a matéria e o mundo espiritual. Quanto mais puro for este amor, mais próximos estará da Fonte Criadora.
Quando a etapa da sutilização se instala definitivamente, as energias dos Aspectos da Trindade serão conduzidos pela Mãe Universal, para fazer resplandecer e migrar aos universos interiores a luz oculta nos átomos, vivificando, então, O Cristo, até a total dissolução das formas.
Estamos no estágio em que nosso cristo interno está sendo desperto, com uma força contrária das trevas, cada vez mais forte.
Eu lhes digo: não desanimem, não desistam, pois cada átomo de nosso ser é essência de pura energia e nossa missão maior é acender a luz onde houver trevas!

Para os católicos, o ES é que dá às pessoas, segundo sua evolução espiritual, a compreensão espiritual da palavra de Deus. Por meio deste entendimento, é que fiéis e celebrantes comungam com O Cristo, através da Eucaristia.
Para a Igreja, o corpo do homem participa da dignidade da imagem de Deus: ele é corpo humano precisamente, porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana inteira, que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito Santo. A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a forma do corpo, ou seja, é graças à alma que o corpo constituído de matéria é um corpo humano e vivo. O espírito e a matéria são duas formas distintas, mas sua união forma uma única natureza.

Os dons do ES são sete, de acordo com a Igreja católica: Sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus. E são os frutos do exercício destes dons, que nos elevam a alma.
Estamos vivendo a Nova Era, a Era do Espírito Santo, a era da polaridade feminina, em que não mais se vencerá pela espada e pela dor, mas sim, pelo uso do amor através de atos, pensamentos e união de esforços.(link)

Este é um começo de era, em que ainda passaremos pelo caos, mas este será da dimensão que lhe dermos corpo. Por isso, lhes digo: Orai e vigiai muito, por você, pelos que ama e por seus desafetos, pois ninguém sabe quando estará chegando a Grande Hora (link - Hora X).

Muita luz!!

sábado, 28 de abril de 2012

Atitude Meditativa


Uma pessoa passeia pelo parque, caminha pela rua, dirige seu carro, anda de bicicleta, sentada almoçando, descansando no seu intervalo de trabalho, cozinhando, enfim. Está seguindo o ritmo do seu dia.
Até aí, parece tudo normal. Mas vamos tentar colocar estas circunstâncias dentro de nós, o nosso dia. O que passa pela minha mente durante as diversas etapas do meu dia? Muita coisa né.
Atitude Meditativa significa, estar consciente de cada momento da nossa existência, estar presente. Para muitos isto é muito difícil pois, certamente, fazem uma coisa pensando noutra.
Por exemplo, se estou escrevendo este artigo, eu preciso estar presente nele, senão provavelmente não ficará bom.
Se eu estou dirigindo, preciso ficar atento ao volante, ou poderei causar um acidente.
É comum ouvir: “Tenho que estar sempre pensando lá na frente.”
Pois bem, pensar lá na frente, faz com que não enxerguemos o que está na nossa frente. E perdemos toda a beleza daquele momento.
O ser humano tem uma dificuldade muito grande em aceitar seu tempo de existência, quando é jovem quer “crescer rápido”, quando está mais velho, começa a lutar para recuperar o “tempo perdido”.
Se cada um aprendesse a situar-se no seu tempo presente e realizar seu presente, certamente viveria mais feliz.
Muitos dos nossos contratempos, problemas, e adversidades acontecem por não estarmos concentrados e presentes no aqui e agora. Nossa ansiedade brota dessas circunstâncias. E você sabe que atitudes e decisões tomadas em estado de ansiedade geralmente são desastrosas. O nível de acerto é bem pequeno.
Com tanta informação sendo jogada em cima de nós o tempo todo, ficamos com dificuldade para manter nosso foco. Nossa noção de consciência presente às vezes se perde.
Não saber de algum acontecimento que não é relevante para a sua vida não deve ser motivo de constrangimento. Nem tudo é importante para todos na mesma proporção.
Para encontrar a Atitude Meditativa dentro do seu dia, basta você prestar atenção naquilo que você está fazendo. Colocar o seu corpo e a sua mente em sintonia.
Uma pessoa que além dessa postura de Atitude Meditativa, pratica a Meditação propriamente dita, na sua casa ou numa escola de Yoga e Meditação, certamente vive de maneira mais completa e conectada com tudo que está na sua volta. Sendo assim, ela é capaz de desenvolver a capacidade de detectar oscilações energéticas ao seu redor que podem lhe causar eventuais distúrbios de qualquer natureza, e com essa capacidade ela pode posicionar-se preventiva e energeticamente a ponto de evitar estas desarmonias.
Desenvolver uma Atitude Meditativa vai levar você a ter uma vida mais consciente e feliz.
Professor Reneu Zonatto
FONTE  http://yogamahadeva.com.br/blog

