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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Resenha do livro "Windswept House" ( A Casa Varrida pelos Ventos: Um romance do Vaticano )

Paulo Sérgio R. Pedrosa
Malachi Martin
( A Casa Varrida pelos Ventos: Um romance do Vaticano )


1 - Introdução
O livro Windswept House, escrito pelo Padre e ex-Jesuíta Malachi Martin é um grande livro. Obviamente não se trata de um livro histórico, mas de um romance muito bem escrito e interessante, com uma trama envolvente, que prende a atenção do leitor da primeira à última linha.
O autor, que supostamente conhece bem os meandros da política do Vaticano, diz que Windswept House é um livro “faction”, uma mistura de fatos reais e ficção. Neste contexto, segundo declarações do padre Malachi Martin em entrevistas, cerca de 80% dos fatos e das pessoas mencionadas seriam reais.
O livro trata longamente sobre os mistérios da intrincada política vaticana, e expõe fatos obscuros, inimagináveis e perturbadores que aconteceriam nos porões do Vaticano, e se inspira em acontecimentos e pessoas reais, auxiliando desta forma no entendimento da crise atual que atravessa a Igreja Católica.
No desenrolar do livro, o autor descreve coisas simplesmente impressionantes e inacreditáveis, tais como: a existência de uma seita satânica infiltrada na hierarquia da Igreja; as conspiração engendradas por parte da cúria romana contra o papado e contra o magistério; os acontecimentos geopolíticos mundiais e suas relações com a mensagem de Fátima e com a Rússia.
Obviamente não existem comprovações ou referências históricas que corroborem a existência de seitas satânicas dentro do Vaticano, nem este é o objetivo do livro, que apresenta uma de muitas hipóteses levantadas pelo romance.
Mas talvez o mais memorável seja a análise profunda que o livro faz da figura do Sumo Pontífice, o papa Eslavo, numa clara alusão à João Paulo II e ao final de seu pontificado.
Avisamos ao leitor que as conclusões e afirmações desta resenha são baseadas na obra e nas opiniões do autor e não refletem minhas opiniões em particular, nem as da Associação Cultural Montfort.
Cabe aqui também a ressalva que este livro não conta com nosso aval irrestrito para todas suas alegações.
2 - O autor, padre Malachi Martin
O padre Malachi Brendan Martin foi um famoso teólogo e autor de vários best sellers. Nasceu em Kerry Irlanda no dia 23 de julho de 1921 e faleceu dia 27 de julho de 1999, após um derrame cerebral, sob condições não muito claras.
Tendo entrado para a Companhia de Jesus em 1939, conseguiu bacharelado em linguagens semíticas e história oriental com estudos paralelos em Assiriologia no Trinity College (Irlanda), e se doutorou em Filosofia, Teologia, Linguagens Semiticas, Arqueologia e História Oriental pela Universidade de Louvain, na Bélgica. Consta que padre Malachi Martin falava 12 idiomas.
Na Festa da Assunção, foi ordenado sacerdote no dia 15 de agosto de 1954.
De 1958 a 1964 trabalhou em Roma, tornando-se no período um dos colaboradores diretos do Cardeal Augustin Bea e do papa João XXIII, o que ensejou que edificasse valiosas amizades e contatos dentro do Vaticano. Decepcionado com o Concílio Vaticano II e com a pesada infiltração modernista no Vaticano, pediu em 1964 pediu e obteve do papa Paulo VI a dispensa dos votos de pobreza e de obediência devida à Companhia de Jesus, mantendo porém o voto de castidade, assumindo então a condição de sacerdote leigo (o que nos parece bem inusitado).
Em dezesseis livros publicados, inúmeros artigos e várias entrevistas, o padre Malachi Martin fez fama pela “ incomparável precisão ”, como qualificou o jornal The Washington Post , com a qual ele não apenas relatou, mas também previu os atos e as conseqüências da geopolítica secreta do Vaticano e suas ligações complexas com governos e nações ao redor do mundo.
Dentre seus livros mais famosos temos: Hostage to the Devil , The Final Conclave , Vatican , The Jesuits e The Keys of This Blood .
Pouco antes de seu falecimento, o padre Malachi Martin estava trabalhando naquele que considerava seu livro mais controverso e importante, de título provisório um tanto quanto infeliz: Primacy: How the Institutional Roman Catholic Church Became a Creature of the New World Order , que supostamente lidaria com o poder do papado fazendo uma análise da mudança revolucionária no dogma ancestral do primado de Pedro.
Cabe aqui uma ressalva ao tom um tanto apocalíptico e milenarista que às vezes o padre Malachi Martin assume em seus livros e em entrevistas. Suas opiniões devem ser levadas em consideração à luz da doutrina católica e de uma análise consistente da Crise atual, e não tomadas como verdade absoluta.
3 - O enredo do livro
Os maus são mais espertos e organizados do que os bons. Eles parecem incansáveis. Seus pontos fracos são os vícios capitais, sendo o maior deles o orgulho.
Os bons têm visão mais estreita e ação mais limitada. Eles parecem cochilar na hora que mais precisam estar alertas, e confiam na graça divina principalmente e em segundo plano em suas virtudes.
Tal enfoque é uma das muitas leituras que se pode fazer do livro. Em meio a várias instigantes tramas paralelas, o fio condutor do livro diz respeito à uma conspiração engendrada por inimigos do papado, tanto internos quanto externos à Igreja, de forma a forçar a renúncia do Papa Eslavo, tendo como objetivos mais abrangentes o enfraquecimento do papado e a democratização da Igreja.
E o livro começa com uma impressionante descrição de uma cerimônia satânica realizada dentro de uma da principais capelas do Vaticano, em conjunto com uma ainda mais abominável ainda em uma Igreja nos Estados Unidos. Tal abominação serviria para a entronização do Arcanjo Lúcifer na Igreja. De acordo com as alegações do padre Malachi Martin, este é um dos fatos reais reportado pelo livro.
O personagem principal do livro é o padre Christian Gladstone, um padre tradicionalista, que só celebra o rito de São Pio V, e devido ao acaso acaba trabalhando para o líder da conspiração clerical, Cardeal Maestroiani, Secretário de Estado do Vaticano, e o segundo em poder no estado papal. Gladstone e seu irmão involuntariamente se vêm envolvidos numa conspiração idealizada para incentivar uma espécie de rejeição universal ao Papa Eslavo por parte dos bispos católicos espalhados pelo mundo, incentivando a exigência da renúncia do Papa “para o bem da Igreja”.
Uma das tramas paralelas do livro tratam da tríade homossexualismo, pedofilia e satanismo, que diz infestar parte do clero católico ao redor do mundo, em particular nos Estados Unidos. Outra trata da influência da maçonaria sobre figuras relevantes da Igreja Católica nos últimos anos, e do vínculo estreito entre maçonaria e o poder oculto por trás da Nova Ordem Mundial.
4 - A Igreja de Satanás
O papa Paulo VI poucos anos após o concílio Vaticano II disse uma frase que entrou para a história da Igreja, ao dizer que “por alguma fresta, entrou a fumaça de Satanás na Igreja”. De acordo com os relatos do padre Malachi Martin no seu livro, esta frase tem um sentido muito mais do que literal. O livro conta que, antes do dito concílio, foi realizada uma missa negra com o intuito de entronizar o arcanjo Lúcifer no Vaticano, de forma trazer confusão e mudanças profundas no reduto do “Inominável” (nome pelo qual os satanistas, segundo o autor, tratam Nosso Senhor Jesus Cristo).
Toda a confusão proveniente da implantação dos decretos do Concílio Vaticano II, de acordo com Malachi Martin, só teria sido possível por causa desta preparação “espiritual”, uma vez que a batalha principal em andamento se da no plano espiritual.
No plano espiritual, a conspiração contra a Igreja é liderada pelo próprio Lúcifer. Sua doutrina, a gnose. Sua meta: tomar o lugar de Deus na adoração prestada pelos homens.
O romance de Malachi Martin conta que, para realizar a abominação no lugar sagrado, os satanistas se infiltraram no clero, chegando a atingir postos na alta hierarquia. Seu objetivo seria a demolição da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Algumas pessoas sugerem que Malachi Martin teria se inspirado Cardeal Bernardin de Chicago para criar o personagem arqui-sacerdote de Lúcifer que comandou esta hedionda celebração.
No romance, a igreja do diabo tem um chefe visível, designado como capstone, que significa a pedra de cume da pirâmide, em inglês. Capstone é um personagem misterioso, e pode ser um dos vários personagens apresentados ao longo do livro. Ele nunca aparece pessoalmente, e sempre se manifesta através de memorandos escritos ou através de contatos telefônicos. Ele é quem dá as principais diretivas com relação a execução dos planos de Satanás para o domínio da humanidade e destruição da Igreja.
Abaixo deste chefe enigmático, Malachi Martin descreve um conselho formado por pessoas extraordinárias que possuem o poder real no panorama político e econômico mundial. No livro tal grupo é chamado de Concilium 13. O Concilium 13 seria formado por capstone mais doze pessoas notáveis. Isto parece ser uma alegoria do livro que contrapõe estes à Cristo e seus doze apóstolos. Além do poderio econômico e político, eles deteriam o domínio tanto da comunicação escrita quanto das telecomunicações globais.
Existem dois grupos conspiradores distintos, porém ligados, no livro:
A falange, que é compostas pelos adoradores do diabo que se dividem em satanistas e luciferianos. Os satanistas acreditam em Lúcifer como um deus pessoal contrário ao Deus Criador. Para eles, Lúcifer exige que sua adoração deve ser uma violação e inversão da adoração e dos rituais do Deus cristão. No livro, vários personagens, inclusive alguns cardeais importantes, são listados no rol dos satanistas. Já os luciferianos constituem uma elite, uma parcela menor dos adoradores do demônio, que enxerga Lúcifer como uma inteligência impessoal criadora do Universo, mas sob uma ótica inteiramente naturalista. Os membros do Concilium 13 são luciferianos. Os luciferianos por vezes participam de rituais satânicos, mais por memorial do que crença, diferentemente dos satanistas.
A maçonaria, dividida em alta maçonaria e a maçonaria. Estes grupos desconhecem a influência de Satanás nos planos globalizantes, mas aderem, conscientemente ou não, ao plano mestre engendrado pelos satanistas. Aqui também encontramos figuras de destaque do clero, principalmente na alta maçonaria, que possui maior poder político que a maçonaria regular.
