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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Um sábio diferente...


  Conta-se que vivia em um velho hotel em Marrakech, um homem de nome Vladimir Kolievich.

Falava pouco e quando conversava com os outros hóspedes não fazia referências sobre seu passado.

Deixava, às vezes, escapar observações eruditas, que davam mostras de grande e extraordinário saber.

Uma noite, quando vários hóspedes se encontravam reunidos na sala, uma jovem escritora russa perguntou se alguém saberia onde ficava um rio de nome Falgu.

Embora se tratassem de pessoas cultas e estudiosas, todos confessaram ignorar tal informação.

Para surpresa geral, porém, o misterioso Vladimir aproximou-se dizendo: "o rio falgu fica perto da cidade de Gaya, na Índia.

Para os budistas é considerado um rio sagrado, pois junto a ele Buda teria recebido a inspiração divina."

Diante da admiração de todos, ele continuou: "seu leito apresenta-se coberto de areia, parecendo eternamente seco, árido como um deserto.

O viajante que dele se aproxima não vê água, nem ouve o menor rumor do líquido. Cavando-se, porém, alguns palmos na areia, encontra-se um lençol de água pura e límpida."

E com a simplicidade e a clareza peculiares aos grandes sábios, passou a contar coisas curiosas, não só da índia, mas também de diversas partes do mundo.

Falou sobre "Filanezes", espécie de cadeiras usadas pelos habitantes de Madagascar, quando viajam.

Depois discorreu a respeito da vida e da obra de diversos romancistas franceses.

Todos estavam admirados com a facilidade com que ele passava de um assunto para outro, sem perder a segurança, não deixando pairar qualquer dúvida sobre a extensão de seus conhecimentos.

De repente começou uma forte ventania e algumas pessoas ali presentes mostraram-se assustadas.

Vladimir acalmou a todos, tecendo comentários esclarecedores sobre variados flagelos da natureza.

No dia seguinte um dos hóspedes, seriamente intrigado, procurou Vladimir para saber, afinal, quem seria aquele sábio que quase passara ignorado: "o senhor maravilhou-nos ontem com seu saber.

Não imaginávamos que tivesse tão grande cultura.

Na sua academia, com certeza..."

Foi interrompido por Vladimir que se sentia muito constrangido pela forma como era tratado.

"Não me considere um sábio.

Eu pouco sei, ou melhor, nada sei.

Não reparou nas palavras de que tratei?

Falgu, Filanezes, França, flagelos ...

Todas começam com a letra ‘f’."

Como o seu interlocutor parecia surpreso, explicou: "estive, por motivos políticos, preso durante dez anos nas prisões da Sibéria.

O condenado que havia ficado antes na cela em que me puseram, deixou os restos de uma velha enciclopédia.

Como não havia com o que mais me ocupar, li e reli, centenas de vezes as páginas que possuía. Eram todas da letra ‘f’.

Sou precisamente o contrário do rio Falgu, pois pareço possuir uma correnteza enorme e profunda de saber.

No entanto, minha erudição não vai além de alguns verbetes decorados da letra ‘f’ de uma velha enciclopédia."

Pensamento

As pessoas costumam se iludir facilmente com aparências e belas palavras.

Criam expectativas, idolatram os outros, para logo em seguida, ao conhecê-los um pouco melhor se dizerem desapontados e desiludidos.

Só se desilude quem se ilude, porque buscamos mitos e modelos em seres tão imperfeitos quanto nós mesmos.

Jesus, nosso Irmão e Mestre, sim, é o único Modelo seguro do qual podemos nos valer, hoje e sempre.
“Paz e Luz”
FONTE ; http://anjodeluz.ning.com/profiles/blogs/um-s-bio-diferente

sexta-feira, 30 de março de 2012

Na vida contemplativa - TRIGUEIRINHO


Havia um Rei de uma terra distante que certa vez desceu das altas torres do seu palácio, atravessou os caminhos estreitos que levavam aos vales, cruzou fronteiras e, como se fosse um homem do povo, juntou-se à vida daquelas paragens.
Nada disse de sua origem e nada exigiu para sua subsistência. Levando a vida simples daqueles homens, e sendo o espelho vivo da retidão das leis e dos princípios internos, mesmo quando em seu ser brotavam as recordações de sua verdadeira Morada, ele, que escolhera servir, louvava a oportunidade de estar nos vales, despojado da magnificência e dos ornamentos reais.
Ainda não despertos para o que dele recebiam, seus novos companheiros parcamente percebiam o que ele silenciosamente irradiava. Houve um dia, porém, que os mensageiros do Reino, tendo partido em busca de Sua Majestade, chegaram àquelas terras perdidas. E tão luminoso cortejo curvou-se àquele que como mendigo vivia! Num carro de fogo, erguido então às alturas de sua Morada, mais que rastros de Luz, deixou cravado no coração dos homens as marcas da sua passagem.
A energia que permeia essas instruções devocionais traz em si impressa a vibração da esfera imaterial de consciência. Sua projeção nos estratos materiais é representativa do novo estado de realização do planeta Terra, e é indicativa dos tempos que se aproximam. A presença de indivíduos em Monastérios deve ser uma das pontes entre dois mundos; sua vida de religiosidade pode ser a base que dá estabilidade a essa ligação; sua entrega incondicional ao Criador, a chave mestra para todas as provas. Somente nessa entrega galgam os degraus da escada que não tem começo nem fim, e que apenas no silêncio interior pode ser reconhecida.
Na manifestação da consciência monástica não existe meio termo; assim, se também uma vida eremítica tiver de ser exteriormente assumida, que o seja na mais perfeita inteireza.
É no verdadeiro amor ao Criador que podereis viver o correto amor às suas criaturas.
Extraído do livro “Das lutas à paz” – Trigueirinho
Editora Pensamento
Págs. 145, 146, 147 e 149
FONTE  http://www.trigueirinho.org.br/web/php/textos.php

segunda-feira, 19 de março de 2012

O MONGE E A PROSTITUTA . NÃO JULGUEIS , PARA PARTIR COM A ALMA LEVE.


O MONGE E A PROSTITUTA

Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva. Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.
- Você é uma grande pecadora - repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?

A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.

Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.

O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo:
"A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa - até o dia da morte desta pecadora".

E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.

Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e lhe disse:

- Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!

A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:

- Ó Senhor, quando Vossa misericórdia irá me livrar desta miserável vida que levo?

Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.

A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:

- Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!

Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:

- São sempre justos os desígnios de Deus. Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher orava fervorosamente dia e noite. A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso. A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.

"A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los."
(Confúcio)

Autor Desconhecido

FONTE http://www.stum.com.br/blog

O tamanduá e o mistério impessoal . Entregue, confie, seja grato.













Reconhecer a si mesmo é perigoso e vou rearticular isso de novo: o que estou o convidando a ver é perigoso porque assumi-lo é a morte do ego. Quão disposto você está a seguir em frente?
O perigo se apresenta exclusivamente para o ego, porque reconhecer a si mesmo é dizer um grande “Yes”, da maneira mais total possível, e a partir disso não restará mais nada a não ser simplesmente amar a si mesmo exatamente do jeito que você é.
Pondere: todos propõem que você mude. Sua mãe não gosta disso, seu marido não gosta daquilo, seus amigos daquele outro... e você vem tentando assumir essa inadequação, essa não-aceitação, indo em busca de “melhoria”. Você gosta de comer formiguinhas, mas alguém diz que é pecado e logo você começa a buscar modos, terapias e remédios para não mais comer formiguinhas. Pare um pouco, dê um passo para trás e veja se este é o melhor a ser feito. Não há nada errado em ser um tamanduá...
Imagina se um botão de rosas se abrisse um belo dia e entrasse em crise porque aqueles que estão por perto não gostam do odor que ela exala? Proponho que aquilo que seja passível de mudança, seja feito. Depois disso, relaxe. Aqui entra aceitação e confiança. Você é exatamente do jeito que Deus quer que você seja. Tem algo que vou chamar de uma força maior – que não é uma força pessoal, porque não tem uma pessoa por trás dela –, que é puro mistério impessoal. Satsang, portanto, nos convida a assumir esse mistério como única realidade.
fonte  http://satyaprem.blogspot.com.br/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Amor Triunfou Sobre A Morte A História de Savitri . LINDA !