Quando fala o coração… Ser feliz é…

Ser feliz é…
 Augusto Cury
Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. 
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. 
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos mas encontrar alegria no anonimato. 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. 
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser. 
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem. 
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar “eu errei”.
É ter ousadia para dizer, “me perdoe”
É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”.
É ter capacidade de dizer “eu te amo”. 
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. 
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria. 
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria. 
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo. 
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida. 
E descobrirá que… 
Ser feliz não é ter uma vida perfeita…
… Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. 
FONTE  http://sabedoriauniversal.wordpress.com/2012/04/28/quando-fala-o-coracao-ser-feliz-e/

Ford ensina dicas de Feng Shui para criar um ambiente tranquilo no veículo

Olá amigos, até a Ford se rendeu aos benefícios do Feng Shui e está dando dicas para ajudar os motoristas a criarem um ambiente agradável no carro, de acordo com as técnicas do Feng Shui.
Essas dicas levam em conta que as pessoas passam cada vez mais tempo dentro dos veículos.


Confiram a matéria traduzida:

A especialista em Feng Shui Catherine Hilker diz "prestar atenção nos cômodos que as pessoas passam mais tempo para ter certeza de que elas se cercaram com o tipo de vibração que procuram. Você pode fazer o mesmo em um carro", diz. Cada parte do ambiente reflete um aspecto da existência, como finanças, relacionamento, conhecimento ou carreira.

Para transmitir bem-estar dentro do carro, a Ford dá algumas dicas:

- o inimigo número 1 do Feng Shui é a bagunça, pois, com o tempo, cria barreiras de energia, produzindo tensão e depressão. Mantenha seu carro livre dela;
- dar um nome para o carro é um modo de encorajar e fortalecer a relação. Usar decalques e personalizações também ajuda;
- use potencializadores de energia, como pequenos sinos, um óleo essencial calmante se você está estressado, um estimulante para despertar ou um antibacteriano para uma limpeza rápida;
- as cores no Feng Shui são muito importantes. Escolha um carro de cor que equilibre a sua personalidade. Pessoas impetuosas, por exemplo, podem escolher uma cor do elemento água, como preto, para se acalmar (e talvez evitar multas). Pessoas tranquilas podem escolher cores do elemento fogo ou madeira, como vermelhos e verdes, para aumentar a disposição.
- usar símbolos também é importante no Feng Shui. Um pequeno objeto - como uma estátua, uma medalha ou uma imagem - pode servir como lembrete para dirigir com segurança, ser gentil ou reduzir o stress. Nem precisa ser algo visível, apenas uma coisa que o motorista sabe que está lá, guardada no porta-luvas.
FONTE  http://claudiovelasco.ning.com/profiles/blog

PESSOAS EVOUÍDAS SENTEM RAIVA , SIM....MAS, SÓ POR UM MINUTO



As escrituras do yoga dizem que uma pessoa evoluída conserva sua raiva por um minuto; uma pessoa comum conserva-a por meia hora e uma pessoa ainda não evoluída conserva sua raiva por um dia e uma noite. Mas uma pessoa cheia de mágoas lembra-se da sua raiva até morrer. É humano sentir raiva, faz parte de nossa evolução, mas devemos esquecê-la rapidamente. Não devemos alimentá-la nos lembrando dela, nem remoendo acontecimentos passados, porque a raiva causa uma grande inquietude interior. Somos as primeiras vítimas de nossa própria raiva. Ela nos queima por dentro, tirando nossa paz; obscurece nossos pensamentos, distorce nossas percepções. A raiva acumulada, guardada um pouco aqui e ali, nos prejudica muito e nos afasta de Deus, de nossa verdadeira essência divina, de nossa bondade e compaixão. As pessoas pensam que alguém ou algo lhes provoca raiva, mas essa raiva já existe dentro delas, é criada e mantida por elas. Se você sente raiva, não pode culpar a ninguém a não ser você mesmo.