O grande objetivo do grupo é implantar o “Processo” ou, melhor dizendo, “The Craft” (ou a “obra”) como é conhecido nos ambientes maçônicos. O processo consiste em unificar todo mundo econômica, política, social e principalmente religiosamente, de forma a se atingir uma Nova Ordem Mundial (New World Order), ou seja, a implantação prática da Utopia. Este objetivo é partilhado pelos maçons, porém estes desconhecem o objetivo principal dos satanistas, que é fazer toda humanidade adorar a Lúcifer como único deus.
No romance, estes grupos executam um plano para forçar a renúncia do papa. O papa atual é visto como empecilho para a implantação da Nova Ordem Mundial, principalmente por sua teimosia em combater o controle de natalidade, o aborto e o homossexualismo. Para isto acontecer, um prazo deveria ser respeitado, pois os satanistas acreditam que a entronização de Lúcifer tem um tempo de validade, ou um tempo disponível, dentro do qual Lúcifer poderia definitivamente tomar o controle do mundo.
Um dos assuntos mais recorrentes no livro é a corrupção do clero, especialmente o norte americano. O autor denuncia uma rede de acobertamento de padres pedófilos que na verdade é uma rede satanista. Se diz neste livro que, apesar de nem todo caso de pedofilia estar envolvido com satanismo, todo caso de satanismo envolve pedofilia como ato de profanação.
O que teria se desenvolvido nos EUA na verdade seria uma verdadeira infiltração satânica, através da criação de uma rede corrupta de culto e de proteção. Para conseguir este odioso intento, os satanistas conseguiram estabelecer o Arqui sacerdote de Lúcifer (supostamente o Cardeal Bernardin, falecido Arcebispo de Chicago) na presidência da NCCB (a Conferência Nacional dos Bispos Católicos dos EUA). Sob o comando deste Cardeal, o culto a satanás chegou ao seu ápice. O livro alega que existem provas reais que comprovam a participação de elementos do alto clero americano em rituais satânicos, inclusive com fotografias e filmagens. Este Cardeal é indicado como o Cardeal de CenturyCity (Chicago) e presidente da NCCB, uma alusão mais do que clara a Bernardin. Malachi Martin chega mencionar dois casos de assassinatos satânicos de padres da diocese deste Cardeal, e sugere que ele estivera diretamente envolvido neles.
No enredo do livro, o Vaticano teria enviado pessoas para investigar a rede de homossexualismo e satanismo que assola a Igreja nos EUA, pois lá supostamente seria o epicentro da degradação e da prática do satanismo pelo clero.
Além da suposta alusão ao Cardeal Bernardin, Malachi Martin denuncia mais 3 Cardeais importantes como sendo satanistas, dentre eles um personagem chamado de Cardeal Aureatini ( que se supõe aludir ao Cardeal Achille Silvestrini – numa associação de nomes óbvia). Sem rodeios, Malachi Martin o acusa de ter assassinado de um padre veterano por suspeitar que este sabia do segredo da cerimônia de entronização do arcanjo Lúcifer no Vaticano, da qual Aureatini teria participado.
5 - A conspiração do Clero
O livro é bastante ilustrativo no que tange a de denúncia de manobras escusas nas quais supostamente estão ou estiveram envolvidos importantes personagens da cúria romana. Deste círculo de conspiradores clericais supostamente fariam:
Cardeal Mastroianni (Identificados por alguns como o Cardeal Casaroli) – Líder da conspiração e Secretário de Estado do Vaticano: não seria satanista, mas acredita que o processo (the craft) é a verdadeira força por trás da história. É o líder aparente da conspiração e tem importância capital no livro.
Cardeal Pensabene – Tem profunda influência no colégio Cardinalício e segundo Malachi Martin, poderia influenciar diretamente na escolha do próximo papa, pois teria muitos vínculos com pessoas poderosas na América do Norte.
Arcebispo Graziane (Identificado por alguns como o Cardeal Angelo Sodano) – Secretário de Estado do Vaticano, é descrito como um oportunista. Na maioria das vezes faz jogo duplo, para ficar do lado vencedor, seja o lado dos conspiradores, ou do lado do papa. No livro, ele participa de uma reunião em Estrasburgo em que a maçonaria decidiu que o papa deveria renunciar.
Cardeal Aureatini – que mandou matar um padre do Vaticano que soube da entronização de Satanás ao ler as cartas testamento de Paulo VI e de João Paulo I, quando o Cardeal Villot (mencionado nominalmente no livro) era secretário de estado do Vaticano.
Cardeal Noah Palombo – Segundo M. Martin ele tinha um olhar de possesso.
Padre Michael Coutinho – Superior Jesuítas - Preferido dos conspiradores para sucessor do papa Eslavo. Aberto a mudanças doutrinarias com relação a contracepção, aborto e pesquisa fetal e simpático a mudanças da Igreja com relação a homossexualidade, padres casados e ordenação de mulheres.
O papa Eslavo, neste romance, tem pleno conhecimento de que todos estes cardeais seriam maçons e que estariam conspirando contra ele.
5.1 – O plano dos conspiradores
De acordo com o livro, o eventual plano para forçar a renúncia papal teria as seguintes etapas:
  • Criar um mecanismo de Consenso dos Bispos
  • O Consenso dos Bispos teria maior autoridade que o Papa (conceito de colegialidade, onde o conjunto dos bispos teria mais poderes do que o Papa).
  • O Consenso dos Bispos mostraria desacordo com Papa.
  • O Consenso dos Bispos forçaria a renúncia do Papa.
O Papa passaria a ter que renunciar seu posto quando atingisse 75 anos, como acontece com os bispos no mundo inteiro. Mas um problema prático decorre disto: para quem o Papa faria o seu pedido de renúncia? Todos os bispos fazem seu pedido de renúncia ao Papa, que é o seu superior. Mas não existe um superior terreno para o Papa. A idéia então, de acordo com o conceito de colegialidade, seria que o Sínodo dos Bispos aprovaria a renúncia papal.
E qual seria a grande vantagem disto? O fato de se derrubar um importante adversário da cultura da morte defendida pelo pensamento liberal moderno, e a abertura de uma estrada pavimentada para a União Européia, e mais tarde, uma união global de fato. Esta união deveria ser sem divergências nacionais políticas ou religiosas, tendo em vista no futuro a Nova Ordem Mundial (a obra – The craft – The process).
O plano consistiria em provocar a insatisfação nos bispos Europeus com a falta de suporte do Papa para a Nova Ordem Mundial, mostrando que aqueles que não estivessem em sintonia com esta Nova Ordem estaria fadado à extinção.
O instrumento para implantação do plano de renúncia do papa seria monetário: organismos financeiros internacionais dariam crédito aos bispos rebelados e provocariam dificuldades para aqueles que apoiam o papa.
5.2 – Como a Ortodoxia Católica foi minada, e como a heresia tomou conta da Igreja, de acordo com o padre Malachi Martin.
O padre Malachi Martin neste seu livro alega que grande número de missas e confissões são inválidas. Um número indizível de padres não foi validamente ordenado, e ainda está por se descobrir quantos bispos foram ou não foram validamente consagrados ou se tornaram infiéis. Neste livro, ele revela como os modernistas conseguiram modificar tão grandemente a ortodoxia católica, a ponto da apostasia ter se instalado confortavelmente no seio da Igreja.
Uma parte importante da estratégia para se quebrar a ortodoxia do clero e dos fiéis é instalar “agentes de mudança” dentro das CNBs ao redor do mundo. Este mesmo estratagema foi utilizado por Stalin, Hitler e Mussolini com sucesso. Segundo Malachi Martin, o Cardeal Pensabene, ou seja, o Cardeal Pio Laghi, chama isto de engenharia social. Ele diz que problema não é apenas mudar o pensamento de 4000 bispos, mas mudar o modo de pensar de milhares de católicos de acordo com os pontos de vista dos “engenheiros sociais”. Ou seja, fazer com que os católicos aceitassem as heresias naturalmente.
Os Agentes de mudança podem ser uma instituição, uma organização, um único indivíduo, provenientes do setor público ou privado. Seu propósito é trocar valores e comportamentos “antigos” por “novos”, usando técnicas de base psicológica desenvolvidas especificamente para desarmar as atitudes de resistência.
Pensabene, no livro compara este processo à estrutura piramidais, onde o “capstone” seria o “agente de mudança”, traçando um paralelo com a Igreja de Satanás.
Este seria o método desenvolvido por John Dewey e aplicado na implantação das mudanças pós Concílio Vaticano II: controlar as mentes e as emoções por meios experimentais (sentidos) e não por meios racionais. O objetivo desta técnica é incentivar emoções ao invés de estimular pensamentos e percepções intelectuais. O agente de mudanças institui um processo no qual a sua audiência alvo participa ativamente.
Obs: Note como as seitas dentro da Igreja católica enfatizam a “vivência” da experiência dentro da Igreja enquanto desprezam os estudos teológicos e a doutrina. Ex: Neo-catecumenato, Focolari, RCC, etc...
Este processo possui quatro etapas distintas, a saber:
  1. Congelamento (freezing) – o agente de mudanças ‘congela’ a atenção e a experiência do grupo em seu próprio isolamento e vulnerabilidade.
  2. Descongelamento ou desagregação (unfreezing) – o agente distancia os membros da audiência dos valores ‘velhos’ nos quais eles confiavam. Isto, em suma, significa que os valores anteriores são mostrados como não mais apropriados e desejáveis.
  3. Reagregação (reagregation) – Segue com a aceitação da nova estrutura de pensamento proposta pelo agente (facilitador).
  4. Rotinização (routining) – As novas estruturas de pensamento são incorporadas no fluxo diário normal.
Os procedimentos podem ser repetidos sempre que necessário, e através de quantos ‘facilitadores’ convertidos o possível – para perpetuar e espalhar o “novo pensamento”.
De acordo com Malachi Martin, este foi o processo utilizado para fazer com que cinqüenta milhões de católicos norte americanos aceitassem a missa nova na década de 70.
“Em vinte décadas nós praticamente obliteramos qualquer traço efetivo de liturgia e vida paroquial que foi estabelecida em dois séculos (nos EUA)”, palavras colocadas na boca do Cardeal Pensabene por Malachi Martin.
O autor ainda cita ainda um agente facilitador: o Noah Palombo, que à frente do Conselho para Liturgia Cristã, mudou o pensamento sacerdotal em termos de orações aprovadas e devoção.
O autor cita um exemplo de estratagema usado para realização de mudanças:
Um bispo auxiliar publicaria um artigo no estilo igualitário americano que é hora de se ordenar mulheres para o sacerdócio. Isto seria suportado imediatamente por uma inundação de declarações de apoio em jornais diocesanos, conferências públicas e mídia em geral. Isto provocaria impacto na NCCB, porque a proposta veio de um bispo, e por causa da inundação de apoio vindo da base, o Comitê de Assuntos Internos –IAC – seria “obrigado” a endereçar as pesadas considerações que foram levantadas.