Esta é a história de uma das mulheres mais castas do planeta. Muitos sábios a mencionam como exemplo da mulher ideal a ser seguido.
Havia um rei chamado Asvapati, que tinha uma filha tão formosa e meiga, que lhe deram o nome de Savitri, que está ligado a uma oração sagrada dos Vedas. Quando era jovem e seguindo os costumes ksatryas, seu pai mandou-lhe escolher seu marido. Savitri aceitou o conselho de seu pai. A carruagem real, acompanhada de uma brilhante escolta e antigos potentados que dela cuidavam, visitou várias cortes vizinhas e outros reinos distantes, sem que nenhum príncipe conseguisse sensibilizar seu coração.
Aconteceu que a comitiva passou por uma ermida localizada em um daqueles bosques da Índia antiga, no qual a caça era proibida, de sorte que os animais que ali viviam tinham perdido todo o medo do homem e até os peixes dos lagos apanhavam com a boca migalhas de pão, que lhes eram dadas com as mãos. Havia milhares de anos que não se matava nenhum ser daquele bosque; os sábios e anciãos desgostosos do mundo lá se retiravam, a fim de viverem em companhia dos cervos e das aves, entregando-se à meditação e aos exercícios espirituais pelo resto de suas vidas.
Nesta época, um rei chamado Dyumatsena, já velho e cego, vencido e destronado por seus inimigos, refugiou-se no bosque fechado com sua esposa rainha e seus filhos, dos quais o mais velho se chamava Satyavan. O rei e sua família ali viviam de forma ascética, em rigorosa penitência.
Na Índia antiga, era costume que todo rei ou príncipe, por mais poderoso que fosse, ao passar pela ermida de um varão sábio e santo retirado do mundo, ali se detivesse para tributar-lhe homenagens; tais eram o respeito e a veneração que os reis prestavam aos yogis erishis.
O mais poderoso monarca da Índia sentia-se honrado, quando podia demonstrar sua descendência de algum yogi ou rishi que tivesse vivido no bosque, alimentando-se de frutas e raízes e coberto de andrajos.
Assim, quando se aproximavam a cavalo de alguma ermida, apeavam muito antes de chegar a ela e andavam a pé até o local onde estava o eremita. Quando viajavam de carruagem ou armados, também desciam e desvencilhavam-se de seus paramentos militares e depois entravam na ermida, pois era costume que ninguém entrasse naqueles retiros ou ashramas sagrados com armamentos militares, mas sim com uma atitude serena, pacífica e humilde.
Fiel ao costume, Savitri entrou na ermida do bosque sagrado e, ao ver Satyavan, filho do rei destronado e eremita, ficou profundamente apaixonada por ele. Antes, ela havia desprezado os príncipes de todas as cortes e unicamente o filho do destronado Dyumatsena havia lhe arrebatado o coração.
Quando a comitiva voltou à corte, o rei Asvapati perguntou à filha:
-         Diz-me, Savitri querida, vistes alguém digno de ser teu esposo?
-         Sim, pai querido – respondeu Savitri, ruborizada.
-         Qual é o nome do príncipe?
-         Já não é príncipe, meu pai, porque é filho do rei Dyumatsena, que perdeu o seu reino. Não tem patrimônio e vive como um sannyasino bosque, colhendo ervas e raízes para alimentar-se e manter seus velhos pais, com os quais mora numa cabana.
Ao ouvir o relato dos lábios de sua filha, o rei Asvapati consultou o sábio Narada, que se achava presente. Narada declarou que aquela escolha era o mais funesto presságio que a princesa poderia ter. O rei pediu a Narada que explicasse os motivos de sua declaração e ele respondeu:
-         Daqui a um ano este jovem morrerá.
Aterrorizado por este vaticínio, o pai disse à filha:
-         Pensa, Savitri, que este jovem que escolhestes morrerá dentro de um ano e ficarás viúva. Desiste da escolha, filha minha; não te cases com um jovem de tão curta vida.
Contudo, Savitri respondeu:
-         Não importa, meu pai. Não me peças que me case com outro e sacrifique a castidade da minha mente, porque em meu pensamento e coração, amo o valente e virtuoso Satyavan e o escolhi para esposo. Uma donzela escolhe uma só vez e jamais quebra sua fidelidade.
Ao vê-la tão decidida, o pai resignou-se à vontade de Savitri que, desta forma, casou-se com o príncipe Satyavan e deixou tranqüilamente o palácio do seu pai para viver na cabana do bosque com o eleito do seu coração, ajudando-o a sustentar seus velhos pais. Embora Savitri soubesse quando seu marido iria morrer, sobre isto guardou estrito segredo.
Todos os dias, Satyavan entrava no bosque para colher frutas, flores e reunir feixes de lenha, voltando com a carga para a cabana, onde sua esposa preparava sua refeição.
Assim transcorria o tempo, até que três dias antes da data fatal, a moça resolveu passar três dias e três noites em completo jejum e fervorosas orações, sem deixar transparecer sua angústia e ocultando suas lágrimas. Finalmente, amanheceu o dia marcado pelo presságio e, não querendo perder de vista seu marido nem por um momento, Savitri solicitou e obteve dos seus pais permissão para acompanha-lo, quando ele saísse para a colheita diária de ervas, raízes e frutas silvestres no interior do bosque. Assim foi feito.
Estavam os dois no bosque quando, com voz enfraquecida, Satyavan queixou-se à sua esposa dizendo:
-         Querida Savitri, sinto-me aturdido, meus sentidos se esvaem e o sono me invade. Deixa-me repousar um pouco ao teu lado.
Trêmula e assustada, Savitri replicou:
-         Meu amado, vem e repousa tua cabeça em meu colo.
Satyavan reclinou a cabeça ardente no colo de sua esposa e, instantes depois, exalou seu último suspiro.
Abraçada ao cadáver do seu marido, desfeita em lágrimas, Savitri permaneceu na solidão do bosque, sentada no chão, até que chegaram os emissários da morte para levar a alma de Satyavan.
No entanto, nenhum deles pode acercar-se do local onde estava Savitri com o cadáver de Satyavan, porque ardia um círculo de fogo que rodeava a união formada pela vivente e seu marido morto.
Por esta razão, os emissários voltaram até onde se encontrava Yamaraja, o semideus da morte, e explicaram-lhe porque não puderam trazer a alma de Satyavan.
Assim sendo, Yamaraja foi pessoalmente ao bosque e, como era um semideus, conseguiu atravessar sem perigo o círculo de fogo e aproximar-se do local em que estava Savitri. Lá chegando, disse a ela:
-         Minha filha, entrega-me este cadáver, pois já sabes que a morte é o destino de todo mortal. A morte é o destino irrevogável do homem.
Savitri deixou o cadáver do seu marido e Yamaraja, tirando-lhe a alma, com ela se afastou; porém, não havia andado muito, quando ouviu atrás de si passos sobre as folhas secas. Ao voltar-se, viu Savitri, a quem disse com paternal ternura:
-         Savitri, minha filha, por que me segues? Este é o destino de todos os mortais.
Savitri respondeu:
-         Não sigo a ti, senhor meu, porque o destino da mulher é ir onde seu amor a leva; a lei eterna não separa o amoroso esposo da fiel esposa.
Então Yamaraja disse:
-         Pede-me a graça que quiseres, menos a vida do teu marido.
Ao que ela respondeu:
-         Se desejas outorgar-me uma graça, Ó semideus da morte, peço-te que devolvas a vista de meu sogro e que ele seja feliz.
Yamaraja replicou:
-         Cumpra-se teu piedoso desejo, respeitosa filha.
E ele seguiu seu caminho com a alma de Satyavan. Novamente ouvindo passos, voltou-se e viu que Savitri ainda o acompanhava.
-         Savitri, minha filha, ainda me segues?
-         Sim, meu senhor; nada posso fazer, pois embora me esforce por voltar, a mente corre atrás do meu marido e o corpo obedece. Tens a alma de Satyavan e como sua alma também é minha, meu corpo a acompanha.
Então, Yamaraja disse:
-         Agradam-me tuas palavras, formosa Savitri. Pede-me outra graça, menos a vida do teu marido.
-         Se vos dignares a conceder-me outra graça, faze com que meu sogro recupere seu reino e suas riquezas.
-         Concedo-te, filha amorosa, mas volta para seu lugar, porque nenhum ser vivente pode andar em companhia de Yamaraja.
E o semideus da morte seguiu seu caminho.
Contudo, Savitri insistia em acompanha-lo e, voltando-se, Yamaraja com ela dialogou:
-         Nobre Savitri, não me sigas com tua dor sem esperança.
-         Não tenho remédio, senão ir para onde levas meu marido.
-         Suponha, Savitri, que teu marido foi um perverso e que o levo para o inferno. Irias acompanhar teu marido?
-         Iria alegre para onde ele fosse, quer na vida, quer na morte, seja no céu, seja no inferno.
-         Benditas sejam tuas palavras, minha filha. Deixaste-me comovido. Pede-me outra graça, que não seja a vida de teu marido.
-         Pois, já que me permites pedir-vos, faze com que não se quebre a régia estirpe do meu sogro e que seu reino seja herdado pelos filhos de Satyavan.
Yamaraja sorriu e disse:
-         Filha minha, teu desejo será cumprido. Aqui tens a alma do teu marido. Ele voltará a viver e será pai dos teus filhos que, com o tempo, serão reis. Volta para tua casa. O amor triunfou sobre a morte. Jamais mulher alguma amou como tu e és a prova de que até eu, o semideus da morte, nada posso contra a força de um verdadeiro e perseverante amor!
Srila Prabhupada também contava esta história e sempre que se quer falar do exemplo de uma esposa ideal, os sábios contavam a história de Savitri, uma das mulheres mais castas e virtuosas da cultura védica.
(Texto enviado por Kesava Kasmiri Das.
FONTE  http://anjodeluz.ning.com/profiles/blogs/o-amor-triunfou-sobre-a-morte