Seis tipos de pessoas são tristes

No grande poema épico indiano, Mahabharata é dito:
"Seis tipos de pessoas são tristes:
- Aquelas que têm inveja dos outros
- Aquelas que odeiam os outros
- Aquelas que estão descontentes
- Aquelas que vivem da fortuna dos outros
- Aquelas que são desconfiadas
- Aquelas que têm raiva"
Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza. E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente

Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida.
Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo. A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável. Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.

Aprenda a lidar com a raiva

É necessário aprender a lidar com a raiva e nos livrar de seus efeitos negativos tanto físicos, mentais e espirituais. Como o desejo está muito ligado à raiva, é importante quando sentimos raiva perguntar a nós mesmos o que queremos desta situação que não estamos conseguindo. Isto cria uma mudança em nosso foco. E em vez de ficarmos presos na raiva, nós a observamos. E logo depois, podemos perguntar a nós mesmos de que outra maneira podemos conseguir o que queremos. E podemos perceber que idéias alternativas surgem na mente e isto melhora nossa frustração e diminui a raiva. Existem pessoas que gostam de ficar com raiva. Sentem satisfação, poder e liberdade quando têm explosões de raiva. Acham que até aliviam as tensões, mas depois se culpam e lutam para controlar isso. Ajudaria muito se elas entendessem que mesmo que possam sentir alívio no momento, isto não funciona. A raiva apenas escraviza, e é prejudicial tanto fisicamente, psicologicamente e espiritualmente. Porém existem momentos que a raiva é incontrolável e nem temos tempo de nos fazer perguntas sobre o que queremos. Nesses momentos, não é possível sentir desapego, ficamos presos completamente. O que podemos fazer?

A melhor saída
A melhor saída é sair da situação, dar uma volta, se afastar do ambiente ou da pessoa, tomar um copo de água, respirar algumas vezes profundamente, lembrar-se de Deus, do mantra. Depois quando nos acalmarmos, podemos voltar e lidar com o assunto de uma maneira mais equilibrada, sem ofender e magoar os outros; sem nos desequilibrar. Quando falamos de uma maneira tranqüila sem raiva, o outro pode até nos entender e ouvir melhor, mas quando falamos com raiva só criamos mais conflitos e desarmonia. Para se afastar no momento da discussão ou apenas ficar calado até se acalmar é necessário humildade. Quando estamos com muita raiva, queremos que a outra pessoa admita que está errada e isto é orgulho. Esse orgulho impede que nos acalmemos. Mas se você admitir que dissolver a raiva é mais importante do que provar que o outro está errado, você sente a humildade que lhe liberta da tirania da raiva. Todos os inimigos internos alimentam uns aos outros e se estamos presos no orgulho é mais difícil lidar com a raiva. A humildade nos ajuda a testemunhar o que está acontecendo dentro de nós. Em vez de guardamos raiva por horas, ou dias, podemos largá-la logo e evitar assim muitos momentos de sofrimento. Basta não alimentarmos essa raiva, não remoendo e lembrando acontecimentos passados. Se voltarmos nossa atenção para outras coisas e para o momento presente, ficamos livres da raiva e podemos ter momentos felizes. A raiva acumulada desde a infância gera a depressão que tira a alegria de viver. Hoje em dia muitos médicos receitam remédios para depressão que podem até aliviar um pouco os sintomas, mas enquanto a pessoa não for na causa verdadeira da depressão, ela vai ficar sempre dependente e triste, pois depressão é uma doença da alma.
Como diz a Bhagavad Gita, uma escritura do Yoga: Aquele que é capaz de suportar, aqui na terra, a agitação que resulta do desejo e da raiva, é disciplinado; ele é verdadeiramente um homem feliz. [5:23]