Alguns “agentes de mudança americanos” são freiras feministas, algumas das quais praticante da Wicca, alguns ex padres e membros proeminentes da Dignity, uma organização “católica” para clérigos e leigos homossexualmente ativos.
O padre Malachi Martin cita uma reunião onde uma freira feminista teria feito a oração de abertura (com vários bispos presentes) com invocações à benção matriarcal da Mãe Terra e de Sofia, a deusa da Sabedoria (invocações pagãs normalmente utilizadas pelas adoradoras da Deusa, uma seita neo-pagã americana).
A maioria dos bispos americanos estão habituados mais do que nunca a ouvir a NCCB discordar das instruções vindas do escritório papal. Segundo Malachi Martin, os conspiradores consideram importante ser fato normal na vida católica que as igrejas locais discordem das diretivas Romanas.
A implantação das mudanças são feitas sem aviso prévio. Eles simplesmente as implantam como querem. Uma vez implantada, os clérigos e fiéis simplesmente obedecem como dominós colocados em linha.
Tudo isso teria sido feito na implantação da Missa Nova.
Os conspiradores, para espalhar a confusão pela Igreja, emitem cartas pastorais contrárias à ortodoxia e contrárias à posição papal, para toda Igreja. Isto aconteceu com uma carta que dizia que o uso de coroinhas mulheres era apoiado pela lei canônica, que foi emitida à revelia de João Paulo II. João Paulo II, mesmo tendo sido contrariado, não agiu, e deixou as coisas como estavam.
Como estratégia final para renúncia do papa, existiria um estudo sobre demografia feito por certos especialistas e teólogos modernistas que indicavam a necessidade de limitação a dois filhos por família, que os conspiradores pretendiam lançar antes que uma suposta encíclica papal contra o homossexualismo, satanismo e controle de natalidade fosse lançada, para miná-la.
Tudo seria feito para desacreditar o Papa e dizer que quem dirige a Igreja e dá posicionamento moral para ela são os bispos e não o Papa. O Consenso Universal dos Bispos é que deve ter o poder, e o papa deveria ter um papel meramente figurativo.
5.3 – Papel das ordens religiosas na difusão da heterodoxia.
De acordo com Malachi Martin, as ordens religiosas se encontram num estado ainda mais lastimável que a hierarquia diocesana:
Franciscanos: Difundiram a Renovação Carismática Católica, para focar fiéis no Espirito Santo e assim enfraquecer devoção aos santos, especialmente a devoção Mariana.
Jesuítas: Difundiram a Teologia da Libertação para enfraquecer o senso de dever e respeito para com a Igreja hierárquica, principalmente nos países latino americanos.
5.4 - Clero Não Engajado na conspiração ou contrário à mesma:
Malachi Martin também comenta a respeito da parte do alto clero que não está envolvido em conspirações e que supostamente apoia o papa.
Malachi Martin coloca as seguintes duras palavras dirigidas ao papa, na boca de um Cardeal, que em sua trama é considerado um dos mocinhos:
“Ambos percebemos que o senhor (o papa) possui uma teologia que não é ortodoxa nem tradicional; que sua filosofia não é tomista; que o senhor é um fenomenologista. Também percebemos que o senhor desistiu da atual organização clerical da Igreja; e que muitos da organização clerical desistiram do senhor. Eles o querem fora, definitivamente e logo.”
“Mas por tudo isto, Santidade, ambos sabemos que o senhor é o Papa de todos os católicos e o único representante de Cristo entre os homens. Meu único preceito forte para o senhor é que esteja moralmente certo do que você faz como Papa. E porque nós pecamos mortalmente não apenas por ação, mas também por omissão, seja apenas como certeza moral do que você deliberadamente não está fazendo. Pois, no seu caso, Santo Padre, é o que o senhor não está fazendo – e que não fez – que decepciona muitos dos fiéis.”
O papa então pergunta: “Qual foi o meu principal erro?”
E o cardeal responde:
“Indubitavelmente, Santo Padre, sua falha em interpretar a doutrina do Concílio Vaticano II autoritariamente e – eu repito santidade, e – de acordo com a tradição. Sem sombra de dúvida, os documentos do concílio, como se encontram, não são compatíveis com o Catolicismo Romano tradicional. Assim, o senhor permitiu que o erro florescesse sem correção. Isto levou a muitos equívocos – possivelmente mesmo impropriedades – no nível papal.”
Papa Eslavo: “Dados os meus motivos, nós estamos falando de pecado mortal ou venial?”
“Devido aos danos, mortal”...
5.5 – Reação contrária aos conspiradores
No romance, o papa, ou algumas pessoas que defendem o papado, tomam as seguintes medidas para conter o avanço dos conspiradores, que seriam:
  • Criação de uma rede subterrânea de bons padres que foram expulsos ou colocados no ostracismo por causa de sua ortodoxia, para ministrar sacramentos válidos aos fiéis. Seria esta uma alusão à FSSP?
  • Combate a rede de pedofilia e satanismo estabelecida na Igreja.
  • O papa emitiria uma encíclica condenando ex-cathedra o homossexualismo, o satanismo, o aborto e o controle de natalidade (tal encíclica nunca foi publicada).
  • O Papa proclamaria ex-cathedra que Nossa Senhora é medianeira de todas as graças (que seria o último dogma mariano).
6 - Nossa Senhora de Fátima, a Rússia e a Nova Ordem Mundial
Dentre os assuntos mais pungentes tratados no livro, um dos que chamam mais a atenção é a relação evidente entre as aparições de Nossa Senhora em Fátima, a situação da Rússia e a Nova Ordem Mundial. O padre Malachi Martin alega ter tido acesso ao texto do terceiro segredo de Fátima enquanto ainda trabalhava no Vaticano, mas que não pôde revelá-lo por força de um juramento (Alegação que particularmente de pouca credibilidade).
De acordo com ele, o terceiro segredo se refere à degradação da Igreja pós Concílio Vaticano II, principalmente, mas também faz alguma menção à Rússia.
6.1 – Michail Gorbachov e o Papa
Numa seqüência inusitada, Malachi Martin nos conta que Michail Gorbachov (citado nominalmente no livro) teria mandado um espião tirar fotos do 3 o segredo de Fátima em 1991, pouco antes de sua queda do poder, pois achava que o segredo podia lhe dar alguma vantagem. (Segundo o autor, o papa teria comentado em 1986 que o segredo daria alguma vantagem estratégica para a URSS naquela época).
Além disso, o autor diz que em uma entrevista que o papa teve com a irmã Lúcia, em Portugal, teve algo a ver com Michail Gorbachov e a Rússia.
Gorbachov mantinha correspondência particular e secreta com o papa. Ele, antes dos acontecimentos, informou ao papa que a URSS deixaria de existir e que o poder da Rússia passaria para Yeltsin porque ele perdera o apoio de seus patronos Ocidentais.
Malachi Martin diz que Gorbachov é financiado pelos EUA, e que ele é uma marionete dos macro gerenciadores globais e o “queridinho” dos engenheiros mestres americanos. Ele é ateu e materialista convicto, e politicamente é um completo marxista. Do ponto de vista moral não pode ser distinguido de um urso polar. Ele não tem misericórdia, compaixão ou simpatia por ninguém inclusive pelo papa.
De acordo com o autor, Gorbachov teria escrito ao papa: “Pelo menos nós nos libertamos da ilusão de status de superpotência; e Sua Santidade, de qualquer ilusão de que é o cabeça de uma super igreja. Em nosso mundo existe apenas uma superpotência; nem os EUA nem a URSS. E agora que a Igreja de Satanás esta estabelecida, sua autoridade (do Papa) não é mais absoluta”.
Gorbachov, depois de sua saída do palco político da Rússia, criou a fundação Gorbachov, que tem como lema: “Indo em direção a uma Nova Civilização”, e formulou planos para a Cruz Verde Internacional, sua versão de atividade ecumênica, para a “aliança espiritual de todos verdadeiros crentes no habitat terreno do homem”.
Qual o papel de Gorbachov no âmbito da Nova Ordem Mundial? Alguns pensam que ele seria o líder ideal para um mundo globalizado... Atualmente, parecem existir vínculos de Michail Gorbachov e a promoção do ecumenismo pela ONU, e uma certa ligação sua com algumas pessoas proeminentes vinculadas ao movimento New Age.
O padre Malachi Martin afirma algumas coisas muito estranhas ainda a respeito de Gorbachov, como ao alegar a providência divina teria salvo Gorbachov do golpe de estado de agosto de 1991, e que o papa acharia que Gorbachov seria um instrumento de Nossa Senhora. Uma espécie de facilitador para uma eventual peregrinação do papa ao leste europeu (Outra afirmação de pouca credibilidade).
6.2 – O Fim da União Soviética e a Rússia de Hoje
De acordo com Malachi Martin não houve revolução expontânea do povo em 1989 (URSS). O sistema soviético não implodiu. Não existiu uma falha súbita no sistema soviético. Ouve na verdade um “acerto” para acabar com a URSS, decidida por homens que realmente detêm o poder para decidir a vida e a morte na sociedade de nações. O papa, no livro, disse que eles eram os patrões de Michail Gorbachov e que eles ordenaram que ele desmantelasse o império soviético.
A URSS não teria lugar na Nova Ordem Mundial, por isto ela foi dissolvida.
O autor diz, pela boca do papa, que “O sistema leninista com seus mestres espiões, seus propagandistas, seus comandantes de campo de concentração, seu carcereiros, guardas e torturadores – e todo o aparato maligno da URSS – não deixou de existir”. Salta aos olhos que o presidente atual da Rússia, e provável vencedor das próximas eleições russas, Vladimir Putin, foi diretor da KGB. O patriarca Russo (Kiril na época) sempre colaborou com os leninistas, e era um agente da KGB.
O autor menciona que os EUA votou na ONU pela concessão à Rússia e seus aliados o status de “observadores” da OTAN, e status regional na própria ONU. Isto sancionaria o domínio Russo sobre os países em suas cercanias e um pouco mais além.
Portanto, se a Rússia não é mais considerada uma superpotência, ela ainda possui o aparato da antiga URSS e a influência sobre os países que a compunham, agora com o aval dos EUA e da ONU, e até com sua colaboração.
De acordo com o autor, o interesse imediato dos EUA nos países da antiga URSS, principalmente a Rússia, é ter um apoio de peso para fazer frente à União Européia ocidental que estaria em formação.
O autor lembra que devido a nova aliança entre EUA e Rússia, existe uma amnésia do ocidente, que se esqueceu de todas as atividades ilícitas e de espionagem que a URSS empreendeu. Esqueceram os 75000 agentes que os russos implantaram ao redor do mundo, principalmente nas Américas e os 35.000 soldados americanos capturados pelos Russos que nunca foram devolvidos.