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Como Receber Ofensas por julia morat . Gratidão sempre.



Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.

Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.

Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:

- Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? – perguntou o Samurai.

- A quem tentou entregá-lo – respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos – disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

“A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas só podem lhe tirar a calma, se você permitir”.

http://julimarmurat.blogspot.com/2011_05_01_archive.html

Postado por Luísa Afonso em:
http://claudiovelasco.ning.com/profiles/blog/new
Fonte : http://claudiovelasco.ning.com/profiles/blog

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ENXERGAR É VER COM O CORAÇÃO.

                     
Para reflexão: UMA HISTÓRIA HINDU
Numa cidade da Índia viviam sete cegos, que tinham alguma sabedoria. Como os seus conselhos eram quase sempre muito úteis, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à ajuda deles.

Eram amigos, mas havia, uma certa rivalidade entre eles, o que, de vez em quando, causava uma discussão sobre qual seria o mais sábio.

Em certa oportunidade, depois de muito conversarem acerca da Grande Verdade da Vida, não chegaram a um acordo. O sétimo cego ficou muito contrariado, resolvendo morar sozinho numa caverna de montanha. Antes de ir embora, falou aos demais: "- somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor, o que as pessoas não alcançam. Em vez de aconselhar aos necessitados, vocês ficam aí discutindo, como se quisessem vencer uma competição. Não concordo com isso! Vou-me embora!".

Sete meses depois, chegou à cidade um homem montado num enorme elefante. Os cegos, que nunca haviam tocado num paquiderme, foram para a rua ao encontro dele. O primeiro apalpou a barriga do animal, declarando: "trata-se de um ser gigantesco e fortíssimo! Posso tocar nos seus músculos e não se movem, parecendo paredes!" Mas o segundo cego, tocando as presas do elefante, afirmou: "- que bobagem! Este animal é pontudo como uma lança, uma verdadeira arma de guerra!" Então, alguém falou: "- ambos se enganam!" Era o terceiro cego, que apertava a tromba do elefante. E acrescentou: "- este animal é idêntico a uma serpente! Contudo não morde, porque é desdentado. É como uma cobra mansa e macia." Em seguida, bradou o quinto cego, logo após mexer nas orelhas do elefante: "- vocês estão loucos! Este animal não se parece com nenhum outro, pois os seus movimentos são ondulatórios, como se o seu corpo fosse uma cortina." Na seqüência o sexto cego, tocando a pequena cauda do elefante, concluiu: "- todos vocês estão completamente errados" Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. O que há com vocês?" E assim, ficaram, por longos minutos, debatendo aos gritos. Então o sétimo cego, que descera a montanha procurando víveres, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, solicitou que o menino desenhasse, na terra macia, a figura do elefante.

Após tocar cuidadosamente os contornos do desenho, percebeu que todos os seis cegos estavam certos parcialmente, mas, ao mesmo tempo, bastante enganados. Agradeceu ao garoto e atestou: "- é assim que os homens se comportam perante a Verdade. Mal tocam numa parte e já pensam que é o Todo!" A seguir, se afastou de seus antigos companheiros, entendendo que eles continuavam sem enxergar . . .




"QUEM OLHA PARA FORA, SONHA. QUEM OLHA PARA DENTRO, DESPERTA." (CARL JUNG).
Fonte : http://anjodeluz.ning.com/profiles/blogs/uma-hist-ria-hindu

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Inspirações Xamânicas para o nosso Cotidiano

URSO DOURADO



Uma índia curiosa foi até o oráculo de sua tribo e perguntou: O que posso fazer para encontrar a integração, a purificação e a clareza que tanto necessito em minha vida?

O oráculo deixou que as respostas ecoassem nas forças mágicas ancestrais, nas representações sem tempo nem idade, e fluiu depois de algum tempo uma pequena mensagem simbólica:

“Grande Mistério mergulhe minhas palavras no mar de seu coração!

Que minha voz não seja apenas meus conselhos, mas sim Suas inspirações!...

Lábios de Mel, quando muitas idéias diferentes rodam, invadem e dominam a sua cabeça é sinal de que chegou a hora de assumir o seu poder, o momento de parar e silenciar.

Lembre-se! Pode acontecer... Sou apenas um oráculo que espelha as medicinas que existem em você.

Pode acontecer que ao entrar na sua gruta interna encontre um Espaço Sagrado onde a intuição é bem vida, e onde a visão não se restringem às barreiras e aos entraves de sua história de vida.

