quinta-feira, 28 de abril de 2011

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA - EMMANUEL FALA SOBRE RAMATÍS

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA - EMMANUEL FALA SOBRE RAMATÍS



"Emmanuel fala sobre Ramatís"

A mensagem abaixo reproduzida contém a íntegra de uma entrevista realizada com o médium Francisco Cândido Xavier e seu Instrutor Espiritual chamado Emmanuel, recentemente publicada pela “Revista Espírita Allan Kardec”, em sua edição de nº 43.

Logo que apareceram as primeiras publicações da “Conexão de Profecias*”, de Ramatis (atualmente com o nome “Mensagens do Astral”), fomos a Pedro Leopoldo, a fim de ouvir a palavra autorizada de Emmanuel, através daquele aparelho maravilhoso que é Francisco Cândido Xavier. Isto, porque o que era dito pelo espirito de Ramatís, parecia-nos perfeitamente lógico. Mas, como constituía novidade, não queríamos aceitar de pronto algo que não passasse pelo crivo de várias manifestações mediúnicas, através de diversos aparelhos. *Obs. Hoje com o título: “Mensagens do Astral”.

Desta forma, munidos do aparelho de gravação em fita, fomos atendidos gentilmente pelo médium, que respondeu às perguntas que fazíamos, repetindo as palavras da resposta, que eram ditadas por Emmanuel. A gravação foi feita no dia 5 de janeiro de 1954. Conservamos até hoje o rolo gravado em nosso poder.

Passamos a estampar as perguntas e respectivas respostas.

Pergunta: – Poderíamos ter alguns informes a respeito de Antúlio?

Chico Xavier: – Vejo, aqui, nosso diretor espiritual, Emmanuel, que nos diz que um estudo acerca da personalidade de Antúlio exigiria minudências relacionadas com a história, no espaço e no tempo, que, de imediato, não podemos realizar. De modo que, tão somente, pode afiançar-nos que se trata de uma entidade de elevada hierarquia, no plano espiritual; vamos dizer; um ASSESSOR, ou um daqueles ASSESSORES, que servem nos trabalhos de execução do plano divino, confiado ao Nosso Senhor JESUS CRISTO, para a realização do progresso da Terra, em geral.

Esclarece nosso amigo que JESUS CRISTO, como GOVERNADOR de nosso mundo, no sistema solar, conta, naturalmente, com grandes instrutores, para a evolução física e para a evolução espiritual, na organização planetária. E, subordinados a esses ministros, para o progresso da matéria e do espirito, no plano que nós habitamos presentemente, conta Ele com uma assembléia de múltiplos INSTRUTORES, de variadas condições, que lhe obedecem as ordens e instruções, numa esfera, cuja elevação, de momento, escapa à nossa possibilidade de apreciação. Antúlio forma no quadro destes elevados servidores.

Pergunta: – Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?

Chico Xavier: – Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona – ou melhor da aura da Terra – deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.

O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos – acontecimentos esses de natureza espetacular – na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.

Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.

Pergunta: – Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?

Chico Xavier: – Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.

Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.

Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.

Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.

Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.

Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.

Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.

Após a raça Lemuriana – em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado – chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.

Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.

Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.

Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.

Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.

Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.

Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo – lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.

*Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a “Conexão de Profecias”, de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.

Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa de sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.

Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.

O prazo de 47 anos (1953-2000) é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para uma clima mais aprimorado da existência.

Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho. Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.

Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos – os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho – mal estamos passando das faixas litorâneas.

Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.

E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico – que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo – mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.

Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.

Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.

Pergunta: – Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?

Chico Xavier: – Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.

Pergunta: * – Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?

Chico Xavier: – Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor… E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.

Revista Boa Vontade, Ano 1, nº 4 – Outubro de 1956.

O MESTRE, AMIGO.....O CAMINHO PARA SE CHEGAR A DEUS





Chamo-me Amor
Quando o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-Me:

Eu sou Aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas;


Quando te julgares incompreendido pelos que te circundam, e vires que em torno a indiferença recrudesce acerca-te de Mim:
Eu sou a Luz, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos;


Quando se te extinguir o ânimo, as vicissitudes da vida, e te achares na iminência de desfalecer, chama-Me:
Eu sou a Força, capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo;


Quando, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de Mim:
Eu Sou o Refúgio, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranquilidade para o teu espírito;


Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te julgares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-Me:
Eu sou a Paciência, que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis;


Quando te abateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por Mim:
Eu sou o Bálsamo, que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos;


Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a Mim:
Eu sou a Sinceridade, que sabe corresponder à fraqueza de tuas atitudes e à excelcitude de teus ideais;


Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, chama por Mim:
Eu sou a Alegria, que te insufla alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior;


Quando, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para Mim:
Eu sou a Esperança que te robustece a fé e acalenta os sonhos;


Quando a impiedade se recusar a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-Me:
Eu sou o Perdão, que te eleva o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito;


Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o cepticismo te avassalar a alma, recorre a Mim:
Eu sou a crença, que te inunda de luz o entendimento e te reabilita para a conquista da felicidade;


Quando já não aprovares a sublimidade de uma afeição sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de Mim:
Eu sou a Renúncia, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo;


Quando, enfim, quiseres saber Quem Sou, pergunta ao riacho que murmura, e ao pássaro que canta; à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda.
Eu sou a Dinâmica da Vida e a Harmonia da natureza; Chamo-me Amor.



http://amigo-espirita.blogspot.com/


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Emmanuel - Chico Xavier

NINGUEM MATA NINGUÉM - DISSE CHICO XAVIER





  • O médium baiano Divaldo Pereira Franco, conta uma emocionante história em uma de suas palestras. Certo dia, um casal o procurou para contar um triste episódio de suas vidas. Contou-lhe a esposa:
    "Éramos felizes com nossos seis filhos. Entre eles nossa garotinha de cinco anos que chamava-se Margarette. Até que um dia, uma terceira personagem apareceu em nossas vidas. Meu marido, homem sempre bom, atencioso, excelente pai, não reagiu às circunstâncias e, lentamente, trocou o nosso lar por outro. Começou a visitar essa criatura, a diminuir a constância para conosco, enquanto aumentava a sua presença junto a ela. Deixou de vir à casa. Passou a estar conosco apenas periodicamente. Nossa Margarete, a quem ele tanto amava, passou a murchar como uma flor de estufa que perdesse a vitalidade. Um ano se passou terrível. Iniciamos o processo de desquite para o futuro divórcio. Eu tentava contornar o assunto. Mas Margarette chorava e não dizia nada. Quando ele chegava, tomava-lhe as mãos pequeninas e dizia-lhe:

    "Meu bem, quando você crescer, quando compreender o mundo e souber de todas as coisas duras da vida, se não puder perdoar alguma coisa má, ao menos desculpe, sim? Você me promete?"

    Margarette respondia dizendo:

    "Prometo, papai."

    Ela não cansava de implorar que ele voltasse a dormir em casa. No tormento em que se debatia nos conflitos de consciência, meu esposo iniciou o retorno. Vinha aos sábados e ia-se aos domingos à tarde. Depois já aparecia no meio da semana. Passou a dormir e a fazer as refeições em casa. Fez a viagem de volta, o retorno ao lar. Até que me pediu perdão e permissão para voltar. Eu aceitei. Quando tudo parecia voltar ao normal, nossa Margarette, sumiu na saída da escola. Nenhuma notícia. Percorremos a cidade enlouquecidos. Pronto-socorro, hospitais, necrotérios, rodoviária, nada . . . Dias após, crianças encontraram o corpo de nossa filhinha Margarete em matagal. Despedaçado, em putrefação. A polícia instaurou inquérito. Quem poderia ser? De suspeita em suspeita chegou-se à antiga companheira de meu marido. Levada a interrogatório severo, confessou:

    "Matei! Mataria outra vez, mil vezes, porque ela me desgraçou. Tomou de mim o homem a quem eu amava. Para vingar-me, raptei-a e matei-a, para ela nunca mais fazer isso com ninguém."

    Enlouquecido e desesperado, meu marido queria ir ao cárcere decepar as mãos da criminosa e matar-se depois . . . Foi neste estado de ódio, que ouvimos falar de um homem bom como a água refrescante da fonte: Francisco Cândido Xavier. Fomos procurá-lo, e quando ele passou perto de nós gritei:

    "Chico, mataram minha filha!"

    Ele passou a mão na minha cabeça e disse:

    "Meu bem, ninguém mata ninguém. Sua filhinha vive. Nossa Margarete está aqui. Foi trazida pela avozinha. Acalme-se. Você não confia em Deus?"