O padre Malachi Martin conta ainda em seu livro que na Rússia existe uma indústria de aborto que processa fetos abortados como se fossem uma matéria prima qualquer. O papa teria visto um vídeo no qual os bebês são abortados e colocados numa linha de produção industrial onde são esquartejados (alguns ainda vivos), empacotados e remetidos a várias partes do mundo para indústrias de cosméticos e centros de pesquisa.
6.3 – A mensagem de Fátima e a Rússia
Uma das solicitações mais memoráveis que Nossa Senhora fez em Fátima foi que o Papa fizesse a consagração da Rússia ao seu imaculado coração, em conjunto com os bispos do mundo inteiro. Não obstante, de acordo com Malachi Martin, o papa, ao ser perguntado se faria a consagração da Rússia, como mandado por Nossa Senhora em Fátima, teria respondido:
“Não. Eu não sou o papa de 1960 . Ela não me disse para fazer isto. Eu não tenho mandato nenhum em relação a isto . O que eu quero é restituir ao povo Russo seu amado Ícone de Nossa Senhora de Kazan, que atualmente está na posse da Santa Sé. E quero ir a Kiev, porque foi lá que o Príncipe Vladimir batizou aos Russos mil anos atrás, em massa, nas águas do Dnieper.”
A irmã Lúcia, única dos três videntes de Fátima viva até hoje, teria sido colocada em isolamento a mando do Cardeal Casaroli, que a impediu de falar com quem quer que fosse, mesmo (e talvez principalmente) o Papa. Contudo, o Papa teria conseguido se reunir com ela no início da década de 90.
6.4 – A Nova Ordem Mundial
De acordo com Malachi Martin nós, de fato, já vivemos sob uma nova ordem mundial, onde os principais acontecimentos nacionais atendem a interesses globalistas, e onde uma pequena minoria de pessoas que controlam as finanças mundiais, também controlam e manipulam a política internacional, tal é a dependência dos estados modernos do sistema financeiro internacional.
Segundo o autor, tais pessoas teriam engendrado a Guerra da Bósnia, e também teriam decretado o fim da existência da URSS. A Guerra da Bósnia foi planejada para que o mundo se acostumasse com a idéia de que uma força multinacional pode agir em conflitos nacionais, dando assim mais autonomia e direitos de ação à ONU. (Parte do plano do Concilium 13).
Segundo Malachi Martin, não existe coincidência no fato do aborto, da eutanásia e da destruição da estrutura familiar através da promoção do homossexualismo e da libertinagem estarem na ordem do dia de vários países ao redor do mundo. Ele alega que o que existe é um esforço coordenado. O que o que é feito localmente, é feito para atender ao interesse de tal grupo de pessoas que controlam a política internacional.
Um exemplo que ele nos dá é o documento americano National Security Study Memorandum 200: Implications of Wordlwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests – NSSM 200. Este documento apontou treze países estratégicos como fonte de matéria prima vital para os EUA e mercados importantes para os serviços e bens do ocidente: Índia, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia. O memorando dizia que a taxa de natalidade de tais países era considerada muito alta para estabilidade.
O documento recomendava que os governos americanos dessem assistência a estes países e a outros, de forma a aumentar o uso de contraceptivos, aborto e esterilização de ambos os sexos.
Segundo Malachi Martin, o ex-presidente americano Bill Clinton se indispôs contra João Paulo II porque o Papa teria denunciado que seu governo promovia o horrendo aborto por parto parcial, que o governo americano atual pretende banir.
7 - O Papa Eslavo
Uma das discussões mais marcantes do livro é a respeito do papa Eslavo (supostamente João Paulo II). Este se apresenta como um campeão da vida, lutando com todas as suas forças contra o aborto, contra a eutanásia, contra a ruína da estrutura familiar. Entretanto, ele abandonou a tarefa de vigiar pela ortodoxia dos fiéis e do clero, e promove um ecumenismo insano e insensato.
Malachi Martin ao longo do livro oferece diversas opiniões a respeito do Sumo Pontífice e sobre toda a sua ambigüidade, revelando ao final do livro o que entende ser o pensamento do Papa e porque ele age de maneira tão heterodoxa em assuntos cruciais da Igreja, e ainda, porque ele se recusa a punir bispos e teólogos rebeldes.
7.1 – O papa e Nossa Senhora de Fátima.
Malachi Martin descreve o papa como um devoto de Nossa Senhora de Fátima, porém com uma devoção pouco arrazoada, mais sentimental.
Segundo o autor, o Papa sempre espera um sinal dos céus para tomar alguma medida crucial, e ainda segundo ele, o Papa teria realmente tido uma visão de Nossa Senhora.
Ao papa teria sido mostrado o milagre do sol, como foi mostrado em Fátima em 1917. (Outra alegação que considero dúbia).
>7.2 – Ambigüidades do Papa
O padre Malachi Martin faz seus personagens do livro discorrerem sobre o possível motivo da ambigüidade e inatividade do Papa, e porque ele deixa que a heterodoxia tome conta da Igreja. Abaixo as opiniões expressas pelos personagens, e que refletem as justificativas que muitos dão para as atitudes contraditórias do papa Eslavo:
  1. O papa é um prisioneiro virtual do Vaticano – como o papa Pio IX tinha sido em seu tempo - e seu campo de ação é muito limitado. Segundo esta opinião, cardeais que acumularam poder de Secretariado de Estado, Congregação dos Ritos, Influência no Colégio Cardinalício, etc, isolaram o Papa, tornando sua movimentação muito restrita.
  2. O papa seria maçom? Malachi Martin faz analogia entre objetivos políticos do Papa com os da Maçonaria Americana.
  3. O papa, para combater o contexto anti religioso e irracional crescente em escala global, tenta minimizar as diferenças entre as opiniões religiosas entre católicos e não católicos ao mesmo tempo que tenta manter as doutrinas reveladas e as práticas essenciais da Igreja. O papa não tem escolha a não ser fazer crescer mais sua popularidade, para se manter ativo nos affairs da humanidade. Ele enfatizaria para isto as coisas que une todos os povos, católicos e não católicos, pois todas religiões enfrentam a mesma ameaça. Ele redobraria seus esforços de levar a graça de Deus com ele como Papa enquanto fala a linguagem do mundo.
  4. O papa é incompetente para governar a Igreja.
  5. Ele decidiu se associar aos chamados progressistas em sua Igreja e com os centros de poder fora de sua Igreja, na esperança de mudar a situação durante algum ponto do trajeto.
  6. O papa tem suas próprias idéias formadas a respeito do vindouro mundo do terceiro milênio, e considera que a estrutura de sua Igreja seja descartável, e espera que ele seja reposta por um estrutura ainda desconhecida. Ele acha que o que acontecendo na Igreja é por bem. Ele não se arrepende de nada. Ele não quer trazer a antiga estrutura de volta.
  7. O papa na verdade não tem a fé perfeitamente ortodoxa e é adepto da Nova Teologia e acredita profundamente num ecumenismo sem conversão. Seus mentores intelectuais foram modernistas, alguns dos quais condenados pela Igreja. Esta é de fato, a opinião expressa por Malachi Martin ao final de seu livro.
7.3 – O Papa com relação ao Satanismo e à Maçonaria.
No livro, o papa manifestou a um cardeal sua impressão de que alguma coisa foi feita no campo espiritual para que o diabo conseguisse perverter tanto a Igreja nos dias de hoje. Neste ponto, ele ainda não sabia da entronização de satanás em uma capela do Vaticano. Ao final do livro, se revela que o papa acabou por ficar sabendo a verdade sobre a entronização do diabo numa capela do Vaticano.
O problema da pedofilia nos EUA já era conhecido anteriormente ao fatos que eclodiram recentemente. Ele reconhece que o problema ocorre em toda Igreja, mas que o epicentro seria os EUA. Também tinha consciência que o Satanismo se alastrara muito por lá, tanto entre os clérigos quanto entre os leigos.
Ao saber de quão difundido estava o satanismo na Igreja, o papa decidiu fazer uma encíclica falando ex-cathedra, condenando as atividades homossexuais e toda forma de rituais e organizações satanistas. De acordo com esta suposta carta, quem violasse estes mandatos estaria automaticamente excomungado. Também seriam inclusos nesta encíclica conceitos básicos de moral sexual como contracepção e métodos atuais de controle populacional. (Quem dera fosse verdade...)
7.4 – A mentalidade do Papa
Malachi Martin descreve o papa como uma pessoa de grande carisma, com fortes tendências emocionais, e que tem fincado profundamente em seu pensamento os erros modernistas.
O papa eslavo se considera como nada mais do que um bispo muito importante entre quatro mil outros bispos importantes. Ele pensa não poder interferir com seus bispos em suas dioceses. Ele acredita que eles (o papa e os bispos) são equivalentes em poder e jurisdição.
O papa abriu mão das chaves petrinas, compartilhando-a com os cardeais da cúria, pois ele acredita no colegiado. O papa fez do papado uma instituição colegial. O papa Eslavo segue realmente o exemplo de Paulo VI e João XXIII. Isto já ocorreria na prática, no Vaticano, e o que falta é apenas a oficialização. O papa não mais aponta bispos, decide se ensinamentos são heréticos ou quem vai se tornar cardeal sozinho. Ele o faz junto com a cúria. (Colegiado de fato).
7.5 – O Papa e o Ecumenismo
No livro, quando era apenas bispo participando do Vaticano II, o Papa Eslavo foi um dos arquitetos chefes do documento Gaudium et Spes, a encíclica que deu inicio e embasamento para o ecumenismo promovido pela Igreja atualmente. Ele pretende incluir todas as religiões em seu ministério, mas sem nada da velha e usual insistência que todos se tornem católicos.
Segundo M. Martin, o papa viaja o mundo inteiro e encontra com povos e religiões porque ele acredita nas semente de sabedoria que o Espirito Santo plantou na consciência dos povos, tribos clãs. Esta posição do papa demonstra o quão de acordo com o ecumenismo modernista ele está e o seu compromisso antes com o mundo e depois para com a ortodoxia da Igreja.
8 - Conclusão
O livro se encerra com um “Gran Finale” e com um enorme ponto de interrogação. É um grande livro, que ao mesmo tempo desenvolve uma história interessante e nos insinua segredos internos deste misterioso mecanismo burocrático e diplomático que é o Vaticano, colocando às claras os sinais de que mudanças profundas estão acontecendo tanto na sociedade e na Igreja principalmente, pois a Igreja é a mola mestra do mundo. Tudo orquestrado de forma consciente e objetiva pelo Inimigo.
Porem, o próprio Malachi Martin, nos lembra que, nestes tempos difíceis, onde a Igreja parece agonizar, o mandato divino de que “as portas do inferno não prevalecerão” contra ela.