Um lugar onde se sinta segura, e a nudez é confortável. Onde pode tomar banho de rio e cachoeira e ter a certeza de que todos os olhos são Natureza.

Pode acontecer de encontrar um Urso Dourado e ele falar com você em um tom sobrenatural: ‘Lábios de Mel, Lábios de Mel, que seus pedidos sejam recompensados. Afinal, não é qualquer pessoa que tem a coragem e se dispõem ao adormecer o corpo pedir conselhos no mundo dos sonhos’.

Pode acontecer de este Urso aconselhar: ‘Medite mais em seus projetos, alimente-os em segredo, deixe que cresçam primeiro no doce território do silêncio embalado pelas canções de ninar da Grande Mãe’.

Pode acontecer de este Urso respirar profundamente e dizer: ‘Não há necessidade de correr tanto e nem tantas e tantas coisas se nem mesmo tem lugar para guardar ou compartilhar... Primeiro resguarde... O que realmente conta é o que a encanta, aquilo que a faz amar... Lábios de Mel, vou contar um segredo... Quando você está encantada não precisa correr... Andando na graciosidade do seu jeito de ser as coisas vem por amor a você. Mais uma vez minha querida, se recolha, e que a energia dourada afaste os medos e as coisas supérfluas. Que a verdadeira abundância brilhe como um sol em você’.

Sim, Lábios de Mel, pode, pode acontecer.

Como eu disse sou apenas um oráculo, mas quando está realmente de espírito presente tudo... tudo... tudo pode acontecer.”

Foi assim que a índia curiosa resolveu se recolher, acessar e regar as sementes de sabedoria e abundância, cultivar sua intuição e refazer a fazenda interna com amor e compaixão.

Mitakuye Oyasin!“Por todas as nossas relações!”


Série: 365 Inspirações Xamânicas para o nosso CotidianoAutor: Samuel Souza de Paula
Crédito da Imagem: Golden Bear – Márcia Baldwin
Outras inspirações no site: www.espiritualidadenatural.blogspot.com 
Fonte ;  www.espiritualidadenatural.blogspot.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A FLOR DA HONESTIDADE!

Aloha!

Conta-se que por volta do ano 250 a.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração e indagou, incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar, pelo menos, alguns momentos perto do príncipe. Isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizavam muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos, etc...
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia, ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada, além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada, estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.

Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção.
Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações.

Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor, que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
 
(Autor Desconhecido)

 
“A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor”.

João 8:32 "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

Paz, Luz, Harmonia e Amor a Todos!

Namastê! 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O DIAMANTE DO HINDU




Um hindu chegou aos arredores de uma certa aldeia e sentou-se para dormir debaixo de uma árvore.  
Logo chegou correndo, então, um habitante daquela aldeia e disse, quase sem fôlego:
- A pedra! Eu quero a pedra. - Mas que pedra? Pergunta-lhe o hindu.
- Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva em um sonho, e Ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; e veria um hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o hindu mexeu na sua trouxa e tirou uma pedra e foi logo dizendo: - Provavelmente é desta pedra que ele Shiva lhe falou; encontrei-a numa trilha na floresta a alguns dias atrás; pode leva-la !
E assim falando, deu-lhe a pedra. O homem olhou maravilhado para aquela pedra e viu que era um diamante e, talvez, o maior diamante jamais visto no mundo. Pegou, pois, a Grande Pedra, e foi-se embora.
Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o hindu e o despertou dizendo: - Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!
AUTOR DESCONHECIDO

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA



"Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.


Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário.
Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostras felizes se riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão...". Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado na sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.
O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.

Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele a tomou e deu-a de presente para a sua esposa.

Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos. No seu ensaio sobre O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música, Nietzsche observou que os gregos, por oposição aos cristãos, levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia.
Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia. Ele se perguntou então das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo.
A resposta que encontrou foi a mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. Esses são os artistas. Beethoven – como é possível que um homem completamente surdo, no fim da vida, tenha produzido uma obra que canta a alegria? Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa...”.

(Rubem Alves)

- Para refletirmos melhor o quanto o burilamento adquirido à custa da dor pode ser de grande valia em nossos aprendizados espirituais...

Abraços cintilantes de Paz,

Edna MarS

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Aproveite as oportunidades para crescer…

“Há incidentes de um minuto que mudam nossa vida mais que um ano inteiro”.
Alexandre Dumas Filho
Você alguma vez percebeu que a magnitude de um gesto gentil pode alterar o curso de seu dia? Ou que alguma novidade no seu caminho pode te arremessar a um sem fim de oportunidades e conhecimento?
O texto que segue nos faz lembrar do tamanho de nossa força e do poder absoluto que temos de recomeçar tudo a cada instante.
Vamos à leitura?
“Um dia, um vento forte e cruel invadiu, sem convite, um ninho tranqüilo onde uma família de sementes vivia.
Essa aragem cruel raptou uma pequena semente indefesa e levou-a embora, até que, cansada e aborrecida com toda a aventura, lançou-se ao longe.
E, então, a pequenina semente viu-se derrubada em uma terra estranha e desconhecida.
Ali, sozinha e perdida, rolava por uma calçada de concreto até que parou por um estalo seco no cimento árido.
Em seguida, um salto inocente, desconhecido e hostil de uma bota de couro suja e mal tratada pisoteou-a, apertando-a profundamente na fissura.
Ficou presa. Uma refugiada aprisionada, descartada. Separada da família. Sozinha.
Uma semente órfã presa firmemente em uma profunda e escura garganta.
O desespero foi uma conseqüência.
Então, aconteceu.
Dentro do coração daquela sementinha indefesa, despertou uma força de vida milagrosa, mística e estranha, que desafiou a morte, a calçada e todo o mundo!
Com toda força gritou ao mundo: “Eu viverei e não morrerei!”
Quando a primeira gota suave da neblina da manhã verteu naquela fissura do cimento, a sementinha estava à vontade e absorvia a umidade cordial.
Um punhadinho de pó, movendo-se com a brisa suave, entrou de mansinho na fissura para cobrir a semente lutadora que gritava mais uma vez: “Eu me enraizarei e crescerei”.
Suavemente, silenciosamente, formou raízes com pêlos microscópicos que descobriram afluentes escondidos nesse meio ambiente diferente.
Lá, nas cavernas, em miniaturas escondidas, as gavinhas meigas acharam mais umidade, mais alimentação pulverulenta, até que a semente peregrina, inchada e com determinação, fendeu uma abertura ampla, e rompeu-se com uma nova vida.
E, numa manhã ensolarada e brilhante, uma pequena folha de grama apareceu na fissura da calçada, sorriu ao sol, riu à chuva, acenou ao vento e, orgulhosamente, declarou:
“Aqui estou eu, mundo!!!… Eu lutei contra as condições impossíveis e venci!.”
E todos nós podemos, sim, aceitar as mudanças que se apresentam, pois conseguindo emergir de todo e qualquer “buraco” rumo à luz!
Para recomeçar, ou  começar de novo basta querer!
Feliz recomeço!
Um Salve à Vida!!!