    Sentei-me. Na madrugada de sábado, chamaram pelo meu nome e pelo do meu marido. Era uma mensagem de nossa filha Margarete. Não sei até hoje o que senti. A mensagem dizia:

    "Mãezinha, meu querido papai! Vim, para dizer-lhes que estou viva! Se alguém pensou em me magoar, não conseguiu, papai. Não sei explicar a vocês como tudo aconteceu. Eu me recordo que saía do Jardim de Infância, quando uma pessoa me chamou. Segurou-me, fez-me entrar no carro. Eu não sei o que me aconteceu, mas ninguém me magoou. Não fique triste, papai. Não senti nada. Só saudade. Eu dormi. Se cortaram o meu corpo, não vi. Soube depois. Se ficou todo quebradinho, também não vi. Dormi e quando acordei vovó Felicidade me acarinhava, pedindo que eu acordasse. Eu perguntei o que fazia ali, e perguntei por vocês. Ela me explicou que não poderia vê-los por enquanto, porque eu estava num hospital recebendo tratamento. Chorei muito com saudade de vocês (e citou o nome dos irmãos). Naquele momento, entrou uma moça bonita, bem vestida, parecendo professora que se apresentou dizendo ser a tia Lídia, sua irmã mamãe, dizendo estar ali para substitui-la. Foi então que ela me contou que estava morta e eu também. Depois pediu que eu dormisse. Voltei a dormir. Quando acordei, titia e vovó me disseram que vocês estavam sofrendo muito. Eu pedi para vê-los, para abraçá-los e vi você com ódio, papai. Paizinho, você se lembra do que me dizia? - 'Se não puder perdoar, pelo menos desculpe'. Paizinho, desculpe! Ninguém nos fez nenhum mal. Eu tinha que voltar para cá e voltei. Mas nunca, nunca mais nos separaremos. Vovó está dizendo que devemos perdoar, e se não pudermos, temos o dever de desculpar. Voltarei outro dia, papai. Eu vim pedir-lhes que desculpem. Paizinho, até já! Mamãe querida, você que é mãe, me compreende melhor, portanto, perdoe! Beija-os a sempre sua, Margarete." O senhor pode imaginar o que sentimos . . . Demo-nos as mãos. Voltamos para casa. É ainda difícil perdoar, mas pelo menos, a gente está tentando desculpar . . ."





    Disse Jesus: " Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (Mateus, VI - 14-15) Like 0
    Tags: Chico, Xavier

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A GRANDE INVOCAÇÃO

   Do ponto de Luz na Mente de Deus
Que flua luz às mentes dos Homens,
Que a luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no Coração de Deus
Que flua amor aos corações dos homens,
Que Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens,
Propósito que os Mestres conhecem e servem.

Do centro a que chamamos raça dos homens,
Que se realize o Plano de Amor e de Luz
E se feche a porta onde se encontra o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam
O Plano Divino sobre a Terra,
Hoje e por toda a eternidade. Amén.

OUTROS IDIOMAS


    INGLÊS, ALEMÃO, FRANCÊS, ESPANHOL, ITALIANO

      ESPERANTO, HOLANDÊS, CATALÃO, AFRICANER, ROMENO
      HÚNGARO, INDONÉSIO, DINAMARQUÊS, FINLANDÊS, TCHECO, GUARANI

Muitas religiões acreditam num Mestre do Mundo ou Salvador, conhecendo-o sob diversos nomes como o Cristo, Lord Maitreya, Imam Mahdi, Bodhisattva e Messias e esses termos são usados em algumas das versões cristãs, hindus, budistas e judias da Grande Invocação.


Na “Grande Invocação”, o Cristo é invocado como Ele é conhecido pela Hierarquia. A Invocação não foi somente direcionada para membros de várias religiões, mas também para pessoas sem ligações com religião. O uso do nome Cristo, como aparece na Invocação não é uma limitação da compreensão espiritual, mas uma expansão.

A segunda guerra mundial teve um efeito profundo em todo o planeta, pois ao lado de um imenso sofrimento, ela também abriu completamente as consciências humanas como resultado da destruição das antigas e desgastadas instituições e formas de viver e de formas-pensamento cristalizadas que afetavam a humanidade. A agonia da guerra e o desespero de toda a família humana levou Cristo a dar ao mundo uma das orações mais antigas já conhecidas, cuja utilização não havia sido permitida exceto pelos Seres espirituais mais elevados. O próprio Cristo usou a mensagem pela primeira vez na Terra em junho de 1945.