Para citar este texto:
Pedrosa, Paulo Sérgio R. - "Resenha do livro "Windswept House""
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=re...
Obs.: Esse livro do Malachi Martin não tem tradução em português, infelizmente, mas o site Montfort colocou uma resenha do livro.


Olavo de Carvalho confirma a infiltração da KGB e dos Illuminati na Igreja Católica:

http://youtu.be/5Cm3Ken9fKg
Postado por zulma em:
http://portaldosanjos.ning.com/group/magisterluxrevelandomistrios/f...

Postado por Luisa Afonso em:
http://claudiovelasco.ning.com/profiles/blog/new
  Fonte : http://claudiovelasco.ning.com/profiles/blogs/resenha-do-livro-windswept-house-a-casa-varrida-pelos-ventos-um-r

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Anjos da Guarda ou o "Fator Terceiro Homem"? (The Third Man Factor)



Um sobrevivente do 11 de setembro, um astronauta e um mergulhador vivenciaram incidentes bastante distintos, mas com um ponto surpreendentemente em comum: eles dizem ter sentido uma presença misteriosa que os protegeu neste momento de grande perigo. O que dizer destas presenças? Elas podem ser explicadas? Os religiosos as chamam de anjos da guarda ou encontros divinos. Poderiam ser anjos? Fantasmas? Ou seria apenas fruto de sua imaginação? O documentário mergulha fundo neste fenômeno para quebrar a barreira entre a ciência e o sobrenatural.





Sinopse

O Factor Terceiro Homem resulta de uma ideia extraordinária: que aqueles que se encontram às portas da morte, frequentemente aventureiros e exploradores, sentem a presença de uma espécie de ser incorpóreo a seu lado que os encoraja a sobreviver.


O mais espantoso é que ao longo dos anos, este fenómeno tem ocorrido com frequência, nos mais variados casos: desde sobreviventes do 11 de Setembro, a alpinistas, mergulhadores, exploradores dos pólos, prisioneiros de guerra, marinheiros solitários, aviadores e astronautas. Todos escaparam a acontecimentos traumáticos e contam histórias surpreendentemente parecidas que revelam a presença de uma espécie de guardião.


Esta força misteriosa tem sido justificada de diferentes formas: desde alucinações a intervenção divina. Pesquisas neurológicas recentes sugerem, porém, outra coisa. Neste livro John Geiger combina história, análise científica e aventuras notáveis para explicar este segredo da sobrevivência, um Terceiro Homem que - parafraseando o lendário alpinista italiano Reinhold Messner - «nos permite o impossível».

O Factor Terceiro Homem de John Geiger


Extraído de: http://www.wook.pt/ficha/o-factor-terceiro-homem/a/id/1801409




Em 1933, o explorador britânico Frank Smyth quase se tornou a primeira pessoa a chegar ao cume do Monte Everest. A jornada para o topo da montanha foi árdua e quase desastrosa; sua caminhada inteira tinha ficado para trás, incapaz de fazê-la através do vento varrendo e oxigênio, neve, gelo baixos. Smyth continuou, mas nunca chegou ao topo - ele perdeu por 1.000 pés (equivalente a 1 metro).

Mais tarde, escrevendo em seu diário, Smyth descreveu algo que os cientistas geralmente se referem como o "Fator Terceiro Homem".


Ele contou como em um ponto na subida, ele enfiou a mão no bolso, tirou um pedaço de balo de hortelã Kendal, partiu-a ao meio e virou-se para dar a outra metade para um companheiro. Mas não havia ninguém lá: "Todo o tempo que eu estava subindo sozinho, eu tinha um forte sentimento de que eu estava acompanhado por uma segunda pessoa O sentimento era tão forte que eliminou completamente toda a solidão que eu poderia ter sentido.".

Geiger
Foto por Daniel J. CattJohn Geiger é o autor de quatro outras obras de não-ficção, incluindo congelados In Time: The Fate of a Expedição Franklin.



O escritor John Geiger, autor das crônicas do fenômeno companheiro fantasma em seu novo livro, O Fator Terceiro Homem: Sobreviventes do Impossível explica que o Terceiro Homem é um ser invisível que intervém em um momento crítico - quando as pessoas estão em grande stress ou em uma luta de vida ou morte - para ajudar, dar conforto ou apoio.

"Claramente há uma explicação espiritual ou religiosa a esse fenômeno", diz Geiger Guy Raz. Mas ele também diz que há forte ciência por trás do Terceiro Homem: "Muitos céticos e não crentes também tiveram essa experiência e que atribuí-la a outras explicações não há certamente alguma ciência muito interessante por trás disso."

Geiger passou cinco anos rastreando as histórias de pessoas que já experimentaram o fenômeno Terceiro Homem. Ele abre seu livro com a história de Ron DiFrancesco, um trabalhador no World Trade Center em 11/09.
DiFrancesco estava no chão da Torre 84 Sul, quando o segundo avião bateu. Ele tentou fazer o seu caminho para baixo da escada, mas foi forçado a deitar-se para evitar um grande incêndio e fumaça espessa. Foi então que ele se lembra sensação de que algo agarrou sua mão e conduzi-lo fora. DiFrancesco foi a última pessoa a deixar a Torre Sul desabou antes.
Geiger diz que as explicações científicas por trás da gama Terceiro Homem a partir de reações bio-químicas, uma falha na atividade cerebral (sensação de corpo de desligar).
"Se entendermos que o Fator de Terceiro Homem é uma parte de nós, o caminho é a adrenalina ... então podemos começar a acessá-lo mais facilmente", explica ele. "Não é uma alucinação no sentido de que as alucinações são desordem. Então podemos começar a acessá-lo mais facilmente."
- John Geiger


"Se entendermos que o Fator de Terceiro Homem é uma parte de nós, a forma como a adrenalina é ... então podemos começar a acessá-la mais facilmente," ele explica. "Não é uma alucinação no sentido que as alucinações são desordenamento. Este é um guia muito útil e ordenado."

Um dos exemplos mais famosos do fenômeno ocorreu durante a expedição de Sir Ernest Shackleton à Antárctica em 1916. O barco da equipe ficou preso no gelo e eles foram forçados a fazer uma cansativa jornada em cadeias de montanhas e geleiras a uma estação de caça às baleias na Baía Stromness. Shackleton escreveu mais tarde: "Eu sei que durante essa longa marcha e trasfega de 36 horas sobre as montanhas e geleiras sem nome, pareceu-me muitas vezes que eram quatro e não três."


Mais tarde, o poeta T.S. Eliot, lê Shackleton e conta de um misterioso "quarto" homem e tomou alguma licença poética com a idéia, incluindo-a em seu famoso poema, The Waste Land ("terra desolada") . Ele virou o quarto de Shackleton em um terço - e é aí que o fenômeno recebe o seu nome:
Quem é o terceiro que caminha sempre ao seu lado?
Quando eu contar, há apenas você e eu juntos
Mas quando eu olho em frente até a estrada branca
Há sempre um outro caminhando ao seu lado um
A esgueirar-se, envolto em um manto marrom, encapuzado.
Não sei se um homem ou uma mulher
- Mas quem é esse que te segue a seu lado?


"É uma capacidade surpreendente, se você pensar", diz Geiger.
"E isso meio que sugere a idéia de que como seres humanos nunca estamos verdadeiramente sozinhos, que temos essa capacidade de recorrer a este recurso quando mais precisamos em nossas vidas."
__________________________

Trecho: "O Fator Terceiro Homem '

Cover
NOTA: As notas de rodapé a partir deste trecho foram removidas.


Capítulo Um: O Terceiro Homem


Ron DiFrancesco estava em sua mesa no Euro Brokers, uma firma de negociação financeira, no chão octagésimo quarto da Torre Sul do World Trade Center em Nova York quando o avião atingiu a Torre Norte em frente dele. Era 08h46 em 11 de setembro de 2001.


Houve um grande estrondo, e as luzes da Torre Sul piscaram. Fumaça, cinza derramada da Torre Norte. No momento de impacto, todas as escadas na Torre Norte se tornaram intransitável a partir do nonagésimo segundo andar para cima, prendendo 1.356 pessoas. Alguns agitavam desesperadamente por ajuda. A maioria dos que trabalhavam na Euro Brokers começaram a evacuar o edifício, mas DiFrancesco ficou. Poucos minutos depois, um anúncio preciso foi transmitido ao longo do sistema do edifício: “Um incidente ocorreu em outro edifício, mas "construção” da Torre Dois é segura. Não há necessidade de evacuar o Edifício Dois. Se você está no meio de evacuação, você pode retornar ao seu escritório usando as portas de reentrada nos pisos de reentrada e os elevadores para retornar ao seu escritório. Repito, o Edifício Dois é seguro.... "

DiFrancesco, um corretor do mercado monetário originalmente de Hamilton, Ontario, telefonou para sua esposa, Maria, para lhe dizer que um avião tinha batido a outra torre, mas que ele estava bem e pretendia permanecer no trabalho. "Foi a torre um que foi atingida, eu estou na torre dois", disse a ela. Ele tentou se concentrar sua atenção nas telas de dados financeiros sobre sua mesa. Em seguida, um amigo de Toronto chamou: "Caia fora", disse ele. Eles falaram brevemente, então DiFrancesco concordou. Ele chamou alguns clientes importantes e sua esposa, Mary, novamente, para dizer-lhes da sua mudança de planos. Então ele começou a caminhar em direção a uma plataforma de elevadores.


Às 09h03min AM, 17 minutos após o primeiro impacto, do segundo avião da United Airlines Flight 175, que viajava a 590 quilômetros por hora, atingiu na Torre Sul, acendendo um fogo intenso alimentado por até 11.000 litros de combustível para jatos. O Boeing 767, transportando 56 passageiros, dois pilotos e sete assistentes de vôo, tinha sido comandado por terroristas da Al-Qaeda depois de decolar do Logan de Boston Aeroporto Internacional de rota para Los Angeles. Apareceu na face sul do edifício entre os andares 77 e 85. O avião inclinou um pouco antes de se chocar contra o prédio.
A fuselagem rasgou os escritórios da Euro Brokers, dos escritórios do Banco Fuji no septuagésimo nono e através do octagésimo segundo andares.