Cultive emoções positivas

Porém não podemos nos libertar da raiva simplesmente suprimindo-a. É necessário cultivar com constância os antídotos da raiva: a tolerância e a paciência. Perceba em sua vida os efeitos benéficos da tolerância e da paciência e perceba também os efeitos destrutivos e negativos da raiva, dos ressentimentos e mágoas. Contemplação e conscientização vão lhe motivar a desenvolver esses sentimentos de tolerância, paciência e aceitação além de fazer com que você tenha mais cuidado em não alimentar pensamentos de raiva. Para ficarmos livres desse inimigo interno tão destrutivo que surge de uma mente insatisfeita e descontente, é essencial gerar o contentamento interior, a gratidão e o entusiasmo; cultivar a bondade, a benevolência e a compaixão. Isto vai produzindo serenidade mental que impede a raiva de se manifestar. A prática regular da meditação nos ajuda muito a dissolver a raiva e transformá-la em paciência, aceitação, e o perdão surgirá espontaneamente. Com o perdão podemos abandonar os sentimentos negativos associados aos acontecimentos passados nos livrando das sensações de raiva e ressentimentos. Baba Muktananda, em seu livro Encontrei a vida, nos conta que certa vez perguntaram à grande santa Rabi'a:
- Você alguma vez sente raiva?
- Sim -replicou ela-, mas só quando me esqueço de Deus."
Contemple essas palavras e compreenda que ao lembrar-se de Deus, ao desenvolver virtudes divinas, não haverá espaço para a raiva em seu interior e assim, você poderá ser mais livre e feliz. Fique em paz!

Referências bibliográficas:
Encontrei a Vida- Muktananda, Swami- Ed. Vozes.
Lama, Dali-A arte da Felicidade-Ed. Martins Fontes.
Meu Senhor ama um coração puro- Chidvilasananda,Swami- Ed. Siddha
oga Dham Brasil
Emilce Shrividya é professora de Hatha Yoga
fonte http://claudiovelasco.ning.com/profiles/blog

NÃO É AO MUNDO QUE AJUDAMOS, E SIM, A NÓS MESMOS!