Como resultado da colaboração de Alice Bailey e de um Mestre Tibetano da sabedoria, “sete palavras-forma” muito antigas foram traduzidas em frases “entendíveis e adequadas”, para o inglês.

A Grande Invocação é essencialmente um oração que sintetiza os mais elevados desejos, aspirações e apelos espirituais da própria alma da humanidade, e deve ser usada com esse propósito em mente.

A Grande Invocação é essencialmente o próprio mantra de Cristo e seu som abrangeu todo o mundo através de sua enunciação por Cristo e através de seu uso pela Hierarquia. Cada discípulo deveria fazer da sua divulgação bem como de seu uso diário um dever e uma obrigação, pois ela pode ser usada com profunda eficácia. A contribuição mais importante de todas é a preparação do caminho de Cristo para ensinar a humanidade a usar a grande Invocação, de modo que ela se torne uma prece mundial que focaliza o apelo invocativo da humanidade.

Quando se usa a palavra “homens” refere-se a todos os seres sentientes. A raça dos homens inclui todos os que são sensitivos para impressões de níveis tanto “acima” como “abaixo” do nível humano. À medida que a humanidade se acostuma a invocar a impressão da Hierarquia, as civilizações e culturas criadas pelo homem irão progressivamente aderir ao Pano Divino. Aqui novamente emerge outra razão para a importância do “centro a que chamamos a raça dos homens” e uma indicação da crise da humanidade, pois o homem está agora no ponto em que o intelecto está sendo tão fortemente despertado que nada pode impedir seu progresso no conhecimento, que poderia ser usado perigosamente ou aplicado egoisticamente se nada fosse feito para salvaguarda-lo. Os homens devem ser ensinados a responder a valores espirituais mais elevados ou o crescente estágio de integração de muitos milhões de seres humanos será simplesmente direcionado, mais efetivamente, para propósitos egoístas e materialistas.
A manifestação – mente, emoção e cérebro – deve corresponder a amor, sabedoria e propósito direto.

A Grande Invocação fornece, como resultado de seu uso correto, um fluxo espiritual diretamente no próprio coração da humanidade, provindo das fontes mais elevadas. Recebendo a Grande Invocação, com seu uso e divulgação, a humanidade está participando de um evento cósmico de tremenda importância.

INSTRUMENTO DA PAZ



O chamado deste momento é um chamado de paz. Em minhas meditações da manhã, posso ouvir o clamor por paz, num mundo sem paz - não apenas pelo fim do conflito, mas por uma tranqüilidade e calma interior profunda que todas as almas lembram como nosso estado original.

Se quisermos encontrar a paz, devemos primeiramente ensinar a nós mesmos como nos tornarmos silenciosos e, então, podemos nos tornar pacíficos. Tornar-se pacífico significa controlar as rédeas da mente descontrolada e fazer com que os pensamentos fugidios parem. Quando tivermos a atenção da mente, poderemos começar a persuadi-la a nos levar para o silêncio, um silêncio verdadeiro; não o lugar sem som, mas o lugar no qual temos um profundo sentimento de paz e uma consciência total do nosso bem-estar.

Não é uma mente vazia que nos mostra esse estado de paz. Para entrarmos nesse estado de silêncio profundo, devemos treinar o intelecto para criar pensamentos puros e bons. Devemos treiná-lo a se concentrar. Nossos pensamentos inúteis são uma carga sobre nós. Nossos hábitos de criar pensamentos demais e palavras demais cansam o intelecto. Devemos nos perguntar: "Como posso cultivar o hábito do pensamento puro?".

Quem é que deseja entrar no silêncio? Sou eu, o ser interior, a alma. Quando me desapego do meu corpo e das coisas físicas e me afasto das distrações do mundo, posso me voltar para dentro, para o ser interior. Como um lago perfeitamente calmo quando todos os sopros de vento param, o ser interior brilha, refletindo silenciosamente as qualidades intrínsecas da alma. Sentimentos de paz e de bem-estar atravessam minha mente e, com eles, pensamentos de benevolência.

Eu abandono todos os pensamentos de descontentamento e sou lembrado de meu estado mais antigo, mais intrínseco. Lembro-me dessa calma interior. Embora não tenha estado aqui recentemente, lembro-me disso como minha consciência mais fundamental, e um sentimento de felicidade e contentamento transbordam dentro de mim. Nesse estado sei que cada alma é minha amiga. Sou meu próprio amigo. Estou profundamente tranqüilo. Estou silencioso e completamente em paz.