DiFrancesco foi arremessado contra a parede e regado com painéis do teto e outros detritos. Suportes, dutos de ar e cabos surgiram a partir do teto. O prédio balançava. O pregão que ele tinha acabado de sair já não existia. DiFrancesco entrou na escadaria A.A Torre Sul tinha três escadas de emergência. Por sorte, ele tinha tropeçado sobre a única que oferecia esperança de fuga para pessoas acima da zona de impacto. A escada era protegida contra a destruição por um elevador enorme na casa de máquinas do octogésimo primeiro andar, onde o nariz do 767 teve sucesso.
O equipamento do elevador percorreu mais da metade do espaço no chão, e forçou os arquitetos da torre para a escadaria. A rota do centro do prédio em direção ao ponto mais distante noroeste da zona de impacto. DiFrancesco foi acompanhado por outros na escada e todos começaram a descer. A escada foi esfumaçada, iluminada apenas por uma lanterna carregada por Brian Clark, executivo vice-presidente da Euro Brokers e um chefe de bombeiros voluntários no chão do octogésimo quarto andar. Três lances para baixo, eles encontraram uma mulher e um colega do sexo masculino que foram chegando. "Você tem que ir para cima. Você não pode ir para baixo", insistiu a mulher. "Há muita fumaça e chamas abaixo."



Eles debateram se deveriam subir esperar pelos bombeiros ou um resgate no último andar de helicóptero, ou persistir com a sua descida, arriscando à fumaça e chamas. Clark brilhou sua lanterna no rosto de seus colegas, pedindo a cada um, "Para cima ou para baixo?" Eles ouviram alguém chamar para ajudar.

Brian Clark pegou DiFrancesco pela manga. "Vamos, Ron. Vamos começar companheiro." Os dois homens deixaram a escada e lutaram por entre os escombros no chão octogésimo primeiro andar para localizar a pessoa. Mas logo DiFrancesco foi superado pela fumaça. Ele tinha uma mochila, e segurou-a sobre o rosto em uma tentativa de filtrar o ar. Mas não estava ajudando, e ele foi forçado a recuar. Com falta de ar, ele decidiu subir, na esperança de escapar da fumaça. Ele escalou vários lances, mas em cada pausa, quando ele testava as portas corta-fogo, ele descobriu que estavam trancadas. Um mecanismo projetado para evitar fumaça de inundar o prédio tinha defeito após o impacto, evitando que qualquer uma das portas, mesmo em pisos designados de reentrada fossem abertas. Ele continuou a subir e, finalmente, encontrou-se com alguns colegas de Corretores Euro, vários dos quais estavam ajudando a mulher. Ela tinha convencido a todos que a melhor rota de fuga era até a torre sul.


Mas como DiFrancesco continuou a subir, a escada se tornou mais lotada. Todas as portas corta-fogo estavam trancadas. Ele adivinhou que tinha atingido o piso nonagésimo primeiro do edifício de 110 andares. Ron DiFrancesco é normalmente imperturbável. Ele é um corretor do mercado de dinheiro em um negócio em que desafio é enorme e que exige nervos de aço. Mas ele é um pouco claustrofóbico, e com a fumaça intensificando, ele começou a entrar em pânico. Pensou em sua família, que ele tinha de ver sua esposa e filhos novamente a todo o custo. Ele determinou "vamos fazer isso." DiFrancesco decidiu virar-se e começar a recuar. Desta vez, a situação era muito pior, a fumaça espessa atingiu a escada estreita.

Ele tateou o seu caminho para baixo, incapaz de ver mais do que poucos metros à frente. Ele parou em um local no meio da zona de impacto do septuagésimo nono ou octogésimo andar. Superados pela fumaça, juntaram-se outros, cerca de uma dúzia de pessoas no total, de bruços estendidos no chão de concreto, outros agachados nos cantos, todos com falta de ar. Eles foram impedidos de descer por uma parede que desabou. Ele podia ver o pânico em seus olhos e medo. Alguns estavam chorando. Vários começaram a deslizar para a inconsciência.



Então, algo notável aconteceu: "Alguém me disse para me levantar." Alguém, ele disse, "me chamou". A voz ativa era do sexo masculino, mas não pertencia nenhuma das pessoas na insistente: "Levanta-te!" É dirigida a DiFrancesco pelo seu primeiro nome, e deu-lhe encorajamento: "Foi, 'Hey Você pode fazer isso!'". Mas era mais do que uma voz, havia também uma sensação nítida de uma presença física.

Muitas pessoas em fração de segundo tomam decisões que um dia determinaram se eles viveriam ou morreriam. O que é diferente sobre Ron DiFrancesco é que, em um momento crítico, ele recebeu ajuda de uma fonte aparentemente externa. Ele tinha a sensação de que "alguém o levantou." Ele sentiu que estava sendo guiado: "fui levado para as escadas e não acho que algo agarrou minha mão, mas eu estava definitivamente sendo levado."


Ele retomou a sua descida, e logo vi um ponto de luz. Seguiu-a, lutando em seu caminho através de placa de reboco e outros detritos que desabaram, obstruindo a escada. Então ele encontrou as chamas e recuou do fogo. Mas ainda alguém o ajudou. "Um anjo" pediu-lhe ao longo. "Havia ainda o perigo, por isso levou-me à escada, me levou a romper, levou-me a correr pelo fogo. . . . Houve, obviamente, alguém me incentivando. Isso não é onde você vai, você não vai para o fogo. . . .” Ele cobriu a cabeça com seus braços e continuou a descer, agora em corrida. Ele foi queimado pelo fogo.
Ele acreditava que as chamas continuaram por três histórias.

Finalmente, ele chegou a uma clara, iluminada escada abaixo do fogo, no septuagésimo sexto andar. Só então, por fim, veio o sentido de um ajudante benevolente, que tinha estado com ele por cinco minutos. DiFrancesco disse: "Eu acho que, nesse momento..., deixe-me ir."

Quando ele estava fazendo o seu caminho de descida, ele passou três bombeiros subindo as escadas. "Estou tendo dificuldade para respirar", disse ele. Foi-lhe dito que ele iria encontrar ajuda na parte inferior. DiFrancesco continuou o mais rápido que pôde, para finalmente, chegar ao nível da praça. Dirigiu-se para uma saída, mas foi parado por um guarda de segurança que lhe disse que era muito perigoso. Ele olhou com horror dos destroços e vítimas. Ele foi direcionado para outra saída. Ele caminhou de volta através do concurso para a saída nordeste, perto da Church Street. Ele ainda estava em extremo perigo. Cinqüenta e seis minutos se passaram desde que o avião bateu. O impacto tinha cortado muitas das colunas verticais da Torre Sul do suporte. O calor da explosão e o incêndio teriam enfraquecido as treliças de aço.


Os pisos do edifício aleijado começaram como uma "panqueca em queda" em um colapso andar por andar. Quando ele se aproximou da saída da Rua da Igreja, DiFrancesco ouviu um "barulho impiedoso." Ele viu uma bola de fogo como comprimido a construção. Ele não sabe o que aconteceu depois e esteve inconsciente por algum tempo após sua fuga e acordou muito mais tarde no hospital St. Vincent, em Manhattan.


Ron DiFrancesco foi a última pessoa sair da Torre Sul do World Trade Center antes que ele descesse às 09:59.


A Torre Sul entrou em colapso em dez segundos, causando uma tempestade feroz e uma enorme nuvem de detritos. De acordo com o relatório oficial da Comissão de 9 / 11, DiFrancesco foi uma das apenas quatro pessoas a escapar do prédio por cima do octagésimo primeiro andar, o centro de impacto para a United Airlines Flight 175.


Momentos antes de a torre desabar, o escritório do departamento da Polícia de New York informou de que tinham encontrado um fluxo de pessoas descendo uma escadaria no vigésimo nível. Nenhuma dessas pessoas sobreviveu, mas acredita-se que eles estavam descendo do alto da zona de impacto e caso tivessem seguido conduzir DiFrancesco, mas não imediatamente, e até mesmo alguns segundos depois teria sido tarde demais.

DiFrancesco não consegue entender por que ele sobreviveu quando tantos outros não. Mas ele não tem dúvida sobre o motivo de sua fuga. Um homem de profundas convicções religiosas, ele atribui isso a uma intervenção divina.


***



A madrugada era perfeitamente imóvel e silenciosa. James Sevigny, um estudante universitário 28 anos de idade, originalmente de Hanover, New Hampshire, e seu amigo Richard Whitmire decididos subir Deltaform, uma montanha nas Montanhas Rochosas canadenses, perto do Lago Louise, Alberta. Subiram um barranco de gelo, à luz de inverno na tarde brilhante em 01 de abril de 1983.

Amarrados juntos e com parafusos de gelo em sua escalada.

Whitmire, 33 anos de idade de Bellingham, Washington, estava na liderança e em um ponto de corte um pouco de gelo solto. Gritou um aviso "Queda de gelo!" Para Sevigny abaixo. O gelo catapultou seguido pelo colapso de um campo de neve acima na face norte. Um rugido tremendo quebrou o silêncio, a luz brilhante foi consumida pela escuridão instantânea. Uma avalanche varreu os dois homens quase dois mil pés até a base da Deltaform.


Sevigny estava inconsciente, quase desde o momento em que a avalanche aconteceu. Whitmire poderia ter escapado não tivesse o par sido amarrados juntos.

Sevigny recuperou a consciência, ele adivinhou, uma hora depois. Ele foi gravemente ferido, quebrado em dois lugares. Um braço foi fraturado, o outro tinha cortado os nervos de uma escápula quebrada e estava pendurado frouxamente ao seu lado. Ele tinha quebrado costelas, rompeu ligamentos nos dois joelhos, sofreu hemorragia interna, e seu nariz e os dentes quebraram. Ele não tinha idéia de onde ele estava e o que tinha acontecido com ele. No início ele pensou que poderia estar no Nepal, onde passou seis meses de trekking alguns anos antes. Sevigny terminou seu mestrado e no momento do acidente era basicamente uma "bum escalada", vivendo fora de seu Volkswagen. Demorou um pouco para ele reconhecer a montanha, mas gradualmente Sevigny lembrou-se da subida, e se esforçou em seus pés para procurar seu amigo.


Whitmire estava nas proximidades, e de seu corpo deformado, ficou claro que ele estava morto. Sevigny deitou ao lado dele, certo de que ele seguiria logo. "Eu percebi que se eu caísse no sono, seria a maneira mais fácil de ir." Ele ficou ali por cerca de 20 minutos. Gradualmente foi substituído pela sensação de calor provocada pelo choque e hipotermia, e ele começou a cochilar. Ele percebeu que não havia nada no vasto abismo que separa da vida e da morte, mas sim uma linha muito fina, e naquele momento, Sevigny pensou que seria mais fácil cruzar a linha do que lutar por diante.