Fonte : Sabedoria Universal

Pessoas surpreendentes


 
Um rapaz de vinte e dois anos adentra o palco do Korea’s Got Talent. Programas semelhantes existem, com versões mais ou menos parecidas, em vários países do mundo.
E, vez ou outra, pessoas muito especiais ali comparecem.
Elas têm um sonho, desejam seguir uma carreira, mudarem o rumo da própria vida.
Com Choi Sung-Bong não foi diferente. Abandonado aos três anos de idade, ele viveu em um orfanato até aos cinco anos. Fugiu, confessa, depois de ter apanhado de pessoas responsáveis pela instituição.
Por dez anos, viveu pelas ruas. Vendia chicletes e bebidas. Dormia em escadas e banheiros públicos. Sempre que encontrava, nas ruas, aulas gratuitas de música, ele comparecia.
Fez o supletivo para o ensino fundamental e teve seu primeiro contato com a escola, ao iniciar o ensino médio.
Hoje, trabalha como servente de pedreiro. Seu sonho é se tornar um cantor. Um sonho que foi despertado de estranha maneira.
Certa feita, estando a vender chicletes em uma casa noturna, ele viu um cantor no palco, se apresentando.
A música animada o envolveu e ele ficou fascinado pelo que fazia aquela pessoa no palco. Decidiu: seria cantor.
Conta ele que viveu momentos muito duros em sua vida. Chegou a ser vendido a pessoas inescrupulosas.
Esse jovem, de experiências amargas, guarda doçura na voz e humildade na sua apresentação. Nota-se-lhe a timidez ao falar.
Também o nervosismo, frente ao microfone, apertando os olhos e os lábios, vez que outra.
Ele confessa que, quando canta, se sente outra pessoa. E, realmente, quando abriu sua boca para interpretar a música de Ennio Morricone, no idioma italiano: Nella Fantasia, a emoção tomou conta da plateia e dos julgadores.
Era mesmo outra pessoa. Um cantor interpretando uma canção, com alma e coração.
O sem família, que viveu anos pelas ruas, trabalha, estuda e persegue seu sonho. Não há amargura na sua voz.
Há a doçura de quem crê num mundo bom, conforme os próprios versos da canção que elegeu para sua apresentação e cuja tradução nos diz:
Nesta fantasia eu vejo um mundo justo.
Ali todos vivem em paz e em honestidade o sonho das almas que são sempre livres, como as nuvens que voam, cheias de humanidade.
Na fantasia existe um vento quente, que sopra pela cidade como amigo. Eu sonho que as almas são sempre livres...
*   * *
Ante histórias tão comoventes como esta, continuamos a afirmar: o mundo melhor já está presente entre nós.
Almas que não elegem a vingança, nem o ódio ou a mágoa para si. Criaturas que olham mais para o futuro do que para o passado de dores.
Seres que sonham com um mundo claro, onde a noite é menos escura, onde as almas são livres como as nuvens que voam, cheias de humanidade...
Irmanemo-nos a essas pessoas, vivendo de forma positiva, fazendo o melhor das nossas vidas para o bem de todos os que conosco convivem e se nos acercam.
 
Redação do Momento Espírita, com base em vídeo do programa Korea’s Got Talent.
Em 27.09.2011.

A arte de desaprender


Assim como há escolas e cursos para aprender, deveria também existir para ensinar a desaprender
27/09/2011

Frei Betto

Apresentou-se à porta do convento um médico interessado em tornar-se frade. O prior encarregou o mestre de noviços de atendê-lo.
― Caro doutor – disse o mestre – o prior envia-lhe esta lista de perguntas. Pede que tenha a bondade de respondê-las de acordo com os seus doutos conhecimentos.
O jovem médico, acomodado no parlatório, tratou de preencher o questionário. Em menos de uma hora devolveu-o ao mestre. Este levou o papel ao prior e retornou quinze minutos depois:
― O prior reconhece que o senhor demonstra grande conhecimento e erudição. Suas respostas são brilhantes. Por isso pede que retorne ao convento dentro de um ano.
O médico estampou uma expressão de desapontamento:
― Ora, se respondi corretamente todas as questões – objetou – por que retornar dentro de um ano? E se eu tivesse dado respostas equivocadas, o que teria sucedido?
― O senhor teria sido aceito imediatamente e, na próxima semana, já estaria entre os noviços.
― Então, por que devo retornar em um ano?
― É o prazo que o prior considera adequado para que o senhor possa desaprender conhecimentos inúteis.
― Desaprender? – surpreendeu-se o médico.
― Sim, desaprender. Entrar na vida espiritual é como empreender uma viagem: quanto mais pesada a bagagem, mais lentamente se cobre o percurso. Na sua há demasiadas coisas substantivamente inúteis.
E o doutor partiu sob promessa de retornar dentro de um ano, o que de fato sucedeu.
Assim como há escolas e cursos para aprender, deveria também existir para ensinar a desaprender. Quantas importantes inutilidades valorizamos na vida! Quantos detalhes sugam nossas preciosas energias e consomem vorazmente o nosso tempo! Quantas horas e dias perdemos com ocupações que em nada acrescentam às nossas vidas; pelo contrário, causam-nos enfado e nos sobrecarregam de preocupações.
Precisamos desaprender a considerar os bens da natureza produtos de uso próprio, ainda que o nosso uso perdulário se traduza em falta para muitos. Desaprender a valorizar um modelo de progresso que necessariamente não traz felicidade coletiva e uma economia cuja especulação supera a produção. Desaprender a olhar o mundo a partir do próprio umbigo, como se o diferente merecesse ser encarado com suspeita e preconceito.
O desaprendizado é uma arte para quem se propõe a mudar de vida. Nessa viagem, quanto menos bagagem e mais leveza, sobretudo de espírito, melhor e mais rápido se alcança o destino. Vida afora, carregamos demasiadas cobranças, mágoas, invejas e até ódios, como se toda essa tralha fizesse algum mal a outras pessoas que não a nós mesmos.
O que nos encanta nas crianças com menos de cinco anos é a interrogação incessante, o interesse pela novidade, o espírito despojado. Era isso que sinalizou Jesus quando alertou a Nicodemos ser preciso nascer de novo, sem retornar ao ventre materno, e tornar-se criança para ingressar no Reino de Deus.
O médico candidato a noviço comprovou ser bem informado, mas ignorava a distinção entre cultura e sabedoria. Soube elencar as mais célebres telas da pintura universal, sem no entanto ter noção do que significam e por que o artista fez isto e não aquilo. Conhecia todas as doenças de sua especialidade, sem a devida clareza de como se relacionar com o doente.
A humanidade não terá futuro promissor se não desaprender a promover guerras e a considerar a pobreza mero resultado da incapacidade individual. Urge desaprender a valorizar o supérfluo como necessário e a ostentação como sinal de êxito. Desaprender a perder tempo com o que não tem a menor importância e se dedicar mais nos cuidados do corpo que do espírito.
A vida espiritual é um contínuo desaprender de apegos e ambições, vaidades e presunções. A felicidade só conhece uma morada: o coração humano. Eis aí milhões de viciados em drogas a gritar a plenos pulmões terem plena consciência de que a felicidade resulta de uma experiência interior, de um novo estado de consciência. Como não aprenderam a abraçar a via do absoluto, enveredaram pela do absurdo.
E convém aprender: no amor mais se desaprende do que se aprende.

Frei Betto é escritor, autor de “A arte de semear estrelas” (Rocco), entre outros livros.

Fonte : Firmino José Leite publicado em Espiritualismo Ecumênico Universal.

sábado, 24 de setembro de 2011

UM DIA DECIDI ME DAR POR VENCIDO

16 de Fevereiro de 2010


De: Aracelly Pinto

http://escritores-canalizadores.blogspot.com/


Um dia decidi me dar por vencido... renunciei meu trabalho, minha relação, minha espiritualidade ... queria renunciar a minha vida.