Antes de considerar com maior extensão a forma pela qual a devoção nos auxilia em nosso progresso espiritual, permiti-me que abra um breve parêntese para outro aspecto do que na Índia entendemos por karma.
Todas as religiões constam de três partes: filosofia, mitologia e ritual. A filosofia é, primeiramente, a essência da religião; a mitologia a explica mediante as vidas mais ou menos legendárias dos grandes homens, as histórias e os relatos de acontecimentos surpreendentes. etc., e o ritual dá a esta filosofia uma forma ainda mais concreta, com o fim de que todos a possam interpretar.
O ritual é karma obrigatório em toda a religião, pois muitas pessoas não podem compreender as coisas espirituais abstratas, senão depois de terem alcançado o suficiente desenvolvimento espiritual. É fácil pensar que podemos compreender tudo, porém quando chega o momento de pormos em prática nosso conhecimento, vemos que é muito difícil entendermos as idéias abstratas.
Portanto, os símbolos constituem um poderoso auxiliar, que não podemos abandonar. Desde tempos imemoriais, os símbolos foram usados Por todas as religiões. Em certo sentido, não pensamos a não ser por meio de símbolos; acaso não são as Palavras símbolos do pensamento?
E ainda podemos dizer que o próprio universo é um símbolo que oculta Deus. Esta simbologia não é mera concepção da Mente humana. A simbologia religiosa é resultante de um crescimento natural, e se assim não fosse, como é que determinados símbolos estão indissoluvelmente associados a determinadas ideias?
Certos símbolos são universalmente conhecidos. Muitos de vós pensam que a cruz nasceu com o Cristianismo. Porém é um fato comprovado que antes do Cristianismo existir, antes de Moisés ter nascido ou que Os Vedas fossem conhecidos, antes de se registrar qualquer conhecimento, já existia este, símbolo.
Durante certo tempo acreditou-se que fosse criação dos budistas, porém descobriu-se que já era conhecido na Babilônia e no Egito. O que demonstra Que estes símbolos não podem ser meros sinais convencionais; deve existir alguma associação natural entre eles e a mente humana.
A linguagem não é convencional; as idéias se correspondem com as palavras de maneira natural. Os símbolos que representam idéias podem ser sons e cores. Os surdos-mudos devem pensar mediante símbolos que não são sons. Cada pensamento cria uma forma específica; isto se chama na filosofia sânscrita, nainarupa, nome e forma. É tão impossível criar convencionalmente um sistema de símbolos como criar uma linguagem.
Nos símbolos ritualistas conservamos uma expressão do pensamento religioso da humanidade. É fácil dizer que são inúteis os rituais, templos e outros elementos de adorno; até as crianças podem fazer esta afirmação. Mas é fácil comprovar que aqueles que se ligam aos templos são algo diferentes daqueles que se abstêm de fazê-lo.
Por conseguinte, associar-se a um determinado templo, a rituais e outras formas concretas das religiões, tende a despertar na mente de seus devotos as idéias simbolizadas por essas coisas concretas; e não se ignora que todos os rituais são simbólicos. O estudo e a prática destas coisas fazem parte de Karma-Yoga.
No entanto, esta ciência da ação possui muitos outros aspectos. Um deles é conhecer a relação entre o pensamento e a palavra, e quanto pode ser adquirido mediante o poder desta. Em todas as religiões é conhecido o seu poder, e até mesmo alguns afirmam que a criação teve origem na palavra. O aspecto externo do pensamento de Deus é a palavra; e como Deus pensou e quis antes de criar, a criação é resultante da palavra.
Na violência e precipitação da vida materialista, nossos nervos endureceram e perderam a sensibilidade. Quanto mais velhos somos e mais experiências adquirimos, mais insensíveis nos tornamos, e terminamos por não fazer caso das coisas que nos rodeiam.
A natureza humana primeiro se impõe algumas vezes e nos leva a inquirir e considerar alguma destas ocorrências; esta reflexão é o primeiro passo para a luz. Além do alto valor filosófico e religioso da Palavra, vemos que os símbolos sonoros desempenham papel importante no drama da vida humana.
Eu vos falo, porém não vos toco; as vibrações do ar causadas por minhas palavras vão aos vossos ouvidos, tocam vossos nervos e produzem efeitos em vossa mente. Não podeis impedir isto. Pode haver algo mais assombroso?
Um homem chama outro de néscio; este se põe de pé, cerra os punhos e lhe dá uma bofetada. Vede o poder da palavra. Uma mulher chora desconsolada; outra passa e lhe dirige palavras de consolo; o desesperado aspecto da aflita desaparece e começa a sorrir. Pensai no poder destas palavras.
Agi com potente energia, tanto na mais elevada filosofia como na vida prática. Noite e dia manipulamos inconscientemente esta força, sem tratar de indagar sua essência. Conhecer a natureza desta força e utilizá-la corretamente também é uma parte de Karma-Yoga.
Nosso dever para com os outros baseia-se em ajudá-los, fazer bem ao mundo. Por que devemos fazer bem ao mundo? Aparentemente para ajudarmos a nós próprios. Tratar de ajudar o mundo deveria ser nossa mais elevada aspiração; porém, se pensarmos um pouco, veremos que o mundo não precisa de nosso auxílio.