Esse poço profundo de paz é o estado original da alma. Quando estou nesse estado, sinto a corrente de amor pela humanidade e sinto um estado mais elevado do que aquele que eu chamaria normalmente de felicidade, um estado de bênção. É quando atinjo esse estado que algo verdadeiramente miraculoso pode acontecer. Quando estou nesse estado de consciência de alma completa, torno-me consciente de que outra energia está começando a fluir dentro de mim. Sinto uma força e um poder tão expansivo que, nesse momento, sei que não há nada que não possa fazer, nenhum lugar que não possa alcançar.

Quando isso acontece, estou sentindo a conexão com a energia divina e a corrente do poder de Deus em meu ser interior. Se eu permanecer concentrado internamente, conectado com essa corrente de poder divino, até o modo de utilizar os sentidos físicos será diferente. Quando eu olhar para o mundo, verei através de minha natureza original de benevolência e sentirei compaixão pelo mundo.

É nessa experiência que eu sei o que é o poder do silêncio. É esse poder que me transforma internamente, tornando-me puro e poderoso. Quando a alma e Deus estão juntos, há um poder que me atinge e então atinge os outros invisivelmente, realizando a transformação neles, na natureza, e no mundo.

O segredo desse poder do silêncio é que não tenho de fazer o trabalho da transformação. O poder divino transforma automaticamente. Deixe que eu faça o trabalho interno. Deixe que eu entre profundamente nessa experiência do estado original do eu, e que haja silêncio de modo que Deus possa fazer o Seu trabalho através de mim, Seu instrumento.

Por Dadi Janki- Brahma Kumaris

REALIDAADE ESPIRITUAL



"Quando você vai para o espírito você não tem o temor porque não tem nada para temer, no meu espírito eu sou pura benção, eu sou pura luz, eu sou benção. Eu sou a benção. E não adianta a mente querer trazer as velhas leituras do que você já viu no mundo, do que você já passou no mundo, das coisas que aconteceram, a tragédia que está acontecendo por aí. Eu sei que as pessoas estão criando as suas realidades, eu sei que essas realidades são dolorosas e são tristes, eu sei que cada um está viajando dentro das suas possibilidades, no seu caminho, criando um mundo que para elas é o mundo que elas podem criar, e que, muitas vezes eles são horríveis e feios. Eu sei que eles são outras individualidades, e que, eles têm esse poder e essa liberdade, e eles vivem a realidade deles. Em espírito eles amadurecerão e compreenderão a lei, e compreenderão como estar, como ficar. E descobrirão como eu descobri e portanto, chegarão lá porque o espírito deles está cuidando dessa maturidade minuciosamente em cada segundo da vida deles. Eles para mim são só pessoas em exercício de evolução mas é deles não é meu." Luiz Antônio Gasparetto 26/01/2011

As pessoas realmente acreditam na realidade que criaram para elas, acreditam na realidade que o mundo impõe a elas, acreditam e tomam para si como verdade e criam a realidade deles em cima disso. E é tudo muito doloroso, muito difícil. Vivem grandes dramas. Mas o espírito deles cuida deles, trabalha a cada segundo para o seu despertar, que se dá aos poucos e sempre. Nada na vida é repentino, o amadurecimento espiritual é lento, aos poucos. E quando eles chegarem ao ponto que eu cheguei vão poder finalmente olhar para trás e ver que, apesar de todas as dores e sofrimentos, valeu a pena. Verão que houve muita teimosia e resistência do nosso consciente. E quando isso ocorre o nosso espírito nos leva a situações limite para que possamos despertar.



Hoje em dia tenho ótima convivência comigo mesma, adoro estar comigo, adoro estar na companhia constante de meus amigos espirituais, do meu povo. Quando convivemos de igual para igual com eles, como amigos, como companheiros de jornada, trabalhando extrafisicamente durante o sono, passamos a ter uma percepção mais correta, mais real do mundo espiritual. Com isso vemos, quantos enganos, quantos erros existem por aí. Quantos enganos e imprecisões existem, e são divulgadas como grandes verdades. E as pessoas acreditam. Acreditam sim, porque não tem uma base do que seja a realidade. Não tem a experiência para poder comparar com o que é a realidade do lado de lá. Não vêem com seus próprios olhos, não viveram, por isso são tão ingênuas. Por isso acreditam em qualquer espírito que chegue a elas com uma vibração mais amorosa e lhes passam alguma comunicação, lhes dizem algo que já tomam por verdade encantadas. Esses acabam presos em teias bem perigosas. Já existem outros que não acreditam em nada, que pões empecilhos em tudo com medo de serem enganados. Esses normalmente não evoluem.