Por isso, fui ao bosque para ter uma conversa com Deus.
Pai, lhe disse, poderia me dizer uma boa razão para me dar por vencido?
Sua resposta me surpreendeu!
Olhe ao seu redor, de uma olhada; Vê a samambaia e o bambu?
Sim, respondi.
Quando plantei as sementes da samambaia e do bambu, cuidei delas muito. Dei-lhes luz e água.
A samambaia rapidamente cresceu. Seu verde brilhante cobriria o solo. Mas, nada nasceu da semente do bambu. Sem embargo não renunciei ao bambu.
No segundo ano a samambaia cresceu mais brilhante e abundante.
E novamente nada cresceu da semente do bambu, disse ele.
No terceiro ano, nada brotou da semente do bambu, mas não renunciei.
Ele me disse: no quarto ano, novamente, nada saiu da semente do bambo. Não renunciei!
No quinto ano um pequeno broto surgiu da terra. Em comparação com a samambaia era aparentemente muito pequeno e insignificante.
Mas somente seis meses depois, o bambu havia crescido mais de 20 metros de altura.
Havia passado cinco anos desenvolvendo suas raízes.
Aquelas raízes ficaram fortes e lhe deram o que necessitava para sobreviver.

Não daria a nenhuma das minhas criações um desafio que não pudessem aguentar. Disse-me ele.

Sabia que todo o tempo em que esteve lutando, realmente tem estado fazendo raízes?
Não renunciei o bambu. Nunca renunciaria a ti. Não te compares com os outros, ele me disse.
O bambu tinha um propósito diferente da samambaia, e sem embargo, ambos eram necessários e fazem do bosque um lugar bonito.

Teu tempo chegará, me disse Deus, crescerás muito alto!
Até que altura devo crescer? Perguntei.
A que altura crescerá o bambu? Perguntou-me em resposta.
Tão alto quanto possa! Respondi.

Espero que estas palavras possam lhe ajudar a entender que Deus nunca renunciará você.
Nunca se arrependa de um dia em sua vida.
Os bons dias lhe dão felicidade.
Os dias ruins lhe dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida!

A felicidade lhe mantém doce,
O empenho lhe mantém forte,
As provas lhe mantém humano,
As quedas lhe mantém humilde,
O êxito lhe mantém brilhante.
Mas só Deus lhe mantém caminhando...

OS LÍDERES DE UMA HUMANIDADE NOVA: A EMERGÊNCIA Mensagem de Lauren C. Gorgo, 21 de setembro de 2011