Este mundo não foi criado para que vós e eu o ajudássemos. Uma vez li um sermão que dizia: "O mundo é muito bom porque nos oferece a oportunidade de ajudar os demais". A primeira vista este sentimento é muito belo; porém, não é unia blasfêmia dizer que o mundo precisa de nosso auxílio? Não podemos negar que há muita miséria nele; socorrer o próximo, portanto, é o que de melhor podemos fazer, ainda mesmo que saibamos que a única coisa que nisso fazemos é auxiliarmos a nós mesmos.
Quando eu era criança, tinha uns ratos brancos e os guardava em uma caixa munida de umas rodas feitas de modo que, quando os ratos andavam nela, as rodas giravam incessantemente e os ratos ficavam no mesmo lugar. É o que acontece ao mundo com o nosso auxílio. O único auxílio positivo consiste em nos obrigar a uma ginástica moral. O mundo não é nem bom nem mau; cada homem constrói um mundo para si mesmo. Se um cego principia a pensar no mundo, o suporá frágil ou duro, frio ou quente. Constituímos uma massa de felicidade e infortúnio; podemos observar isto centenas de vezes.
Geralmente os jovens são otimistas e os velhos pessimistas. O jovem tem a vida ante si, e o velho se queixa porque envelheceu mais um dia; centenas de desejos que não puderam ser satisfeitos fervem em seus corações. No entanto, ambos estão em condições idênticas. A vida é boa ou é má, segundo as atitudes mentais com que a observamos; por si mesma, não é nada.
O fogo, por si mesmo, não é bom nem mau. Quando nos dá calor, dizemos: "Que bom fogo!" Quando nos queima o dedo, o maldizemos. Segundo o uso que dele façamos, produz em nós uma sensação agradável ou desagradável. O mundo é perfeito.
Por perfeição entendemos aquilo que está admiravelmente adaptado a seus fins. Podemos estar seguros de que caminhará completamente bem sem nossa ajuda, e que não tem necessidade de que percamos a cabeça por sua causa.
Todavia, precisamos praticar o bem; o desejo de fazer o bem é o que de mais elevado podemos aspirar, desde que aceitemos o princípio de que é um grande privilégio ajudar os outros. Não vos coloqueis num alto pedestal, com uma moeda na mão, enquanto dizeis: "Tome, pobre homem".
Agradecei mais do que o pobre, pois deste modo tivestes a oportunidade de ajudar a vós mesmo, ajudando o pobre. O beneficiado não é de quem recebe, e sim daquele que dá. Agradecei àqueles que vos deram a oportunidade de ser benevolente e misericordioso, pois só assim chegareis neste mundo a ser puro e perfeito. Todas as boas ações nos levam à pureza e perfeição.
Que de melhor podemos fazer? Construir um hospital, abrir estradas, erguer asilos de caridade, organizar uma festa de beneficência e reunir dois ou três milhões de dólares, edificar um hospital com um milhão, com o segundo dar bailes e beber champanha e com o terceiro deixar que os administradores roubem a metade, e o resto, finalmente que chegue aos pobres. Que representa isto? Um golpe de vento destrói tudo em cinco minutos.
Que devemos então fazer? Uma erupção vulcânica pode arrasar os nossos hospitais e nossas estradas. Abandonemos esta conversa inútil de querer fazer bem ao mundo; ele não precisa do vosso auxílio nem do meu; no entanto, devemos fazer o bem constantemente, porque isto constitui uma bênção para nós.
Esta é a única maneira de chegarmos a ser perfeitos. Nenhum dos mendigos que temos auxiliado, nos devem um só centavo; ao contrário, somos nós que lhes devemos o favor de nos terem permitido ajudá-los. É erro pensar que nós temos o poder de fazer bem ao mundo, ou acreditar que auxiliamos tais ou tais pessoas. É um pensamento falso, e os pensamentos falsos produzem miséria.
Imaginemos um homem que ajudou seu semelhante e espera recompensa, e como este não lhe foi grato, ele se sente infeliz. Por que devemos esperar a recompensa daquilo que fazemos? Agradecei ao homem que permitiu ser ajudado, considerando-o um Deus. Não é um grande privilégio sermos permitido adorar Deus ajudando nossos semelhantes? Se estivéssemos verdadeiramente desligados, nos livraríamos desta expectativa e poderíamos praticar no mundo muito trabalho útil. Nunca traz infelicidade nem miséria a ação realizada sem se esperar recompensa. O mundo continuará com suas tristezas e alegrias por toda a eternidade.
Havia um pobre homem que necessitava de certa importância em dinheiro e, não se sabe como, tinha ouvido dizer que se ele pudesse se utilizar dos serviços de um gênio, poderia obrigá-lo a trazer-lhe dinheiro e tudo quanto desejasse. Por isto estava ansioso por encontrar algum, e saiu em busca de alguém que lhe facilitasse os meios de consegui-lo.
Finalmente, topando com um sábio que possuía poderes, pediu-lhe auxílio. O sábio perguntou-lhe por que desejava um gênio, "É para trabalhar para mim; ensina-me como posso obtê-lo, senhor, porque necessito muito", replicou o homem. O sábio disse: "Não vos inquieteis; ide à vossa casa".