A realidade espiritual é tão diferente do que se divulga por aí. O Comando Ashtar, seus membros e seu funcionamento é tão mais diferente do que divulgam por aí. Tão menos glorioso. As coisas não são tão fáceis quando se luta contra as trevas. As pessoas acham que basta levantar a mão e os trevosos caem por terra petrificados com nossa luz. Isso é ilusão. A luta é árdua, difícil, é palmo a palmo. Atuam-se em diversas dimensões (andares) ao mesmo tempo, muitas vezes visitamos diversas delas numa só noite. E como cada uma delas é uma dimensão diferente, um andar diferente, costumes diferentes, densidade diferente e corpos diferentes. A adaptação precisa ser rápida. Quando em missão, quando vamos atuar de modo rápido em determinada dimensão usamos corpos daquela dimensão como quem troca de roupa. Os especialistas em seus laboratórios nos disponibilizam o corpo necessário para atuar na dimensão específica. Sempre um corpo diferente, com aparência diferente, necessidades iguais aos daqui, fome, sono, dor, morre, engravida, enfim com todas as limitações que os habitantes daquela dimensão tem. Portanto todo cuidado é pouco. Reconhecemos os membros do nosso povo, do Comando Ashtar, pela vibração pois as aparências e os nomes mudam toda hora.



Ashtar Sheran, por exemplo, é um cargo, não uma pessoa. Ashtar é um cargo até que comum no Comando Ashtar, é como se fosse comandante. Já Sheran é um nome cargo também. Existem vários Ashtar Sheran, cada um responsável por determinado setor específico do universo, são ao todo uns dez mais ou menos. E periodicamente (milhares de anos) é trocado de pessoa. Outra pessoa toma o lugar, e aquele que estava no comando vai para casa descansar, com sua família. E quem fica no cargo usa sempre o nome Ashtar Sheran. As pessoas que não trabalham mais perto deles nem percebem. Aliás, nem sei se sabem disso. Assim como, também em muitas comunicações assinadas por Ashtar Sheran são na realidade de membros do Comando Ashtar que ele envia e não dele mesmo (quando não são mistificações). As vibrações deles são muito parecidas e dificilmente pessoas não treinadas perceberão. Quando a luz é intensa cega a gente. É o que eles vivem me dizendo quando digo que devemos parar com as mistificações que se divulgam por aí.



Os membros do Comando Ashtar são pessoas de carne e osso na dimensão em que atuam. Sentem fome, sono, dor, se apaixonam, sentem raiva, ciúmes, tudo na devida proporção da dimensão em que atuam. Ser um membro deles não é glorioso, não tem vantagens. Muito pelo contrário a quem muito foi dado muito será pedido. As pessoas do Comando Ashtar e a população das dimensões em que atuamos exigem muito mesmo, não há facilidades, a responsabilidade e a exigência são muito grandes, assim como a disciplina necessária. Não pense que a evolução espiritual lhe trará isenção de sofrimentos e facilidades; ingênuo que pensa isso. Basta verificar a vida dos grandes espíritos que passaram pela Terra como Jesus, Buda, Chico Xavier e muitos outros. E pode ver que, pelo contrário, eles tiveram com isso aumento de responsabilidades, passaram a ser tratados como espíritos adultos e não como espíritos crianças que choram a cada tropeço na vida. Você passa a pensar mais nos outros e agir menos egoisticamente, passa a ter menos pena e mais compaixão e descobre que a vida continua como sempre... cheia de desafios.
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TRANSCENDENDO O JULGAMENTO: A HISTÓRIA DE ADÃO E EVA

 



Uma mensagem de Leonard Jacobson

27 de Abril de 2011.

Pergunta: Em sua introdução no site, você fala sobre “uma total ausência de julgamento”, como o segundo passo para o despertar. Eu acho isto muito difícil. Eu experienciei como o julgamento me magoa e aos outros. Entretanto, é muito difícil superar o julgamento em minha vida. Quaisquer sugestões que tenha, serão muito apreciadas.