“Estamos tão encantadas por fazermos parte de algo tão magnífico, do que vocês chamam de ascensão e do que nós chamamos de “voltar para casa”. Dizemos voltar-para-casa porque cada um de vocês que está a levar o planeta para o seu destino transporta a vibração ativada de casa, da energia da Fonte dentro… embora muitos de vocês tenham tido que ofuscar a vossa luz para caber num mundo que foi impróprio para tal magnificência, estão agora a emergir na plenitude do esplendor do coração puro radiante. Rezem.” – As Sete Irmãs das Plêiades
Mudou tanta coisa desde a última atualização! Assim que eu me comecei a reorientar para este novo espaço mental, os invisíveis começaram a carregar-me de informações… e longo como este artigo provavelmente será, é apenas 1/3 do que eles têm para partilhar com todos nós… cumprimentos da integração do eclipse sanduiche que teve lugar em junho/julho. O que parece ter sido sempre muito para trás…. E mais um dia.
As muitas mudanças multidimensionais que ocorreram desde esse portal de eclipse estão a começar a ser benéficas tanto na mente (coletiva) humana como nas estruturas exteriores resultantes no nosso mundo. Estas mudanças internas, sendo sentidas por mais de nós, estão agora a produzir um desprezo na psique coletiva, representando um vazio em muitos que, anteriormente, se sentiam preenchidos dentro do paradigma da estrutura da 3D. (Pensem na família e amigos) Estes desconfortáveis sentimentos vindo agora à tona em muitos setores da sociedade humana, começam com sucesso a ameaçar todos os sistemas globais restantes que continuam a apoiar a separação sobre a unidade.
O Florescimento
Mesmo a tempo para o 6º dia (a fase florescente de A Árvore da Vida), no 11º do céu da 9ª onda (e final) do Calendário Maia… que termina a 28/10/2011, de acordo com Carl Calleman… e como resultado do crescente descontentamento daqueles à nossa volta, chegou a hora de os mostradores do caminho honrarem e partilharem a sabedoria profundamente guardada e adquirida a custo com mais da humanidade.
Para aqueles líderes do mundo novo que têm sido mantidos na retaguarda, não ouvidos, impedidos de se auto expressarem plenamente ou de transmitirem a sua verdade completa aos outros, chegou a vossa hora. Os invisíveis dizem que este grupo de almas recebeu o toque de clarinete para sair do esconderijo, defender a sua verdade pessoal com honra e integridade, para dar testemunho das mudanças que estão a acontecer à nossa volta, mantendo ao mesmo tempo a vastidão da nossa sabedoria e conhecimento com autoridade, com soberania mas, o mais importante….sem falhar. Isto quererá dizer coisas diferentes para pessoas diferentes, mas estou a ouvir que cada um de nós será testado de algum modo para aplicar a plena força da nossa luz.
Agora, nós percebemos que isto pode ser um pouco uma luta para aqueles ao vosso redor… no sentido em que as mudanças em vocês exigirão mudanças em todos aqueles próximos de vocês, e a isso nós dizemos…não temam. Sejam tudo o que vieram aqui para ser para que não arrisquem perder uma oportunidade na magnificência. A hora de brilhar a vossa luz plena é agora e serão confrontados com muitas situações que irão exigir isto de vocês nos próximos dias. Não estamos a dizer que isto vá representar desafios na forma de discordâncias, mas de mostrarem a vossa força-interior de uma maneira que possa ser definitivamente vista, sentida e ouvida pelos outros. Muitos dos novos líderes têm-se escondido por detrás da capa do imerecimento durante demasiado tempo, à espera do reconhecimento final da vossa excelência genética… para estas almas, está aí uma grandiosa abertura, uma mudança na forma de participarem com a vossa verdade e de a revelarem aos outros.” – As Sete Irmãs
Para aqueles que começaram esta transição para a verdade-plena, para a autêntica existência e estão a chegar ao “outro lado” …devem regozijar-se! O vosso mundo está realmente a começar a mudar de formas magnificentes, sustentadoras e incrivelmente inspiradoras. E isto é apenas o princípio.
A verdadeira medida da nossa autêntica auto expressão é percebida pelo nível e quantidade de reciprocidade do mundo que nos cerca agora. O nosso mundo externo é sempre uma imagem precisa da nossa morada interior, assim, à medida que participamos com o mundo físico a partir do nosso ponto singular da verdade, os reflexos da nossa luz a brilhar de volta para nós podem agora abrir olhos e expandir corações… revelando/refletindo não somente a retidão e o alinhamento com os nossos autênticos eus-centrais, mas a prova física da nossa inequívoca beleza interior que tem estado… durante tanto tempo… anulada sob o peso das nossas perceções de autolimitação.  Por outras palavras, estamos a ser des-mascarados e, como resultado, o mundo exterior começa a ver a nossa divindade… a nossa radiância de coração puro… porque, em última instância, estamos agora mais alinhados com e a funcionar a partir do AMOR divino. Estas experiências de sermos “vistos” por quem realmente somos… e como se pela primeira vez… podem ser chocantes, após tantos anos de escondermos os nossos eus verdadeiros e de sermos desanimados ou julgados pelos pensadores convencionais mergulhados em doutrinas.
Aparecer pode ser desincentivador porque, vamos encarar, somos tímidos… e mesmo quando precisamos de usar as nossas armas, estão sempre engatilhadas com uma série de defesas… algumas memorizadas, outras completamente inventadas: como quando vocês encontram uma velha amiga do yoga que não veem há anos e, depois de muita preparação, uma vez mais lhes é colocada a fatídica e assustadora pergunta… “então, o que tens TU feito?” E, nesse preciso momento… são colocados perante a realidade de que parece absolutamente que não têm feito nada… exceto envelhecer… e são confrontados com o deprimente dilema ….Minto-lhe a ela, ou a mim mesma?
É nesse momento que o sangue todos dos vossos membros aflui aos vossos ouvidos, os barulhos desaparecem e alguém de dentro de vocês emerge com uma história interessante e “criativa” acerca do.que.vocês.têm.feito. 
Já todos passámos por isso e nos perguntámos porque é que não podemos contar que, na verdade, temos passado a maior parte dos últimos 5-7 anos em posição fetal à espera de re (nascer).
Mas agora acabou. De acordo com os invisíveis… não esconder mais. Estamos a ser chamados por aqueles que precisam de nós e seremos recebidos com amor. Não apenas isso, mas uma vez que ultrapassemos a insegurança de sermos julgados ou gozados, a inesperada receção calorosa por parte dos outros pode estimular um nível de gratidão redobrado.
Podem estar a reparar nestas ligações baseadas na verdade do coração emergindo em todos ao vosso redor… mesmo com estranhos… uma sensação de que, de repente, a luz de todos se acendeu. Mas a verdade é que são simplesmente reflexos da nossa luz interna a brilhar tão luminosamente agora que o mundo pode, finalmente, vê-la.
É assim que sabem realmente quando é a vossa hora de brilhar. Não apenas porque têm algo para partilhar, mas porque lhes está a ser pedido que o partilhem.
Navegar em Realidades Divididas
“A perceção de que alguns de vocês estão a liderar esta brigada e que ainda mais a estão a seguir, é uma distinção importante a fazer nesta conjuntura.” – As Sete Irmãs
Na última atualização, os invisíveis referiram uma mudança da guarda… “à medida que a consciência coletiva do mundo cai inevitavelmente para níveis maiores de medo… e o seu sentido global de segurança é quebrado, haverá também aqueles de vocês que serão simultaneamente elevados para encontrar grande sucesso” … e eles têm mais para partilhar sobre isto hoje.
O que eles querem deixar claro é o facto de que apenas aqueles que completaram o seu processo de amadurecimento espiritual estão no período de preparação para liderar. Eles dizem que … “Aqueles que estão a sair como faróis de luz num tempo de escuridão irão experienciar uma realidade amplamente diferente do que aqueles que mal começaram a olhar para dentro”, e gostariam de lhes oferecer alguma ajuda no que respeita a lidar com a divisão em estruturas de realidades que começamos a presenciar. Esta divisão está a tornar-se REALMENTE visível e pode parecer alienante não conseguir relatá-lo a muitos que ainda estão a viver no velho paradigma. Por essa razão está a tornar-se cada vez mais importante perceber como funcionar dentro deste novo campo de consciência percetual porque é tremendamente diferente do velho.
Para os que estão a avançar para as suas funções de líderes, ouço que está a chegar um sentido mais profundo de libertação do que o que aqueles à vossa volta irão experienciar, além de uma compreensão mais visceral da intemporalidade devido ao nível de expansão que este grupo de almas alcançou. Justapostos contra esta realidade estarão os que estão a começar a despertar para a sua divindade e, para este grupo, está a chegar uma profunda mudança na consciência que irá, ou já começou a deteriorar rapidamente a estrutura da realidade da 3D em que eles têm vindo a participar.
Para este pessoal, e muito provavelmente não é ninguém que esteja a ler isto, pode parecer que o tapete está a ser puxado debaixo deles à medida que o seu mundo todo muda os seus eixos. Aqueles que estão à frente da parada são bem-versados neste processo de desmantelamento da matriz e, assim, os líderes/mostradores do caminho estarão a avançar para a sua posição à medida que a bolha da 3D começa a explodir para estas almas a despertar. Por outras palavras, alguns de vocês serão para a próxima vaga o que os nossos guias espirituais foram para nós…em alguns casos, e dependendo do vosso papel no plano, serão os guias “físicos” que irão acompanhar estes povos nas pontes da 5D que temos vindo a construir durante anos.
Para aqueles de vocês que estão a liderar, estão a começar a saber quem realmente são e qual o vosso papel agora no quadro maior… baseados no sentimento... quer dizer, o que “sabiam” que era verdadeiro “sentem” agora como verdadeiro. Durante anos, este grupo em particular tem estado desperto para a maior parte deles mesmos, a parte que está aqui para liderar a humanidade para o seu destino… mas sem um contexto para aplicar essa informação. As irmãs dizem-me que este contexto está agora formado e que o resultado disto será uma muito maior clareza e uma compreensão aguçada do que estamos aqui fisicamente para fazer neste estágio.
“Num sentido esta informação não é novidade para vocês, mas pode parecer nova…e nós percebemos que há aqueles de vocês que leem isto que têm pouco entendimento ou clareza sobre qual é o vosso papel no plano superior, e a isto nós dizemos: todos estão no processo de despertar para uma verdade pessoal superior… todos em níveis diferentes e variados de consciência… e todos estão na perfeição do plano divino.” – As Sete Irmãs
Recentemente, tenho ouvido que, para os professores da nova-humanidade (ensinar é um termo muito abrangente), a questão de como recebemos a informação e a partilhamos com os outros está a mudar de uma forma imensa. Os Pleidianos dizem que é importante percebermos que já não existe mais um hiato entre o que estamos aqui para experienciar e o que estamos aqui para ensinar. O exemplo que eles dão é que, se estamos aqui para ensinar os outros sobre cura, já não existe um hiato entre o nosso estado de saúde pessoal e a informação que ensinamos sobre cura… por outras palavras, estamos a entrar numa presença incorporada e, assim, a nossa própria cura É o ensino.
Isto significa que, em vez de ensinarmos a partir de uma perspetiva futura do que será, iremos ensinar a partir da presença “Eu Sou” ou do “que é”. Estamos a tornar-nos professores integrados pela experiência (coração) em vez de professores através do conhecimento (cabeça)… a diferença está na integração versus conceito.
O tempo está a desdobrar-se em si mesmo e, assim, nós estamos, finalmente, a tornar-nos o que estamos aqui para ensinar. Isto é muito emocionante porque quer dizer que estamos a ancorar-nos na consciência de tempo-real e a começar a descobrir as muitas alegrias de funcionar a partir do domínio da unidade.
Acontecimentos Físicos
“O corpo físico já não é simplesmente um espaço para a vossa alma estar, mas ele é animado com a inteligência crística e tem uma “mente” própria, por assim dizer.” – As Sete Irmãs
E, finalmente, as irmãs querem que entendamos que os nossos corpos estão a passar por grandes, grandes mudanças… a maioria das quais podemos sentir, mas ainda não as compreendemos mentalmente. Estamos a adaptar-nos e a entrar em conformidade com o novo sistema de inteligência (luz) que agora nos sustenta e sim, há muitos sintomas associados com estas mudanças… em especial esquisitices de apetite/digestões, à medida que alteramos a Fonte do nosso alimento físico…mas estou a ouvir que, em breve, vamos reparar em coisas que não tínhamos reparado antes.
Uma das coisas que eles mencionam, para além de um desenvolvimento psíquico mais profundo, é que, à medida que formos autossuficientes no nosso campo de energia, iremos começar a sentir que o nosso corpo está a funcionar por si próprio, aparentemente independente do mundo à nossa volta. Isto é hilariante no sentido em que começaremos a sentir a libertação dos resíduos das dimensões inferiores enquanto somos libertados da matriz planetária discordante que presentemente nos hospeda… no entanto, sem consciência os invisíveis sentem que estas mudanças poderiam provocar confusão ou stress e assim eles querem mitigar quaisquer potenciais medos.
Esta desconexão da 3D é já visível de pequenas maneiras, como na incapacidade de sentirmos o desconforto que os outros estão a atravessar ou mesmo sentimentos de alienação visto que quase TODOS à nossa volta estão a vivenciar alguma forma de caos e pode parecer estranho e solitário estar feliz e emocionado com o mundo em queda.
Tenham em mente que, com a aceitação da vossa divindade, vem a compreensão de que aquelas coisas que são ainda profundamente humanas, o que é dizer…ainda funcionam a partir de um lugar de separação ou de limitação… parecerão muito distantes e estranhas para vocês. Sentirão uma desconexão de grande parte da vida que ainda os rodeia, contudo, este distanciamento é necessário e exigido para se movimentarem para a vossa nova morada. Recomendamos que se concentrem menos na desconexão que sentem entre a vossa nova consciência e a consciência dos outros, e mais na ligação que sentem entre a vossa cabeça e o coração. É onde a magia está a acontecer e tudo o mais irá, finalmente, desaparecer para revelar a essência da verdade total.”- As Sete Irmãs
Para mim, pessoalmente, isto tem significado uma grande quantidade de exercício para o meu músculo da compaixão. Ligarmo-nos com os que estão a sofrer através do amor e não sofrer, exige disciplina…acho que é um equilíbrio delicado entre validar, manter um espaço seguro e refletir nas verdades superiores… tudo de uma vez. É como fazer malabarismo. E o que eu achei realmente estranho é que trabalhámos durante tanto tempo e tão duro para irmos para além do (e)goo, que pensaríamos que seria fácil acedermos a todos esses anos de luta, que assim esse relato seria fácil… mas estamos tão concentrados presentemente que este não parece ser de todo o caso. Agora, exige literalmente esforço agora relatar as coisas com que temos vindo a lutar durante anos e anos e anos. Trata-se dessa amnésia da dimensão superior, digo eu, sim… coisas muito peculiares.
Sobretudo, as irmãs querem deixar claro que qualquer dissociação que estejamos a sentir é normal, saudável e que iremos achá-la muito útil para ajudarmos os outros. Não é que estejamos a sair da matriz da vida humana, apenas da matriz do sofrimento. A diferença é principalmente na perceção, e nós estamos simplesmente a elevar-nos para encontrarmos um novo panorama. Consequentemente, esta “libertação” irá ancorar uma compreensão baseada no sentimento de que não somos o nosso corpo, mas que estamos a participar dentro de um corpo, dentro de uma vida e dentro de um contexto divino-humano. Mais uma vez, nenhuma informação nova, apenas uma integração mais profunda da mesma.
“Haverá muito mais a partilhar sobre isto nos próximos dias mas, por agora, tudo o que é necessário é a compreensão de que se estão a começar a identificar com a vossa divindade… não a vossa perceção egóica da divindade, mas da sua verdadeira presença. Estão a ter vislumbres do que significa ser um espírito na forma humana… a fase da incorporação a que nos referimos como “a perceção do vosso corpo divino” e isso requer, simplesmente, a compreensão de que estão a mudar de uma forma para outra. Nós asseguramos que não se trata da versão engrandecida que verão, talvez em filmes, mas mais uma mudança subtil da expressão da limitação para o ilimitado.”- As Sete Irmãs
Nós tivemos, literalmente, que nos desidentificar de cada aspeto do ser, assim chamado humano, no que as irmãs designaram a “fase de libertação do corpo de dor”… que é por isso que demorou estupidamente tanto… mas a fase da divindade, dizem elas, é muito mais natural para nós e iremos sentir-nos mais adequados no seu desenrolar.
Estão prontos para brilhar?
Lauren C. Gorgo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A HUMILDADE DO MESTRE - Por Denys Bernard