No dia seguinte o nosso homem foi novamente ver o sábio e tornou a suplicar-lhe: "Dai-me um gênio; eu preciso de um gênio, senhor; ajudai-me". Por fim o sábio se cansou e lhe disse: "Tomai este talismã, repeti tal palavra mágica e vos aparecerá um gênio que fará tudo que lhe determinardes. Mas tende cuidado; são seres terríveis e devem estar constantemente ocupados; se deixardes de lhe dar trabalho, ele vos tirará a vida".
O homem replicou: "Isto é fácil, dar-lhe-ei trabalho para toda a minha vida". Foi ao bosque e depois de repetir várias vezes a palavra mágica, um enorme gênio se lhe apresentou e disse: "Eu sou o gênio, e fui conquistado por vossa magia; deveis Ter-me ocupado constantemente, senão vos matarei".
O homem lhe ordenou: "Construí-me um palácio". "Já está construído", lhe disse. "Traz-me dinheiro", disse logo. "Aqui está o dinheiro", respondeu-lhe o gênio. "Abre este monte e edifica uma cidade neste lugar". "Já está feita”, replicou; "que quereis mais?" Então o homem começou a temer, por não ter nada mais para mandar fazer, pois o gênio fazia tudo num momento. O gênio não esperou: "Ou me dais serviço ou vos mato", lhe disse.
O pobre homem estava aterrorizado; não havia ocupação para dar-lhe; todo assustado, correu à casa do sábio e lhe suplicou: "Oh! Senhor, salvai-me a vida". E como este lhe perguntasse o que acontecia, lhe respondeu: "Não tenho nada mais para mandar o gênio fazer; tudo o que lhe ordeno, fá-lo num momento, e ameaça matar-me se eu não lhe der mais trabalho".
Naquela hora chegou o gênio: "Vou matar-vos", exclamou e se dispôs a fazê-lo. O homem começou a tremer e a rogar ao sábio que lhe salvasse a vida. Este lhe disse: "Eu vou encontrar-vos uma saída.
Observai aquele cão que tem a cauda enrolada. Tirai rapidamente vossa espada, cortai-a e mandai o gênio endireitá-la". O homem assim fez. O gênio pegou a cauda e com muito jeito conseguiu endireitá-la, porém, sempre que a largava, ela se enrolava de novo. Durante dias inteiros endireitava a cauda e esta tornava a enrolar-se, até que por fim exclamou:
"Jamais me vi em tal aperto; sou um velho e veterano gênio, porém nunca me vi em tão grande dificuldade. Vou propor-vos um trato: permiti que me retire e vos deixarei tudo o que já vos dei, comprometendo-me a não vos fazer mal algum". O homem ficou contente e o aceitou alegremente.
Este mundo se parece com a cauda enroscada do cão: as pessoas têm lutado para endireitá-la durante centenas de anos, porém quando a soltam, ela se enrola de novo. Como poderia ser de outro modo? Todos têm que aprender primeiro a agir sem se ligar à ação; então já não será um fanático. Quando compreendermos que este mundo é como a cauda enrolada do cão, que nunca se endireitará, então não seremos fanáticos.
Se não houvesse fanatismo no mundo, este progrediria mais rapidamente. É um erro crer que o fanatismo pode contribuir de algum modo para o progresso do gênero humano; ao contrário, é uma peçonha que, criando ódios e cóleras, é a causa das pessoas lutarem entre si, tornando-se insensíveis à compaixão.
Pensamos que tudo quanto fazemos ou possuímos é o melhor do mundo, e que o que não fazemos nem possuímos não tem valor. Assim, recordai-vos do exemplo da cauda enrolada, para evitar vos tornardes fanáticos. Não tendes necessidade de vos atormentar nem de perder o sono por causa do mundo; seguirá seu caminho sem vós.
Somente quando tiverdes evitado o fanatismo, agireis bem. É o homem mentalmente equilibrado, de juízo sereno e capaz de experimentar simpatia e amor, que faz boa obra e se favorece a si mesmo. O fanático é néscio e não sente; jamais pode modificar o mundo nem se tornar puro e perfeito.
Em síntese, os principais pontos deste capítulo são:
Primeiro, recordar que somos devedores do mundo e que este nada nos deve. É um grande privilégio para nós ser-nos permitido fazer algo pelo mundo. Ao ajudá-lo, em realidade nos ajudamos a nós mesmos.
Segundo, que há um Deus neste universo. Não é certo que este universo flutue sem destino e tenha necessidade do vosso auxílio ou do meu. Deus está sempre presente nele. É imortal, eternamente ativo e infinitamente vigilante. Quando todo universo dorme, Ele permanece velando; age incessantemente; as mudanças e manifestações do mundo são obra Sua.
Terceiro, não devemos odiar ninguém. Este mundo continuará sempre sendo uma mistura de bem e de mal. Nosso dever é simpatizar com os débeis e amar, inclusive, os malfeitores. O mundo é um grande ginásio moral, onde devemos exercitar-nos para ser cada dia mais fortes espiritualmente.
Quarto, não devemos ser fanáticos, porque o fanatismo é oposto ao amor. Ouvireis continuamente que os fanáticos dizem: "Eu não odeio o pecador e sim o pecado"; porém estou disposto a ir a qualquer parte, por longe que seja, para encontrar o homem realmente capaz de distinguir entre o pecado e pecador.
É muito fácil dizer. Se pudéssemos distinguir bem entre qualidade e substância, poderíamos chegar a ser perfeitos. Não é fácil fazê-lo. E quanto mais tranquilos formos e menos alterados estiverem os nossos nervos, mais amaremos e melhor agiremos.
KARMA YOGA - A EDUCAÇÃO DA VONTADE
SWAMI VIVEKANANDA
fonte  GOTAS DE SABEDORIA