Resposta de Leonard: Seria muito útil para você ler os meus livros, pois eu proporciono uma orientação detalhada nos livros quanto a como superar os sentimentos de raiva, ressentimento, censura, culpa e julgamento. Eu ofereço também uma orientação de como estar mais plenamente presente, o que é de importância fundamental na superação destes sentimentos.

Entretanto, eu estou feliz em oferecer alguma orientação aqui.

Aqui estão algumas sugestões.

Decida que você não mais será crítico. Você não julgará os outros e nem se permitirá ser afetado pelos julgamentos dos outros. É uma decisão que você toma e uma intenção a aderir.

Isto não significa que o julgamento simplesmente terminará. Velhos hábitos são difíceis de desaparecer. Traga a consciência ao julgamento a cada vez que ele surgir em você. Não julgue ou tente interrompê-lo. Não tenha medo de expressar o julgamento, mas certifique-se de não dirigi-lo para outra pessoa. É útil ouvir os seus próprios julgamentos expressos em voz alta. Expresse o julgamento de uma forma despreocupada. Não o leve muito a sério. Se fizer isto, sem acreditar em nada disto, verá o absurdo dele. Provavelmente você começará a rir. Uma vez que tenha identificado o julgamento, simplesmente o deixe ir. Os julgamentos não são verdadeiros. Tudo o que eles fazem é mantê-lo na separação.

Algumas vezes é útil exagerar no julgamento. Encontre meios criativos para exagerar nos julgamentos dentro de você. Você saberá que está no caminho certo se começar a rir. Por exemplo, você poderia perambular, julgando tudo no jardim. Faça disto uma meditação diária, durante uma semana. Novamente, é uma abordagem despreocupada. Apenas porque o julgamento nos mantenha em uma eterna separação, não significa que deveríamos levá-lo a sério.

Não critique o julgamento. Este é como um laço duplo que o prende mais ainda a ele. Não o leve a sério. A natureza do ego é julgar. Cabe a você não se deixar iludir e demonstrar ao ego que você está além do julgamento e nem mesmo criticará o julgamento do ego.

Você não pode realmente transcender a nada, a menos que tenha a dimensão do Ser, disponível a você. Escolha estar presente mais frequentemente em sua vida. Quando você escolher estar mais presente, acessará esta sua dimensão que é o seu Ser. É esta dimensão sua que vive neste momento e não em outro. No nível do Ser não há julgamento.

Há uma história em um dos meus livros sobre Adão e Eva. Eu incluirei esta aqui, na esperança de que a considerem interessante e talvez, útil.

ADÃO E EVA

Em Gênesis, nos é dito que Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, porque eles tinham comido a fruta da árvore do conhecimento do que é o bem e o mal. Decidir o que é o bem e o mal, é um julgamento. É o julgamento que resultou na expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden. É o julgamento que impede o seu retorno.

Deus advertiu-os a respeito do julgamento. Agora o julgamento os tinha levado ao mundo da dualidade. Ele os tinha tirado da Mente de Deus para um mundo de suas próprias mentes. Eles tinham escolhido se separar de Deus e seguir o seu próprio caminho. Agora eles estão condenados a viver em um mundo de sua própria criação.

Adão e Eva existem dentro de cada um de nós. É uma história que reflete o estado original da nossa consciência. Ela reflete o nosso estado de Ser original. Nós começamos no Jardim do Éden. Começamos em um estado de inocência. Começamos na Mente de Deus. Agora estamos separados de Deus. Afastamo-nos de Deus e a única coisa que nos mantém na queda é o nosso contínuo julgamento.

Quando começarmos a reconhecer que o julgamento é o pecado original que nos desviou, poderemos começar o processo longo e delicado de transcender o julgamento em nossas vidas. Quando tivermos transcendido o julgamento completamente, perceberemos que fomos restituídos à Deus. Retornamos ao Jardim do Éden. Achamos o nosso caminho para o Lar.

Mas para a nossa absoluta perplexidade, constataremos que o Jardim do Éden não mais existe na mente de Deus. Aquilo que começou como uma imagem na mente de Deus foi manifestada na forma física. A Mente de Deus deu origem  ao Corpo Divino. O Jardim do Éden existe agora na forma física. É o nosso planeta Terra.

Quando despertarmos plenamente no momento presente, compreenderemos que viemos para casa. Na verdade, estivemos sempre em casa. Mas como Adão e Eva, nós abandonamos Deus e o Jardim do Éden, viajando no mundo ilusório de nossas próprias mentes.

Leonard Jacobson


Traduzido por: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br