Ele então sentiu uma sensação súbita e estranha de um ser invisível muito perto. "Era algo que eu não podia ver, mas era uma presença física." A presença comunicada mentalmente, e sua mensagem era clara: "Você não pode desistir, você tem que tentar."


Ele me disse o que fazer. A única decisão que eu tinha feito naquele momento estava a deitar-se ao lado de Rick e para adormecer e para aceitar a morte. Essa é a única decisão que eu fiz. Todas as decisões tomadas após a que foram feitas pela presença. Eu estava apenas recebendo instruções. . . . Eu entendi o que ele queria que eu fizesse. Ele queria que eu vivesse.



A presença exortou Sevigny para se levantar. Ele dispensou conselhos práticos. Ele disse-lhe, por exemplo, para acompanhar o sangue pingando da ponta do seu nariz como se fosse uma seta apontando o caminho. Enquanto caminhava, ele manteve rompendo a crosta da neve profunda, e era quase incapaz de puxar seus pés para trás por causa de seus ferimentos. Parte do tempo ele rastreado. A presença, que ficou atrás de seu ombro direito, implorou-lhe para continuar, mesmo quando a luta para sobreviver parecia insustentável. E quando ele se calou, Sevigny ainda sabia que seu companheiro estava por perto. Devido à sua enorme empatia, pensou a presença como uma mulher. Ela acompanhou Sevigny em todo o Vale dos Dez Picos, para o acampamento, onde ele e Whitmire tinham iniciado naquele dia, um ponto onde esperava que ele pudesse encontrar comida e calor, e talvez ajudar. Tais eram seus ferimentos que levou o dia todo para fazer a travessia de cerca de um quilômetro, e sua companheira estava com ele a cada passo do caminho.

Quando chegou ao acampamento, Sevigny não poderia rastejar em seu saco de dormir, porque seus ferimentos eram muito graves, e ele não podia comer porque seus dentes estavam quebrados e seu rosto estava inchado. Ele não podia nem acender o fogão. Sentou-se e, a partir da posição do sol, percebeu que era tarde. Ele acreditava que em um par de horas que ele estaria morto, afinal. "Lembro-me de saber que eu estava prestes a morrer, pateticamente, em posição fetal na neve." Ele sempre sentiu que poderia morrer ao subir, por isso não foi nenhuma surpresa real, mas ele pensou em como sua mãe seria devastada. Então, de uma só vez, ele pensou ter ouvido outras vozes, e gritou por ajuda. Não houve resposta. Foi nesse momento que ele sentiu a presença sair. "Ela se foi, não havia nada lá, não havia presença. Não havia ninguém me dizendo para fazer qualquer coisa e eu poderia dizer que ela tinha deixado." Pela primeira vez, desde a Avalanche, ele foi dominado por um sentimento de solidão:


O que eu pensava então era eu esteja alucinando, a presença sabe que eu estou morto, e ela acaba de desistir de mim. Mas, como se vê, essas foram as pessoas, e elas vieram para cima. Um deles esquiou e eles voaram-me naquela noite em um helicóptero. Na verdade, a presença tinha deixado porque ela sabia que eu estava seguro.



Allan Derbyshire, que estava em uma festa com outros dois esquiadores cross-country, ouviu um grito fraco: "Ajuda, eu estive em uma avalanche!". Se Derbyshire não tivesse ouvido, Sevigny teria sido deixado para a noite, e quase certamente teria morrido, pois não havia outros esquiadores ou alpinistas na área. Derbyshire o encontrou "cambaleando em má forma.... Eu tenho a impressão de que sua condição era crítica." Apesar disso, Sevigny foi "muito lúcido quando lhe perguntei o que tinha acontecido, embora ele obviamente estivesse fraco, embebido em sangue e em estado de choque." Sevigny, no entanto, não fez nenhuma menção de seu companheiro invisível. Em entrevista a um jornal, especialista em resgate do Banff Parque National, Tim Auger, disse mais tarde que Sevigny "teve sorte, tanto para sobreviver à queda e depois ser descoberto por esquiadores cross-country que passaram na área." Sevigny entendeu que havia mais de sorte envolvida.


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A abertura à caverna subaquática foi pouco maior que os ombros. Quando ela deslizou através, Stephanie Schwabe entrou em um mundo que poucos já viram um mundo de escuridão absoluta agora brilhantemente iluminada por suas luzes. As paredes da caverna cristalina brilhavam como jóias. Ossos brancos de estalactites e estalagmites estenderam a mão para ela como ela nadou mais profundo e mais para ao lado sul de Grand Bahama Island, ao seu destino, mais de 300 metros de distância e 98 metros de profundidade. Por toda a sua estranheza, foi um mergulho de rotina para a exploradora de quarenta anos de idade, debaixo d'água avaliada pela Diver revista International como uma das melhores mergulhadores do mundo exceto para o fato de que ela estava sozinha.

Normalmente, Schwabe mergulhava com seu marido, o explorador britânico Rob Palmer. Ele era um especialista na caverna Buracos Azul das Bahamas, um sistema de espetaculares cavernas submarinas que inclui o mais profundo do mundo conhecido Buraco Azul, uma caverna vertical, dado o seu nome porque a água da gruta é muito mais escura que o azul das águas rasas em torno de ele. É um mundo de apêndices calcite esquelético e imensas catedrais escondidas, habitada apenas por pequenas espécies incolores de vida marinha, muitos desconhecidas para a ciência.


Ainda hoje, a maioria das cavernas permanecem inexplorados. Lair da sereia, uma caverna extensa horizontal, foi uma exceção. Ela havia sido explorada anteriormente por Palmer e Schwabe juntos, mas não neste dia. Palmer havia falecido. Ele não tinha retornado à superfície após um mergulho no Mar Vermelho. Schwabe foi deixada sozinha para continuar seu trabalho desafiador e perigoso, pesquisando os sistemas de caverna nas águas de Bahamian.


Era final de agosto de 1997, e Schwabe, uma geomicrobiologista, estava lá para coletar amostras de sedimentos para outro cientista que estava estudando a poeira do deserto do Saara que, séculos antes, tinha sido transportada por ventos em todo o Oceano Atlântico e depositados no fundo do Lair sereia. O dia já havia sido inesperadamente agitado. Quando ela estava dirigindo até o local de mergulho, Schwabe tinha sido forçado a parar por uma árvore que havia sido derrubada por uma tempestade no dia anterior e estava bloqueando a estrada. Levou toda a sua força para empurrá-lo de lado, e no processo ela sofreu sérias irritações de pele de alcalóides da seiva. Ela decidiu continuar, no entanto, e tendo alcançado seu destino, subiu no equipamento de mergulho e começou seu mergulho, com foco na coleta das amostras e sair rapidamente.


Uma vez que ela atingiu o chão da caverna, ela passou meia hora diligentemente na coleta de amostras de poeira vermelha. Quando ela terminou, Schwabe embalou seu equipamento longe e, pela primeira vez desde que ela tinha chegado ao local, ergueu os olhos. Ela de repente percebeu que ela não podia ver a corda diretriz. Ela procurou por ela, num primeiro momento com calma, mas depois com a ansiedade a aumentar, mas não conseguiu encontrá-la. Mergulho em cavernas é tecnicamente desafiador, ao contrário de outras formas de mergulho, em caso de emergência, o mergulhador não pode subir diretamente à superfície, mas muitas vezes tem de nadar na horizontal, às vezes por um labirinto de passagens estreitas. A orientação é vital para obter com segurança a saída de tais sistemas complexos de caverna submarina. É literalmente uma linha vital. Sem ele, um mergulhador pode rapidamente tornar-se desorientado, eventualmente ficar fora do ar, e ser asfixiado.


Schwabe experimentou um crescente sentimento de pânico. Ela imediatamente percebeu seu erro. Quando ela mergulhou com Palmer, muitas vezes ela confiava nele para servir como seu guia. Neste mergulho, ela tinha caído inadvertidamente o mesmo padrão de idade, e perdeu de vista a linha. "Eu tinha meu mergulho baseada na suposição de não planejado que ele estava lá." Mas ele não estava lá e não tinha sido há meses, ela estava sozinha. Ela checou o medidor do tanque, e percebeu que tinha apenas vinte minutos do final. Schwabe de seu pânico se transformou em raiva. Ela voou em uma raiva, furiosa com Palmer por ele ter falecido e seu sentimento de perda tão palpável quanto o terror que ela sentia. Irritada, também, com si mesma por "ser tão estúpida" cometer um erro elementar de mergulho que ameaçava agora sua própria vida. "Para todos os efeitos, naquele momento, eu tinha desistido da vida. Eu estava pronta para deixar este mundo. Eu estava tão deprimida e eu perdi Rob. Eu tive o suficiente da dor."


Então, no auge da raiva e tristeza, Schwabe disse: "De repente, senti levada e parecia que meu campo de visão tornou-se mais brilhante." Ela sentiu claramente a presença de outro ser com ela. Não havia dúvida em sua mente de que alguém estava com ela na caverna. Ela acreditava ser seu marido morto. Ela ouviu a sua voz, comunicando mentalmente com ela. "Tudo bem, Steffi, acalme-se. Lembre-se, acreditar que pode, acreditar que você não pode, de qualquer forma você está certo. Lembra-se?" É algo que Palmer costumava dizer a ela o tempo todo, agindo como uma invocação à sua força interior. Schwabe estava atordoada pela intervenção, mas era uma ajuda para ela, e a fez acalmar. “Ela se sentou lá no “chão da caverna”, tentando obter uma alça sobre por que o meu cérebro estava indo nesta rota.” Cerca de quinze minutos se passaram desde que ela percebeu que tinha perdido a linha. O tempo estava acabando.


Quando ela olhou para cima novamente, ela o fez com determinação renovada e calma. Ela metodicamente digitalizada da caverna. Ela pensou que viu o flash de uma linha branca. Ao mesmo tempo, ela sentiu como se a presença tivesse ido. Schwabe estava sozinha novamente na caverna. Ela olhou para cima mais uma vez para onde ela teve um vislumbre de sua orientação, e ela viu-o novamente.


Schwabe imediatamente nadou até a linha, e seguiu-a para fora. Eventualmente, ela viu a entrada azul, onde a luz filtrava na caverna. Ela pensou consigo mesma: "Hoje não foi um bom dia para morrer". Ela sentiu como se tivesse sido salva por uma presença que ela tinha certeza era seu marido falecido.