O Silêncio da Alma . Meditação cristã

O Silêncio da Alma
Querida Monja Coen Sensei,
Segue adiante, para seu conhecimento, o artigo para "Leitura Semanal" gentilmente nos encaminhado pelo amigo Roldano Giuntoli, coordenador em São Paulo da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã ( rgiuntoli@uol.com.br). As ideias de Dom Laurence Freeman nos tranquilizam quando comparadas às manifestações publicadas pela Canção Nova e mostradas pela Senhora no Facebook (sexta-feita às 23:56). Vou publicar este texto, como o faço todas as semanas, na página da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã (e copiá-lo para a Senhora). Pela oportunidade, segue site do Seminário John Main 2012 para seu conhecimento.
Gassho,
Darcy


"O Silêncio da Alma"

Laurence Freeman OSB para o THE TABLET de 10 de Maio de 1997.
[Um] motivo pelo qual o silêncio nos é tão perturbador [é este]: Assim que começamos a nos tornar silentes, experimentamos a relatividade de nossa mente comum cotidiana. Com essa mente medimos nossas coordenadas de espaço e de tempo, calculamos as probabilidades e contabilizamos nossos erros e acertos. Trata-se de um nível de consciência muito útil e importante. É um estado mental tão útil e familiar que, facilmente, acreditamos seja tudo o que somos: a totalidade de nossa mente, nosso verdadeiro eu, nossa inteira significação.
A vida, o amor e a morte, frequentemente nos ensinam o contrário. Nos encontramos inesperadamente com o silêncio, em muitas reviravoltas inesperadas da estrada da vida, de maneiras imprevisíveis, em pessoas improváveis. Sua saudação possui um efeito que é, ao mesmo tempo, emocionante, pleno de maravilhamento, ainda que, frequentemente apavorante.
A cada momento, nossos pensamentos, medos, fantasias, esperanças, raivas e atrações, estão todos surgindo e desaparecendo. Nos identificamos, automaticamente, com esses estados, sejam eles passageiros ou, compulsivamente recorrentes, sem pensar o que pensamos. Quando o silêncio nos ensina o quão transitórios e, portanto pouco confiáveis, na verdade, são esses estados, confrontamo-nos com o terrível questionamento de quem somos nós. No silêncio precisamos lutar com a terrível possibilidade de nossa própria irrealidade.
O pensamento budista faz dessa experiência, denominada anatman ou, o "não eu", um dos principais pilares de sabedoria em seu caminho de libertação do sofrimento e, um de seus meios de iluminação essenciais. Incentiva-se o praticante budista a buscar essa experiência da transitoriedade interior e, em vez de fugir dela, mergulhar nela de cabeça, assim como fizeram, Meister Eckhart e os grandes místicos cristãos.
É compreensível que anatman seja a idéia budista que representa o maior problema para as outras pessoas. Tão absurdo, tão terrível, tão sacrílego dizer que eu não existo. De fato, muito do antagonismo cristão ao anatman é infundado ou, fundamentado em interpretação errônea. Não quer dizer que não existimos, mas, que não existimos em autônoma independência, que é o tipo de existência que o ego gosta de imaginar que tem; o tipo de fantasia de ser Deus, com que a serpente tentou Eva. Trata-se da arrogância que, frequentemente, acomete as pessoas religiosas.
Não existo independentemente, pois Deus é o fundamento de meu ser. À luz desse entendimento, lemos as palavras de Jesus no Novo Testamento, com percepção aprofundada: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me..., mas, o que perder a sua vida por causa de mim, a salvará" (Lc 9, 23-24).
Caso, através do silêncio, possamos abraçar esta verdade do anatman, faremos importantes descobertas acerca da natureza da consciência. Descobriremos que a consciência, a alma, é mais do que o fantástico sistema cerebral que computa, calcula e, julga. Somos mais do que aquilo que pensamos. A meditação não é o que pensamos.
Medite por Trinta Minutos.... Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado, mas, atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.
  fonte  http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-diversos/688-o-silencio-da-alma