"Uma vez existiu na China um homem que, sendo possuidor de uma imensa bondade, levava uma vida pura e em harmonia com todos os seres da natureza.
Até que um dia, Deus enviou um anjo para falar com ele, e lhe disse:
- Deus quer compensá-lo por suas boas ações.

- Não é necessário - respondeu o homem.
- E se você tivesse o Dom de curar? - perguntou o anjo.
- De maneira alguma! - disse ele - Eu não saberia como distinguir quem merecesse ou não ser curado.
- E se possuísse o Dom da palavra que transforma? - insistiu o anjo - Você poderia atrair as pessoas para o caminho da Verdade.
- Não quero ser venerado por ninguém. Gostaria de continuar sendo uma pessoa simples - foi a resposta.

- Preocupado, o anjo disse:
- Não posso voltar para de onde vim sem antes ter lhe concedido uma graça, um milagre ou um Dom. Se você não escolher, será obrigado a aceitar qualquer um.
O homem pensou por um momento, e disse:
- A partir de hoje, gostaria que o Bem que eu possa fazer ninguém perceba que fui eu - e acrescentou - Nem mesmo eu devo saber; alimentaria a minha vaidade.
Satisfeito, o anjo fez um gesto e a sombra do homem passou a ter o poder de abençoar e de curar. Mas isto só aconteceria quando seu rosto estivesse na direção do sol. Desta forma, por onde ele fosse, os doentes seriam aliviados, a terra seca se tornaria fértil e as pessoas tristes voltariam a sorrir.

Este homem caminhou muitos anos pela Terra sem jamais saber dos milagres que realizava, pois quando o sol batia em seu rosto sua sombra sempre estava detrás dele.
Assim, ele viveu e morreu sem nunca ter consciência da sua própria Santidade."

O nome deste personagem era Lao Tsé

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Felicidade é para todos!

Ubuntu
Dia desses, assistia a um programa de TV e a entrevistada falava sobre felicidade e como, culturalmente, aprendemos que a felicidade é para poucos. Ela citou uma brincadeira muito comum, a dança das cadeiras. Nesta brincadeira, uma música toca animadamente enquanto as crianças andam dançando ao redor das cadeiras e, quando a música pára, elas correm e tentam sentar. Quem não conseguir, sai da brincadeira. Conforme as crianças vão saindo, tira-se também uma cadeira e a música recomeça, até que só reste uma cadeira e um vencedor, ou seja, várias crianças saem da brincadeira e apenas uma criança sai feliz e vencedora!
A entrevistada então, sugere uma variação dessa brincadeira: as cadeiras vão sendo retiradas normalmente, mas ninguém sai da brincadeira e, quando resta apenas uma cadeira, têm várias pessoas para sentar nela e tudo vira uma grande festa, com vários vencedores!
Realmente seria mais interessante se parássemos de olhar apenas para o nosso próprio umbigo, buscando só o que nos torna mais felizes, e olharmos para o lado, pensarmos na felicidade do todo.
O texto abaixo nos trás uma bela reflexão sobre este assunto:
 ”A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com o relato de um caso de uma tribo na África, chamada Ubuntu.
Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!”, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos…

UBUNTU PARA VOCÊ!
Márcia de Lucena Saraceni

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SABEDORIA CELTA


Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica só se sente.
Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que a estrada se abra à sua frente.
Que o vento sopre levemente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.
Que a chuva caía de mansinho em seus campos...
E, até que nos encontremos de novo.
Que os Deuses lhe guardem na palma de Suas mãos.
Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.

Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

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