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O encontro de DiFrancesco na Torre Sul do World Trade Center, James Sevigny no pé da Deltaform, e Stephanie Schwabe na Toca da Sereia da Grand Bahama Island podem soar como uma curiosidade, uma ilusão comum compartilhada por algumas mentes sobre stress. Mas o mais incrível é isto: ao longo dos anos, a experiência ocorreu novo e de novo, não só para os sobreviventes de 11/09, alpinistas e mergulhadores, mas também para os exploradores polares, prisioneiros de guerra, marinheiros solo, sobreviventes de um naufrágio, aviadores, e astronautas.

Todos escaparam de eventos traumáticos só para contar histórias notavelmente semelhantes de ter experimentado a presença próxima de um companheiro e ajudante, e até mesmo "de um tipo de pessoa poderosa." Esta presença ofereceu uma sensação de proteção, alívio, orientação e esperança, e deixou a pessoa convencida de que ele ou ela não estava sozinho, mas que havia algum outro ser ao lado dele ou dela, quando por qualquer cálculo normal não havia nenhuma.

Há ao que parece, uma experiência comum que acontece com as pessoas que enfrentam a vida em seus extremos. E por estranho que possa parecer dada a dificuldade cruel que perseverar até chegar a esse lugar, é algo maravilhoso. Esta noção radical de uma presença invisível tem desempenhado um papel no sucesso ou a sobrevivência de pessoas que tenham atingido os limites de resistência humana com base no depoimento extraordinário de um grande número de pessoas que saíram vivos de ambientes extremos.

Para um homem ou mulher, eles relatam que em um ponto crítico que estava unido por um amigo, sem explicação adicional que lhes emprestou o poder de superar as circunstâncias mais terríveis. Há um nome para o fenômeno: é chamado de Fator de Terceiro Homem.

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Mentes estressadas são capazes de jogar alguns truques interessantes.
Quando eu tinha sete anos eu experimentei algo que eu sempre quis experimentar novamente. Eu estava em uma viagem de campo com meu pai, KW Geiger, um geólogo que trabalhava para o Conselho de Pesquisa de Alberta, no levantamento da topografia do leito rochoso sul de Alberta. Foi um dia de verão escaldante, e fomos andando ao longo de uma franja de pastagens ininterrupta perto da margem superior do rio Oldman. Subimos um barranco íngreme e seco. Houve um leve perfume de roseiras pairando no ar ainda. Eu estava seguindo o meu pai quando eu tinha parado em minha trilha por uma cascavel, enrolada e pronta para atacar. O barulho não era calmante, como chocalho de um bebê, mas tinha um zumbido de urgência. A cobra estava embaixo de uma pedra saliente e o mais alarmante, foi entre meu pai e eu. Meu pai tinha passado por ela e estava acima de mim no aterro.
Eu tenho certeza hoje exatamente o que aconteceu depois, e como grande parte da minha memória é real, e quanto é a imaginação fértil de uma criança. Mas eu me lembro de tudo isso muito claramente. Houve um momento de puro terror. Então, de repente houve uma mudança de perspectiva fisiológica. Senti-me separado da minha situação imediata, e examinei a cena por outro ângulo, impossível. Fiquei duas pessoas em dois lugares ao mesmo tempo. Eu vi meu pai e eu vi uma criança, uma criança que só poderia ter sido eu. Se não eu, então quem? No entanto, eu estava vendo tudo se desenrolar a partir de uma distância, como um observador. O tempo parecia lento. E, no entanto tudo acabou em um instante. Meu pai pegou o menino com um braço e, com o que parecia força sobre-humana, armou-lhe por cima do ombro e fora de perigo. Foi uma experiência única inesquecível que não poderia ter acontecido como eu me lembro. Ou poderia? Tudo o que sei é que na minha memória do incidente, quando eu conto, não há dois, mas três pessoas lá.


Então, anos mais tarde, ao ler a narrativa de Sir Ernest Shackleton do Sul, me deparei com o seu relatório estranho de uma presença invisível que se juntou a ele durante sua fuga da Antártida depois que o navio da expedição, Endurance, foi esmagado pelo gelo. Este é o mais famoso de todos esses encontros. Foi a experiência de Shackleton que deu seu nome ao fenômeno: O Terceiro Homem. Quando eu comecei olhando, eu logo descobri outros, relatos semelhantes. Eles eram diferentes da minha própria experiência.
Wilfrid Noyce explicou que a diferença em seu livro, eles sobreviveram: Um Estudo do Will to Live Noyce, um alpinista brilhante e destemido, descreveu como ele estava lutando sobre o esporão de Genebra do Monte Everest sem oxigênio quando ele experimentou uma "sensação de dualidade:" eu era duas pessoas, a calma auto superior restante e bastante afetada pelos esforços da parte inferior ofegante". Minha experiência de própria infância, obviamente acionou em um limite muito inferior, parecia apenas um tal sentimento de dualidade. No entanto, em casos mais plenamente desenvolvidos, Noyce explicou, o fenômeno fortalece e "o segundo eu, por vezes, coloca a roupa de outro ser humano." Isso já aconteceu, uma e outra vez, no alto das montanhas, no mar aberto, na terras congeladas dos pólos. Noyce considerou um "segundo eu".
Mas há muitas outras teorias. Alguns dizem que a O TERCEIRO HOMEM é a prova da existência de anjos da guarda. Alguns dizem que ele é uma alucinação. Alguns dizem que ele é real.

O que está acontecendo aqui?
Ele espantou-me que estas histórias nunca tinham sido coletadas em um único lugar, e assim comecei a montá-las. Por cinco anos e entrei em contato com os sobreviventes, leio revistas antigas escritas à mão, penteado através de narrativas e histórias de exploração publicada sobrevivência.

Às vezes, todas as condições parecia certo para uma experiência, mas não haveria menção a ele em qualquer relato publicado. Então, quando eu iria abordar um sobrevivente como o alpinista britânico Tony Streather, que escapou por pouco da morte na Haramosh no Himalaya iria descobrir que tinha acontecido de novo. Um ser invisível tivesse intervindo para ajudar.

As histórias só cresceram mais surpreendentes, e eu comecei a perceber que eu tinha uma espécie de história natural da aventura em fazer, um registro de todos os desastres que podem acontecer homem no gelo, montanha, mar, terra, ar e espaço, todos ligados pela misteriosa aparição de um terceiro homem. Eu vim para ver não só que eu possuía esse inventário da resposta humana ao extremo perigo, mas também que eu tinha um registro de que é preciso para sobreviver.

O que se segue, então, é algumas das histórias de sobrevivência mais notáveis jamais contadas. Nós compartilhamos uma fascinação vicária com contos de quem enganar a morte, mas aqui as histórias de todos os complementos até algo mais. Só por reviver é possível responder à pergunta: Quem ou o quê é o terceiro homem?

Sempre que possível, eu tenho organizado as contas pelo tipo de empreendimento: exploradores polares, montanhistas, velejadores solo, sobreviventes de um naufrágio, aviadores e astronautas. Gostaria também de dizer aqui que estes representam apenas o melhor das histórias.

Eu coletei muitos mais do que isso, e escolheram antologia das histórias adicionais online.
O site, www.thirdmanfactor.com, não é apenas um repositório para essas histórias, mas também servirá como um lugar onde qualquer um pode postar quer as suas experiências pessoais e histórias de terem lido ou ouvido falar.

Provenientes de todos estes exemplos são vitais cinco regras básicas que governam a aparência do Terceiro Homem e investir a experiência com significado. Estas regras são a patologia de tédio, o princípio de vários gatilhos, o efeito viúva, o fator de musa, e o poder do salvador. Juntos, eles ajudam a explicar o aparecimento do Fator Terceiro Homem. Mas elas são causais na natureza, eles não explicam suas origens ou onde o poder vem.
Ao longo dos anos, várias teorias têm sido propostas para explicar O TERCEIRO HOMEM, e executar em simultâneo com estas, intercaladas entre os capítulos do livro, são contas da busca de uma explicação.

Essas tentativas de entendimento são eles próprios um registro da concepção do homem em mudança de si mesmo. Eles começam com o anjo da guarda, seguidos pela presença sentida e a pessoa sombra. Como clérigos e, em seguida, psicólogos, neurologistas e, finalmente, teorizou-se sobre o fenômeno, a tendência tem sido uma redução gradual de fora para dentro, de Luz, para a mente, para o cérebro.

Se qualquer uma dessas explicações é, finalmente, o suficiente para dar conta do mistério TERCEIRO HOMEM você terá que esperar para ver. Mas na compilação destas histórias, uma coisa, pelo menos, ficou clara para mim. O Terceiro Homem representa uma força real e potente para a sobrevivência, e a capacidade de acesso a esse poder é um fator, talvez o fator mais importante, para determinar quem terá sucesso diante de dificuldades aparentemente intransponíveis, e quem não.

Os biólogos têm um termo para as fronteiras que o mundo físico impõe aos seres humanos: "fisiologia limite." Em algum ponto definível, como mudar as condições, os seres humanos não podem mais ter sucesso, e em um ponto mais crítico, eles não podem mais sobreviver. É uma fórmula baseada em uma série de medições científicas. Por exemplo, um aumento de apenas nove graus Fahrenheit a temperatura corporal provoca insolação fatal, ou em menos 58 graus Fahrenheit congela a pele nua em um minuto. "Para dizer claramente, raramente uma pessoa sobrevive em condições extremas quando outro morre, simplesmente porque um sobrevivente tem maior vontade de viver", escreveu Claude Piantadosi em seu estudo A Biologia da Sobrevivência Humana.



E, no entanto, nestas situações, histórias onde o sucesso parece ser impossível, ou algo de morte iminente acontece. Lá, em meio à ansiedade, medo, sangue, tristeza, sofrimento, exaustão, isolamento e fadiga, é uma existência outra mão estendida, proferindo uma "transfusão de energia, encorajamento e sabedoria instintiva de uma fonte aparentemente externa." A presença aparece, um terceiro homem que, nas palavras do lendário alpinista italiano.
Reinhold Messner, "levá-lo para fora do impossível."


A partir de The Third Man Factor por John Geiger. Copyright (C) 2009 by John Geiger. Published by Weinstein Books. Usado com permissão do editor. Todos os direitos reservados.

Extraído de: http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=112746464
 Publicado por  Andrea Cortiano  em 6 novembro 2011 em Portal dos Anjos e Estrelas de avalon
Fonte : Maria Afonso em 6 novembro 2011 via INSTITUTO CONSCIÊNCIA ADAMANTINA